segunda-feira, 31 de outubro de 2022

3ª EBOM - Pastor Samuel Procopio

 

3. Oratória do Obreiro


 

 

INTRODUÇÃO

 

“A música seria a mais belas das artes, se não fosse a Oratória."

Este trabalho surgiu no intuito de auxiliar aos que ministram a palavra de Deus e desejam desenvolver-se colocando em pratica algo que tem sido muito pronunciado atualmente, a oratória que nada mais é que a arte de falar em público.

Diante desta conjuntura propõe-se como filosofia trabalhar a habilidade de comunicação e usufruir de vantagens estratégicas nas situações do cotidiano, sejam profissionais, sociais ou efetivas.

A proposta está em fornecer aos alunos os instrumentos e ferramentas para que possam superar o medo, adquirindo autoconfiança e a transformar o desconforto em prazer ao falar. Com isso será proporcionado um treinamento para que logo após o término do curso, os alunos possam dar prosseguimento no desenvolvimento de seus recursos pessoais, com harmonia e segurança.

É mister ressaltar que o orador não nasce feito, e que a arte de falar bem não é algo que surge do dia para noite, há a necessidade de se aprimorar diariamente o que se aprende através da pratica. Por isso, o progresso da cada aluno está diretamente ligado ao seu treinamento continuo e a sua força de vontade em aproveitar as oportunidades de se expor e falar. De forma geral todos podem atingir o nível da excelência em suas preleções e obter saudável desenvoltura comportamental em suas vidas.

 

 AFINAL, O QUE É ORATÓRIA?

“Segue ao pé do Bom Pastor cada dia. Nele tens todo o sustento. Tudo que necessitas na jornada de cada dia.” (N.L. Zinzendorf)

Ressalta-se que oratória nada mais é do que a arte de falar em público de forma elegante, precisa, fluente e atrativa.

Da oratória extrai-se a eloqüência que é o dom natural da palavra, desenvolvido de modo coordenado, coerente e fluente. Nesta conjuntura há a retórica que é o estudo teórico e pratico das regras que desenvolvem e aperfeiçoam o talento natural da palavra, tendo por base a observação e o raciocínio.

 3. GRANDES ORADORES

“Deus ajuda aqueles que se ajudam.” (Benjamim Franklin)

3.1 JESUS CRISTO

Uma das formas que utiliza-se  para a propagação do evangelho de Cristo é a pregação. Jesus a exemplo disto foi um pregador distinto de todos os que dantes dEle pregaram a palavra  e os que logo após a sua vinda ministraram e ministram até os dias hodiernos  a sua santa e inerrante palavra. O Mestre não tinha púlpito, na maioria das vezes era improvisado sobre um monte, na popa de um barquinho, junto ao mar da Galiléia; nas tribunas das sinagogas ou em casas de amigos. O ministério da pregação tornou-se algo muito dinâmico e expressivo na vida de Jesus.

3.2 ARÃO

O maior orador de todos os tempos Arão, judeu nascido no Egito durante um período de opressão. Este era tão bem conceituado na arte da oratória, ao ponto de ser reconhecido pelo próprio Deus como sendo um excelente orador (Êx. 4.14). O interessante é que a historia bíblica e as pessoas vão concluir que, através da arte da oratória se consegue prestigiar bem como desprestigiar. A bíblia menciona que houve uma ocasião em que Arão conseguiu persuadir toda a nação judaica, a adorar um bezerro de ouro que ele próprio confeccionou. Para conseguir convencer o povo a adorar o bezerro ele utilizou-se de um excelente discurso.

3.3 DEMÓSTENES

Este estadista foi considerado o maior orador grego. Inicialmente, como meio de vida, escrevia discursos para serem lidos nos julgamentos. Era conhecido por sua timidez e gagueira. Apesar de não possuir grandes dotes físicos ele revelou uma extraordinária força de vontade e disciplina para superar estes obstáculos, impondo a si próprio um treinamento muito severo e rígido. Declamava e discursava com a boca cheia de pedras e conchas, em frente ao mar. Para o fortalecimento da voz ele falava mais alto do que o barulho das ondas. Com isso conseguiu obter pronuncia perfeita, voz possante e pronuncia invejável. Projetou-se como orador político, suas mais famosas obras as serie de discursos Filipicas e de Corona.

3.4 CÍCERO - MARCOS TULLIUS E CÍCERO

Intitulado como o maior orador romano e um excelente prosador. Cícero foi o que mais influenciou os oradores dos dias hodiernos. Sua extensa obra é reconhecida pelos variados discursos, pelos tratados filosóficos e retóricos, pelas cartas e poemas existentes. Destaca-se, na vida desta grande orador, as famosas coletâneas de discursos Verrinas e Catlinarias.

 

4. VOCÊ PODE SER UM ORADOR!

“Se parares cada vez que ouvires um cão, nunca chegarás ao fim do caminho.” (autor desconhecido)

 

Todas as pessoas podem fazer a diferença como um orador diferenciado dos demais, todos possuem esta capacidade de desenvolver a arte de falar em publico.  Isso desde que não haja impregnado alguma deficiência insuperável.

Ninguém por mais que seja bem desenvolvido em suas faculdades mentais nasce orador, porém, todos os que são, são porque desenvolveram esta capacidade, que a seguir será discorrido.

4.1 O MAIOR INIMIGO DO ORADOR

O maior inimigo do orador não é a sua aparência, não são quem sabe suas dificuldades de esboçar mensagens, o maior inimigo não é a voz que não está segundo o patamar estabelecido pela sociedade como sendo a voz ideal. Todos estes podem ser inimigos do orador, mas não é o maior. O maior inimigo do orador é intitulado de MEDO. Mas, onde será que origina-se o medo?

Na maioria das vezes o medo surge devido às conclusões precipitadas, que vem da imaginação pessimista e negativas antecipada à apresentação. O medo é resultado também de falta de conteúdo, quando surge a oportunidade de falar e o orador não sabe o que dizer e na maioria das vezes não falar nada, acaba enrolado as pessoas até o termino da mensagem que por sua vez não acrescenta nada aos ouvintes.

O medo tem sua origem no dialogo interno desequilibrado, ex: será que conseguirei sair bem nesta apresentação? Há! eu penso que não nasci para fazer isto. Há a necessidade de se manter o dialogo interno equilibrado, pois poderá trazer sérios prejuízos na realização de um boa prédica.

4.1.1 Como controlar o medo de falar em público?

A resposta é bem mais simples do que se imagina. Só se controla o medo de falar em publico se preparando e estudando a cerca do assunto, treinando com o espelho, câmara de filmagem, gravador de voz, etc.

4.1.2 Como controlar o nervosismo?

Só existe uma forma de controlar o nervosismo que é utilizando-se de exercícios de respiração com o corpo solto.

 

5. OS VEÍCULOS DA COMUNICAÇÃO

“O problema não é o barulho dos maus, mas o silêncio dos bons.”

Compara-se o discurso como sendo uma locomotiva com cinco vagões, o vagão postura; vagão emoção; vagão gestos; vagão vocabulário e vagão voz. Veremos logo após cada um destes de forma mais detalhada.

5.1 POSTURA

A postura está relacionado a posição do corpo. Esta é observada por todo o tempo pelo auditório. Através da postura equilibrada, bonita e harmoniosa do orador o auditório desenvolve suas expectativas e isto traz resultados positivos ao mensageiro da palavra. Porém, as expectativas são frustrantes quando o orador não tem postura equilibrada, desajustada, feia e sem harmonia.

Quando estes tipos de situações ocorrem o auditório perde o interesse de ouvir, perdem o interesse de ouvir mesmo quando antes não saia sequer uma palavra da boca, criando desta forma um nível de desatenção e dispersão muito grande, fato que prejudica de forma direta todo o desenrolar da prédica.

A postura pode transmitir segurança, insegurança, habilidade e inabilidade. Mas, como se ter um boa postura? É bem mais simples do que se pode imaginar o ponto X da postura são os ombros, é importante saber mantê-los sempre bem alinhados.

5.2 EMOÇÃO

O segundo veiculo de uma comunicação correta é a emoção. Esta precisa ser bem equilibrada, pois é através dela que o orador vai agir em harmonia com os seus ouvintes, sem agressividade ou passividade. Um estado emocional desequilibrado pode trazer sérios prejuízos, tornando o auditório agressivo, demonstrando resistência e falta de atenção à mensagem pregada.

Uma emoção equilibrada é de grande valia, pois desarma o auditório. Um exemplo claro verifica-se se o orador é convidado para discursar em um ambiente, onde os ouvintes em sua maioria estão tensos e tristes, no momento em que ele vai se apresentar deverá se portar com sua platéia com uma emoção equilibrada, através do bom humor, do riso sincero; recorrendo a estas técnicas o auditório será apto o suficiente para ouvir o seu discurso.

O orador no desempenho de suas funções precisa trazer impregnado em seu ser uma fonte do humor que será utilizada no intuito de envolver a platéia, se ele for bem humorado certamente fará com que o seu discurso seja engraçado, divertido, interessante a acima de tudo eficaz.

O orador jamais deve se apresentar quando perceber que seu estado emocional desequilibrado. A emoção é oscilante, exatamente por isso é preciso se utilizar de alguns exercícios, para erguê-la quando se perceber que seu estado está fora do normal. Diante destas questões torna-se mister fazer caminhadas, praticar algum esporte ou fazer alguma outra atividade relaxante. Estas atividades ajudará a diminuir a tensão e com isso melhorar o seu estado emocional para a apresentação do discurso.

Nesta conjuntura uma das melhores formas que se tem para se manter um bom humor é através da técnica de se manter o interior divertido, isto é manter-se sempre rindo interiormente, porém se houver alguma dificuldade de utilizar estas técnicas, poderá usufruir de outra técnica a de pensar em alguma coisa engraçada antes de se apresentar, pode-se pensar em alguma brincadeira, uma história, uma música ou um fato qualquer e desde que seja humorado.

5.3 GESTOS

Os gestos são os movimentos do corpo. Estes são de um grau de importância muito grande no desenvolvimento de uma prédica com os resultados almejados, por isso há a necessidade de se utilizar destes movimentos com naturalidade e consciência para não se provocar devaneios no auditório.

Existem dois tipos de comunicação – a comunicação verbal e a comunicação não verbal que não se utiliza da voz para se comunicar. Um estudo realizado pelos norte americanos concluiu que os gestos carregam a maior porcentagem do potencial de um discurso, veja a seguir de forma mais detalhada cada um destes fatores.

Palavras: são as responsáveis por 7% da capacidade de convencimento de um discurso;

Voz: é a responsável 38% da capacidade de convencimento de um discurso;

Gestos: estes representam 55% da capacidade de convencimento de um discurso.

Com base nesta pesquisa percebe-se que os gestos são os responsáveis pela maior porcentagem de convencimento na transmissão do discurso. Por esta razão é necessário tomar muito cuidado com eles, principalmente com os prejudiciais que são: balanço excessivo do corpo, movimento desordenado constantemente, estes gestos indicam insegurança, nervosismo e falta de convencimento e falta de habilidade.

Estas atitudes atrapalham o poder de persuasão ou convencimento do orador durante a apresentação do discurso, necessário que o orador seja atento aos gestos e também atento aos membros do corpo, cabeça, ombros, braços, mãos e pernas.

5.4 CABEÇA

A posição da cabeça representa o ajuste de todo o corpo. É considerando a importância da cabeça, que ressalta-se que esta em momento algum durante a prédica deve ficar inclinada para um dos lados do corpo, não deve ficar excessivamente erguida e nem excessivamente inclinada; quando fora do nível a cabeça causa uma desarmonia em toda a postura.

Na maioria das vezes quando a cabeça está excessivamente baixa indica inferioridade, desanimo, angustias e falta de vontade para se pronunciar. Os gestos demonstrados pela cabeça são muito importantes para afirmar e para negar.

5.5 OMBROS

Conforme já mencionado anteriormente os ombros são de grande valia para o desenvolvimento da postura e estes devem sempre estarem bem alinhados.

5.6 BRAÇOS

Os braços durante uma prédica, não devem ficar cruzados, pois isto demonstra para a platéia que o orador está fechado para receber idéias. Se o discurso for interativo, demonstra ao publico ouvinte altivez, desinteresse pelo auditório e superioridade. Os braços não podem ficar em constantes movimentos demonstrando um mau hábito ou irritabilidade.

5.7 MÃOS

As mãos tem sido a causa de preocupações de muitos ministros da palavra do Senhor, muitos não sabem a posição que devem ter, onde deve-se deixá-la durante a apresentação. Na arte da oratória não existem regras quanto ao posicionamento das mãos, mas todavia existem dicas que podem auxiliar no bom uso das mãos a exemplo disto menciona-se o ponto zero.

Os movimentos das mãos transmitem uma série de mensagens que a seguir são descritas:

Mão aberta com a palma voltada para cima significa disponibilidade para recebimento e interesse pelo assunto. Com a palma voltada para baixo com alguns resumidos movimentos indica pedido de calma;

Mão aberta com a palma voltada para baixo com movimentos para lateral indica rejeição, afastamento e remoção;

Mão aberta com o polegar pressionado indica força, vigor e energia.

5.8 PERNAS

O posicionamento das pernas tem sido um fator de essencial valor na condução do discurso. O adequado posicionamento das pernas indicam maturidade, enquanto que mau posicionamento das mesmas indicam imaturidade do ministrante. Durante a exposição da palavra é mister evitar algumas coisas que a seguir são detalhadas:

Deve se evitar o balanço ou a batida das pernas, pois isto indica nervosismo;

Cabe evitar apoiar o corpo sobre uma das pernas, pois isto indica falta de habilidade

No uso correto das pernas o correto é manter a sola do pé inteira no chão, transmitindo a sobriedade, o mau posicionamento das pernas acarreta sérios prejuízos no processo da comunicação.

5.9 VOZ

A voz tem sido um importantíssimo instrumento no desenvolver das ministrações. A voz carrega o raio X da alma, é por causa disto que por telefone por vezes se consegue perceber o estado emotivo da pessoa na qual se está falando, isto só é possível por causa da voz e da sua tonalidade.

A voz indica diretamente ou indiretamente a dor que perscruta no ser das pessoas, esta também demonstra alegria, desanimo nervosismo e tristeza. São poucos os que conseguem disfarçar a voz para esconder os sentimentos. A tonalidade da voz constitui um fator indispensável na comunicação a exemplo disto a seguir são destacados alguns pontos essenciais de serem observados durante a prédica.

Falar alto tem sido um comportamento típico de quem procura mesmo sem querer chamar a atenção dos que estão a sua volta, na maioria das vezes estas atitudes estão diretamente relacionadas a imaturidade de muitos que não procuram se informar para o desempenho eficaz e eficiente da prédica;

Falar muito baixo quando utilizada sem cuidados indica em sua maioria medo, insegurança, sentimento de impotência perante os ouvintes.

Falar com mansidão está associada a tristeza ou a alguma raiva escondida ou sentimento de ser um orador desinteressante.

Diante destas questões é primordial que a voz deve se moderada, demonstrando a firmeza e a sabedoria de quem fala. Não pode ser monótona, pois assim finda cansando o auditório em pouco tempo, a voz é um recurso importantíssimo na condução de uma mensagem.

Diante desta conjuntura o que é necessário fazer para melhorar a voz? É bem simples, primeiramente é importante utilizar bem a respiração, intensidade, velocidade e entonação, a seguir são detalhados cada um desses de modo que facilite o entendimento.

Respiração – para que a voz do orador seja agradável é mister que respire de forma correta. Existem oradores que costumam falar quando estão inspirando, e continuam falando mesmo depois de o ar haver acabado, não utilizando o ar de forma correta. Deve-se durante a fala utilizar-se do diafragma.

Intensidade – é de primordial valor fazer-se treinamentos para não pronunciar as palavras aos berros, nem sussurros desordenados para o auditório, pois estas duas maneiras se pronunciar pode irritar o auditório gerando perda de interesse de ouvir o orador, levando-os a desviar a sua atenção do conteúdo concentrando-a nos motivos dos berros e dos sussurros.

Velocidade- cada tipo de discurso exige uma velocidade determinada na pronuncia das palavras. Existem quatro graus de velocidades mais utilizados a rápida, a muito rápida, a lenta e a muito lenta. Vejamos cada uma dessas a seguir.

Rápida – usada para festividade de jovens e para reuniões de avivamento;

Muito rápida – utilizada para narrações de jogos;

Lenta – usada para mensagens reflexivas como poesias e contos;

Muito lenta – utilizada para provocar o sono na plateia.

5.10 VOCABULÁRIO

Questões relacionadas ao vocabulário são de indispensável valor na comunicação. Pois é através dele que se transmitem as idéias. Quando o vocabulário é deficiente jamais se consegue transmitir o que se pensa e imagina.

O vocabulário ideal é aquele que não é difícil e nem truncado, bem como não é complicado ou excessivamente sofisticado. O vocabulário não deve ser pobre e vulgar – o auditório não é atraído por palavras bonitas, mas sim por um bom discurso. O melhor vocabulário é aquele que é compreendido por todas as classes sociais e não apenas por algumas, o vocabulário deve ser semelhante ao utilizado nos telejornais.

     Pastor Samuel Procópio

Assembléia de Deus Avivamento Pleno

3ª EBOM - Pastor Arhur Bitencourt

 



COISAS QUE ACOMPANHAM A SALVAÇÃO



“Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos”. (ARC)

“Amados, mesmo falando dessa forma, estamos convictos de coisas melhores em relação a vocês, coisas próprias da salvação”. (NVI)

Hebreus 6:9



Deus sempre quer nos levar à maturidade espiritual. O progresso espiritual é evidenciado por uma vida cheias de frutos.

Após a ilustração tirada da natureza para trazer luz a uma verdade espiritual, o escritor aos Hebreus espera dos seus irmãos leitores, que a primeira premissa da ilustração seja uma realidade na vida deles, a saber: que sejam uma terra boa, que recebe chuva, cultivada e abençoada por Deus. Portanto, dá erva útil, e produz bons frutos. Assim, o autor aos Hebreus não espera que a segunda premissa da ilustração seja a realidade dos seus leitores, a saber, uma terra inútil, que produz ervas daninhas e espinhos, e logo, uma terra amaldiçoada.

D. Pentecost, em seu comentário da carta aos Hebreus, expõe outro tipo de abordagem da mesma ilustração:



"A questão aqui é que as bênçãos que vêm de Deus podem ser usadas bem ou mal. Bênçãos bem aproveitadas trazem resultados úteis, enquanto as dádivas mal aproveitadas produzem o que não serve para nada. Dessa forma, a advertência termina com a observação de que, embora todos os crentes recebam bênçãos de Deus, alguns as usarão para dar bons frutos, enquanto outros as aproveitarão para produzir o que é inútil”. Pentecost, J. Dwight. Hebreus (pp. 114-115). Chamada (www.chamada.com.br). Edição do Kindle.



O escritor aos Hebreus, quando incialmente menciona a respeito da salvação, ele a qualifica como sendo tão grande e de grande proporção, que anela que seus irmãos-leitores sigam nas pisadas da grandeza do livramento eterno da ira futura. Vejamos:



“como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram;”

Hebreus 2:3



Como sabemos, a salvação eterna abrange três tempos: passado, presente e futuro.

No passado, a justificação, Rm 4:25. No presente, a santificação, 1 Co 1:18 (NVI). No futuro, a glorificação, Rm 8:23.

Assim, a salvação no tempo passado, ocorreu na justificação de nossos pecados, por ocasião da nossa regeneração.

No tempo presente, a salvação manifesta-se através da santificação operada pelo Espírito Santo, diária e progressivamente.

No tempo futuro, a salvação se consumará, pela redenção do nosso corpo.

No passado, fomos salvos. No presente, estamos sendo salvos. No futuro, seremos salvos.

No passado, fomos justificados. No presente, estamos sendo santificados. No futuro, seremos salvos.

No passado, fomos livres da culpa do pecado. No presente, somos livres do poder do pecado. No futuro, seremos livres da presença do pecado.

Assim, após nossa salvação (no passado), o autor aos Hebreus declara-nos algumas coisas que acompanham esta salvação (no presente).

O contexto da carta aos Hebreus e do presente capítulo, lançam luz, apontando-nos quais coisas, de fato, acompanham a salvação, ou são pertencentes a salvação. Vejamos:





O AVANÇO PARA A MATURIDADE

“Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à morte, da fé em Deus”.

Hebreus 6:1 (NVI)

O escritor aos Hebreus alerta-nos para o real perigo de não avançar para a maturidade em Cristo. No entanto, confiava que os amados irmãos e leitores seguiriam pelo caminho do progresso espiritual em Cristo. E isto fariam, se Deus os permitisse, Hb 6:3.

É grande importância afirmar que, não progredir espiritualmente é um pecado. Não crescer espiritualmente é um pecado.

Como nos lembra o apóstolo Paulo em Fl 2:12, que devemos desenvolver e operar a nossa salvação com temor e tremor.

Assim, podemos concluir, contextualmente pela carta aos Hebreus, que a maturidade pertence as coisas que acompanham a salvação.

A maturidade espiritual, portanto, leva à condição de filhos adultos do Pai. Até mesmo a criação aguarda com expectativa a manifestação dos filhos amadurecidos de Deus, Rm 8:14-21. Sem dúvida, um dos alvos da salvação.





O AMOR

“Amados, mesmo falando dessa forma, estamos convictos de coisas melhores em relação a vocês, coisas próprias da salvação”.

Hebreus 6:9 (NVI)



Esta é a primeira e última menção do escritor aos Hebreus, que chama seus leitores de “Amados”. Porque, de fato, são alvos do amor do Pai. Assim, são salvos pelo amor, e sustentados por este amor até a redenção final.

Quando o autor aos Hebreus, chama seus leitores de “AMADOS”, ou seja, queridos, estimados, ele não os chama por força retórica ou estilo literário, mas sim, por saber que são destinatários e beneficiados pelo amor de Deus.

Assim, os salvos estão arraigados no amor do Pai. Estamos alicerçados no Seu amor, como escreveu Paulo aos santos de Éfeso: “para que Cristo habite, pela fé, no vosso coração; a fim de, estando arraigados e fundados em amor”, Efésios 3:17.

Estar arraigados no amor do Amado, implica calma confiança e segurança.

Podemos, sem sombra de dúvidas, afirmar que, o amor acompanha a salvação, daqueles que são resgatados pelo Senhor Jesus. Exerçamos a fé Naquele que nos ama, assim descansemos em Seus braços eternos.

Este amor atinge uma dupla dimensão, e revela-se no amor a Cristo e no amor aos santos, como veremos a seguir.





O TRABALHO E O SERVIÇO

“Deus não é injusto; ele não se esquecerá do trabalho de vocês e do amor que demonstraram por ele, pois ajudaram os santos e continuam a ajudá-los”.

Hebreus 6:10 (NVI)

“Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra e do trabalho de amor que, para com o seu nome, mostrastes, enquanto servistes aos santos e ainda servis”.

Hebreus 6:10 (ARC)



O amor de Deus é a força motriz desencadeadora de todo trabalho e serviço espirituais no Reino, para Deus e para os santos de Deus.

O amor de Deus e o nome de Deus encorajam um salvo ao campo de trabalho.

Só podem trabalhar para Deus e por Seus santos, aqueles que já gozam da bendita redenção.

À estes, o escritor aos Hebreus lembra, que é impossível Deus se esquecer dos serviços que foram prestados no Reino. Uma vez que Deus não é injusto, nem poderia sê-lo, 2 Tm 2:13.

O não esquecimento de Deus pressupõe uma recompensa futura pelos serviços ofertados, tanto por uma obra como por um trabalho de amor, 1 Co 3:13-15.

Todas as vezes que cuidamos de um santo e herdeiro de Deus na terra, isto fazemos ao próprio Deus também. Prestamos um serviço ao Seu Nome mostrando contínuo serviço aos santos.

A palavra “obra”, “ergon” no grego, tem o sentido de trabalho, ato, ação, serviço. Já o termo “kopos” no grego, que foi traduzido como: “amor ou trabalho do amor”, tem o sentido de “intenso trabalho unido a aborrecimento e fadiga”, segundo o dicionário J. Strong.

Assim, poderíamos dizer que todo trabalho feito a Deus e aos seus santos, bem como todo trabalho “pesado” que é realizado, glorifica a Deus, e faz parte da vida subsequente à regeneração ou salvação.

Portanto, o trabalho e o amor ao Nome de Deus e aos Seus santos são coisas pertencentes a salvação, e assim, acompanham-na.





A PRONTIDÃO E A DILIGÊNCIA

“Queremos que cada um de vocês mostre essa mesma prontidão até o fim, para que tenham a plena certeza da esperança,”

Hebreus 6:11 (NVI)

“Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança;”.

Hebreus 6:11 (ARA)



O zelo e o cuidado devem ser mostrados até o fim da nossa jornada, rumo a glorificação eterna. Não podemos ser preguiçosos e indolentes no processo de amadurecimento espiritual.

Toda diligência possível de nossa parte é necessária para a plena certeza da nossa esperança.

Nossa diligência e prontidão espirituais revelam a grandeza e a segurança da nossa bem-aventurada esperança.

Vejamos o que nos ensinou o apóstolo Paulo em Tito 2:11-13, sobre a salvação, a diligência e a esperança:



Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.



Sendo a graça, a fonte suprema da nossa salvação, nossa diligência ou cuidado concentra-se em renunciar as paixões mundanas e viver piamente segundo o Evangelho, até o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus.

Como bem frisou Warren W. Wiersbe, em seu comentário bíblico expositivo, o progresso espiritual exige esforço diligente:



“Apesar de ser verdade que é Deus quem nos leva à maturidade (ver Hb 6:1,3), também é verdade que o cristão deve fazer sua parte. Ninguém deve ser preguiçoso (“tardios” em Hb 5:11), mas sim dedicar-se aos recursos espirituais que Deus concedeu. Uma vez que temos as promessas de Deus, devemos exercitar a fé e a paciência e nos apropriar do que possuímos”.



A esperança é fonte de motivação e encorajamento espirituais, que justifica nossa prontidão, zelo, cuidado e diligência. Nossa esperança está atrelada à nossa fé em Cristo. A esperança aponta a glória futura, e é uma virtude ou poder do mundo vindouro, agindo em nosso tempo presente e em nossas vidas salvas.

A esperança promove em nós mais diligência, zelo e cuidado. E a prontidão e o cuidado rumam à esperança. Este processo gera um ciclo virtuoso, que produz em nós a perfeição moral e espiritual, ou seja, a maturidade.

Veja esse comentário elucidativo sobre a relação entre a esperança e a fé.



“A fé tem uma dimensão futura. Se ela não espera algo melhor no futuro, não é fé genuína. A maturidade cristã é amadurecimento em fé, esperan­ça e amor. A fé tem uma fundação histó­rica de realidades permanentes. É pela fé que trazemos estas realidades para o pre­sente vivo, palpitante. O amor é o poder por meio do qual servimos à nossa época e à nossa geração no Espírito de Jesus. Esperança é o meio através de que prova­mos o poder do século vindouro” (Comentário Broadman).





A IMITAÇÃO DA FÉ E DA PACIÊNCIA

“de modo que vocês não se tornem negligentes, mas imitem aqueles que, por meio da fé e da paciência, recebem a herança prometida”.

Hebreus 6:12 (NVI)

para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e paciência, herdam as promessas.

Hebreus 6:12 (ARC)



O esforço diligente opõe-se a negligência ou morosidade no avanço espiritual.

A melhor maneira de fugirmos da condição de tardios espirituais é seguir o dever de imitar a fé e a paciência daqueles herdaram as promessas de Deus.

Para herdarmos as promessas de Deus será preciso muita fé e longanimidade. Apenas aqueles que são testados e provados na fé e na paciência receberão as promessas como herança.

Para tomarmos posse das promessas de Deus é preciso ter o ânimo alongado, daí a expressão: longanimidade, ou seja, ânimo espichado.

Ao imitarmos a fé e a paciência destes heróis da fé seguiremos na rota do crescimento espiritual.

Precisamos com todas as forças do nosso ser, fugir da indolência, apatia e indiferença espiritual. Quando vivemos longe da omissão espiritual, adentramos a estrada do desenvolvimento espiritual, Tg 4:17.

Temos exemplos e testemunhas múltiplas no Reino de Deus que nos inspiram na caminhada do crescimento espiritual, e por fim, herdarmos as glórias das promessas de Deus.

Veja este comentário abaixo que corrobora a argumentação anterior:

“Não palmilhamos o caminho de fé, amor e esperança como peregrinos solitários. Outros têm passado por aqui an­tes, para nos mostrar o caminho. Temos não apenas o Espírito Santo dentro de nós, para nos guiar, mas também o exemplo objetivo daqueles que resistiram à tentação de permanecerem preguiçosos e indolentes, e têm, pela fé, andado com persistência robusta e firme, e têm des­coberto que as promessas de Deus são verdadeiras”. (Comentário Broadman).





CONCLUSÃO



Após este breve estudo, chegamos a conclusão que as coisas que acompanham a salvação ou coisas pertencentes à salvação são: o avanço para a maturidade espiritual, o desfrute do amor do Pai, o trabalho e o serviço (trabalho de amor), a prontidão e a diligência rumo a esperança, a imitação da fé e da paciência daqueles herdarão as promessas de Deus. Esta é a jornada feliz que nos conduzirá aos Novos Céus e Nova Terra, a Nova Jerusalém, Ap 21 e 22.



Arthur Moratelli Bittencourt

Ministro do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo

Pastor vice-presidente executivo da AD Utinga – Santo André – SP.



3ª EBOM - Pastor Ivan Souza



Tema: Mas de vós amados, esperamos coisas melhores...



Pastor Ivan Souza

Império ou Reino?

Quero propor aos santos alunos desta escola bíblica uma reflexão sobre os termos acima mencionados. Sei que o tema pode a priori parecer ser provocativo, mas o objetivo não é provocação, mas sim, análise e muito mais que isso, uma entrega sincera ao estudo deste importante assunto e permitir que o Espírito Santo nos guie através das sagradas Escrituras ao exame de como temos entendido, refletido e operado como estrutura cristã.

Concordo com o R. N Champlim, Ph. D no seu comentário que os evangelhos sinópticos, a pregação do reino é o tema central. Não podemos duvidar que João Batista, seus seguidores, Jesus e os seus discípulos pensassem que o reino de Deus haveria de ser estabelecido na terra. O reino de Deus foi uma oferta genuína feita a Israel, mas a oferta foi rejeitada. Isto posto, a vontade divina apresentou aos gentios o esplendor da Igreja e da nossa era da graça.

Em sentido bem amplo, poderíamos definir esse reino como composto por aqueles que reconhecem, adoram, amam e obedecem a Deus, como único Deus vivo e verdadeiro. Portanto, esse reino pode ser concebido como existente no céu, ou então no coração dos homens regenerados. Os remidos, pois, comporiam o reino de Deus. A igreja seria a coletividade formada por esses remidos, nos céus e na terra. Sem importar qual forma assuma, esse reino incorpora a luz do mundo, sendo a vida e o sal da terra. Jesus nasceu para ser Rei em nossos tempos, deve-se destacar o ÚNICO REI, e de muitas maneiras onde Ele consegue impor-se como tal, aí está o reino de Deus. Por esta razão, o reino de Deus é chamado de “reino de Cristo, o FILHO”, por causa de sua administração. Mas é chamado reino de Deus, porque Deus é a autoridade fina por trás deste reino. No evangelho de Mateus é chamado “reino dos céus” porque o céu é a habitação de Deus. Finalmente, a autoridade real de Jesus Cristo será exercida em todos os lugares ( Ef. 1. 10 isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos), quando então haverá unidade de todas coisas em torno da pessoa de Cristo.

Tomei como base para a meditação deste estudo o primeiro livro dos Reis, do capítulo 11 ao 14, onde encontramos o Deus de Israel estruturando o reinado desta nação com o propósito de fazer conhecido aos homens sua forma de governo.

Uma leitura detalhada nos revela que logo no início os reis de Israel não compreenderam para o que foram constituídos, nem mesmo o grande rei Salomão pode responder aos anseios de Deus. Ele como sucessor do grande Rei Davi, ficou muito aquém do que deveria e sua sucessão ainda muito mais longe e desvirtuada. Para iniciarmos este estudo, devemos entender o que Deus pretendia para a nação eleita.

Este povo foi separado das demais nações através do chamado dado a Abraão em Genesis capítulo 12, Abraão seria pai de uma grande nação e bendita seria sua descendência entre todas as nações. Da sua descendência viria o Messias, O Ungido do Senhor para estabelecer o reino inabalável e eterno de Deus. Este reino sobre o ideal de Deus nunca deveria ser nacionalista, fechado e estático, ele deveria ser universal, aberto, um movimento de expansão e inclusão trazendo tribos, povos e nações ao governo soberano de Deus. Este reino não poderia ser igual ao de nações vizinhas como Israel sempre desejou, mas sim, um modelo único, sem precedentes, um reino teocrático onde Deus levantaria seus representantes para cumprir seus desígnios na terra.

Daí compreender a natureza deste reino seria o melhor que reis levantados por Deus deveriam fazer. Mas o que logo se viu, foi o que constatou Lord Acton "O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente, de modo que os grandes homens são quase sempre homens maus.". Ser representante de Deus pode negrejar, turvar, envaidecer, ensoberbecer até mesmo os escolhidos. A vaidade destrói grandes investimentos de Deus. Estes homens não procuraram entender os desígnios de Deus, e logo buscaram andar segundo o curso de seus corações, atendendo seus interesses acima dos interesses de Deus. Não observaram a palavra de Deus e nem consultaram seus profetas, andaram vaidosamente pelos seus caminhos, optaram por satisfazer seus apetites, suas loucuras, seus desejos a exemplo de Salomão I Rs 11. 1-12 e seus descentes.

Estes homens optaram por seguir igualmente suas nações vizinhas e fracassaram, por não levar em conta a vontade de Deus. Eles buscaram fama, riqueza, poder, domínio, prazer, alianças mundanas, e o que conseguiram foi ruína e desgraça, porque ninguém é bem sucedido quando escolhido por Deus se furtando da vontade de Deus.

Oro e desejo que nesta oportunidade o Espírito Santo nos dê clareza, compreensão e comprometimento com sua proposta e agenda. Somos representantes do Reino, como Apóstolo Paulo escreve em Colossenses 1. 13, 25 3 28 e também o Apóstolo Pedro I Pe. 2. 9, nossa missão é servir como ministros de Deus, embaixadores de Cristo ( 2. Co. 5.20) sendo fiel ao Grande Rei, abstendo nosso trabalho de interesses humanos e fugindo de usurpar prestígio que não cabe ao servo.

Com um olhar no texto de I Rs. 11 ao 14 quero colocar um paralelo para nossa meditação.

No império o Rei explora; I Rs. 7.1-8 Salomão levou treze anos para terminar a construção do seu palácio. Ele construiu o Palácio da Floresta do Líbano com quarenta e cinco metros de comprimento, vinte e dois metros e meio de largura e treze metros e meio de altura, sustentado por quatro fileiras de colunas de cedro sobre as quais se apoiavam vigas de cedro aparelhadas. O forro, de cedro, ficava sobre as quarenta e cinco vigas, quinze por fileira, que se apoiavam nas colunas. Havia janelas dispostas de três em três, uma em frente da outra. Todas as portas tinham estrutura retangular; ficavam na parte da frente, dispostas de três em três, uma em frente da outra. Fez um pórtico de colunas de vinte e dois metros e meio de comprimento e treze metros e meio de largura. Em frente havia outro pórtico com colunas e uma cobertura que se estendia além das colunas. Construiu a Sala do Trono, isto é, a Sala da Justiça, onde iria julgar, e revestiu-a de cedro desde o chão até o teto. E o palácio para sua moradia, no outro pátio, tinha um formato semelhante. Salomão fez também um palácio como esse para a filha do faraó, com quem tinha se casado.

No Reino, o Rei serve; Jesus os chamou e disse: “Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” Marcos 10:42-45.

No império há hereditariedade; Salomão tentou matar Jeroboão, mas ele fugiu para o Egito, para o rei Sisaque, e lá permaneceu até a morte de Salomão. Então descansou com os seus antepassados e foi sepultado na Cidade de Davi, seu pai. E o seu filho Roboão foi o seu sucessor. 1 Reis 11:40, 43 NVI

No Reino há sucessão profética; Então os que estavam reunidos lhe perguntaram: “Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino a Israel?” Ele lhes respondeu: “Não compete a vocês saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade. Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da Terra”. Atos 1:6-8 NVI

No império o julgo é pesado; “Teu pai colocou sobre nós um jugo pesado, mas agora diminui o trabalho árduo e este jugo pesado, e nós te serviremos. Pois bem, meu pai lhes impôs um jugo pesado; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes pontiagudos”. 1 Reis 12:4, 11 NVI

No Reino, o julgo é suave; “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Mateus 11:28-30 NVI

Note que qualquer rei que for recrutar súditos jamais incluirá súditos com estas características, este reino não é humano, sua força está no Rei que conduz.

No império há obediência cega; O rei Roboão enviou Adonirão, chefe do trabalho forçado, mas todo o Israel o apedrejou até a morte. O rei, contudo, conseguiu subir em sua carruagem e fugir para Jerusalém. Dessa forma Israel se rebelou contra a dinastia de Davi, e assim permanece até hoje. 1 Reis 12:18-19 e 24. NVI

No Reino há obediência racional; Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. João 15:10 NVI

No império há guerra; Quando Roboão, filho de Salomão, chegou a Jerusalém, convocou cento e oitenta mil homens de combate, das tribos de Judá e de Benjamim, para guerrearem contra Israel e recuperarem o reino.1 Reis 12:21 NVI

No Reino, reina a paz; Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo; Romanos 14:17 NVI – Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus. Mateus 5:9 NVI

No império tem trono, No reino tem altar; Jo. 4.20 – 24. “Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar”. Jesus declarou: “Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. João 4:20-24 NVI

No império tem seguidores; Se este povo subir a Jerusalém para oferecer sacrifícios no templo do Senhor, novamente dedicarão sua lealdade ao senhor deles, Roboão, rei de Judá. “Eles vão me matar e vão voltar para o rei Roboão”. Depois de aconselhar-se, o rei fez dois bezerros de ouro e disse ao povo: “Vocês já subiram muito a Jerusalém. Aqui estão os seus deuses, ó Israel, que tiraram vocês do Egito”. 1 Reis 12:27-28 NVI

No Reino tem adoradores; No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. João 4:23-24 NVI

No império tem templo sagrado; Depois de aconselhar-se, o rei fez dois bezerros de ouro e disse ao povo: “Vocês já subiram muito a Jerusalém. Aqui estão os seus deuses, ó Israel, que tiraram vocês do Egito”. 1 Reis 12:28 NVI

“No Reino, caminho de santidade; Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. João 4:23-24 NVI

No império tem guerreiros, no Reino, valentes; Guerreiros lutam por ordem, valentes por princípios, guerreiros estão dispostos a matarem, valentes estão dispostos a morrerem. I Rs. 13.8

No império o homem governa; Tirei o reino da família de Davi e o dei a você, mas você não tem sido como o meu servo Davi, que obedecia aos meus mandamentos e me seguia de todo o coração, fazendo apenas o que eu aprovo. Você tem feito mais mal do que todos os que viveram antes de você, pois fez para você outros deuses, ídolos de metal; você provocou a minha ira e voltou as costas para mim. “ ‘Por isso, trarei desgraça à família de Jeroboão. Matarei de Jeroboão até o último indivíduo do sexo masculino em Israel, seja escravo seja livre. Queimarei a família de Jeroboão até o fim como quem queima esterco. 1 Reis 14:8-10 NVI

No reino, Deus dirige; Ele clamou contra o altar, segundo a ordem do Senhor: “Ó altar, ó altar! Assim diz o Senhor: ‘Um filho nascerá na família de Davi e se chamará Josias. Sobre você ele sacrificará os sacerdotes dos altares idólatras que agora queimam incenso aqui, e ossos humanos serão queimados sobre você’ ”. 1 Reis 13:2 NVI

Neste paralelo é possível constatar a tragédia anunciada quando um homem usurpa suas atribuições, exclui a vontade do Senhor, prioriza o humano e carnal. Que Deus nos ajude a pensar o nosso chamado, que o Espírito Santo perscrute nossos corações e nos leve ao caminho reto. Santos obreiros do Senhor, temos recebido de Deus a benção do santo ministério, honremos tão somente Aquele que nos alistou, procuremos com zelo e obediência servir com fidelidade e humildade, com renúncia e amor Àquele que nos constituiu príncipes do seu reinado!

Encerro minha pequena contribuição relembrando os conselhos do Apóstolo Paulo a Timóteo, II Tm. 3 Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também. São esses os que se introduzem pelas casas e conquistam mulheres instáveis sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, mas jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade. Como Janes e Jambres se opuseram a Moisés, esses também resistem à verdade. A mente deles é depravada; são reprovados na fé. Não irão longe, porém; como no caso daqueles, a sua insensatez se tornará evidente a todos. 2 Timóteo 3:1-9 NVI





https://www.youtube.com/watch?v=V5L7JW0Yo9Y&t=69s

Pastor Ivan Souza

Assembléia de Deus - Setor 2 Belem.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Os Frutos do Espirito Santo

 

 

                    2021 TEMPO DE MANIFESTAR  O FRUTO DO ESPÍRITO 

 

AMOR - GOZO - PAZ - LONGANIMIDADE - BENIGNIDADE BONDADE - FÉ - MANSIDÃO - TEMPERANÇA

GÁLATAS 5:22

 

A VITÓRIA É NOSSA PELO  SANGUE  DE JESUS


 

Palavra

PASTORAL

O FRUTO DO ESPÍRITO

O fruto do Espírito é a expressão da natureza e caráter de Cristo através do crente. É a  reprodução da vida de Cristo na vida do cristão.

O Espírito Santo deseja mudar o nosso caráter, através da conversão a Cristo.

A Palavra de Deus na Epístola do apóstolo Paulo aos Gálatas 5.19 a 21 assegura que as obras  da carne são conhecidas as quais são: Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias,  inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices,  glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro como já,  outrora, vos preveni que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.

Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a  Bíblia chama de “O Fruto do Espírito”, em Gálatas 5.22. 

Mas o fruto do Espírito é: Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, caridade,  bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os  que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se  vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.

O apóstolo Paulo põe o paradoxo das possibilidades de vida em duas expressões: o cristão  não deve produzir as obras da carne, mas, antes, o fruto do Espírito Santo.

Nota-se que as obras da carne estão no plural, enquanto que o fruto do Espírito está no  singular. O escritor dessa carta quis deixar claro que elas são múltiplas e que o crente não  se deixa escravizar por todas elas de uma só vez. Paulo termina a frase, acrescentando  um “e coisas semelhantes a estas”, deixando claro que a lista das possibilidades em  permanecer no erro não se limita somente nos citados no versículo 19.

Ao se referir ao fruto, o autor da epístola recomenda como deve ser o “modus vivendi”,  usando a expressão “fruto do Espírito” no singular.

Considerando que cada árvore só dá um tipo de fruto, segundo a sua espécie, constata-se  que o fruto do Espírito é indivisível. É plano de Deus repartir os dons do Espírito,  “distribuindo-os como lhe apraz, a cada um individualmente” (1 Co 12.11). Entretanto o  Senhor não reparte o fruto, pois o fruto do Espírito não pode ser vivido e repartido entre  os membros da igreja, dando-se a um o amor e a outro longanimidade.

As virtudes do fruto do Espírito não são para ser escolhidas, mas devem compor, na sua  totalidade, a bagagem de todo cristão, haja vista ser um só fruto.

Não existe hierarquia na relação entre as virtudes do fruto do Espírito, ou seja, o amor não  é mais importante porque na relação dessas virtudes vem em primeiro lugar. O domínio  próprio por sua vez, não é menos importante porque vem por último na lista. Ambos,  como as demais virtudes, são aspectos do mesmo fruto.

 

 

OS ASPECTOS  DO FRUTO SÃO:

O fruto do Espírito apresenta-se através  de nove aspectos ou virtudes. Todos os  seus aspectos são partes integrantes de  um único desenvolvimento espiritual  implantado pelo Espírito Santo.

A vida espiritual, na plenitude de seu  desenvolvimento, não consiste em  resoluções morais e esforços humanos,  mas na proporção que o crente permite  que o Espírito Santo dirija e influencie sua  vida (Rm 8.5-14; 2 Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl  3.12-15; 2 Pe 1.4-9; Ef 3.19). Assim sendo, o  resultado será o crescimento e maturidade  espiritual.

Esses aspectos ou virtudes do fruto do  Espírito, podem ser classificados da  seguinte forma: a) Hábitos mentais; b)  Qualidades sociais; c) Princípios gerais de  conduta.

 

I – HÁBITOS MENTAIS

 

1) AMOR (gr. ágape) ou CARIDADE.

Diz respeito ao amor que Deus derramou  em nosso coração, pelo Espírito Santo que  nos foi dado, resultando no amor a Deus e  ao próximo. Trata-se de um amor altruísta,  não egoísta, nem egocêntrico, que ama  até os inimigos. Visa principalmente o  interesse e a busca do bem maior de outra  pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5;  1 Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).

 

2) GOZO (gr. Chara) ALEGRIA ou  REGOZIJO.

Profundo regozijo do coração. O  verdadeiro gosto de viver a alegria no  Senhor, independente das circunstâncias.  A sensação de alegria baseada no amor,  na graça, nas bênçãos, nas promessas e  na presença de Deus, são bênçãos que  pertencem aqueles que creem em Cristo  (Sl 119.16; 2 Co 6.10; 12.9; Sl 30.5; Rm 12.12; Fp  4.4; 1 Pe 1.8; Fp 1.14).

 

 

 

 

3) PAZ (gr. eirene).

Quietude de coração e mente, baseada  na convicção de que tudo vai bem entre  o crente e seu Pai celestial. Atitude de  serenidade, calma e força, tranquilidade  e quietude de espírito, produzida pelo  Espírito Santo, mesmo na adversidade e  nas tribulações. Essa paz deriva de nossa  perfeita confiança em Deus, guardando  os nossos corações da ansiedade (Sl 34.14;  119.165; Jo 14.27; Rm 15.33; Fp 4.6,7; 1 Ts 5.23;  Hb 13.20).

 

II – QUALIDADES SOCIAIS

 

4) LONGANIMIDADE (gr. Makrothumia)  ou PACIÊNCIA.

Paciência passiva debaixo das injúrias ou  danos sofridos. Diz respeito à perseverança,  ser tardio para irar-se ou para o desespero.  Paciência para com as pessoas, suas  fraquezas, falhas, ignorâncias, demoras. É  o oposto da irritação, da ira, da vingança  (Pv 16.32; Ef 4.2; Cl 3.12; 2 Tm 3.10; Hb 12.1).

 

5) BENIGNIDADE (gr. chrestotes).

Amabilidade, brandura, compaixão e  misericórdia. A bondosa disposição para  com o próximo. Não querer magoar  ninguém, nem lhe provocar dor (Sl 103.17;  Lc 6.35; Ef 4.32; Cl 3.12; 1 Pe 2.3).

6) BONDADE (gr. Anathosune) ou  RETIDÃO.

Beneficência ativa. Zelo pela verdade  e pela retidão, e repulsa ao mal. Pode  ser expressa em atos de bondade ou na  repreensão e na correção do mal. É a  generosidade em ação para com outras  pessoas. É um passo além da benignidade  (Sl 23.6; Pv 21.21; 11.17; Mt 21.12,13; Lc 7.37-50;  At 11.24).

 

III – PRINCÍPIOS GERAIS DE CONDUTA

 

7) FIDELIDADE (gr. Pistis) ou FÉ.

Lealdade constante e inabalável a  alguém com quem estamos unidos por  promessa, compromisso, fidedignidade e  honestidade. Confiabilidade total, lealdade.

 

 

OS ASPECTOS  DO FRUTO SÃO:

Qualidades que torna uma pessoa  digna de confiança. O crente deve usar de  fidelidade para com Deus e a sua Palavra,  bem como para com o próximo (Mt 23.23;  25.23; Lc 16.10; Rm 3.3; 1 Co 4.2; 1 Tm 6.12;  4.7; Tt 2.10; Ap 2.10).

8) MANSIDÃO (gr. Prautes).

O temperamento especialmente cristão  de não defender de unhas e dentes os  próprios direitos. Moderação associada  à força e à coragem. Descreve alguém  que pode irar-se com equidade quando  for necessário e também, humildemente  submeter-se quando for necessário.  Significa que brandura, humildade,  suavidade e gentileza estão presentes (Sl  37.11; Mt 5.5; Ef 4.1,2; Cl 3.12; 2 Tm 2.25; 1 Pe  3,15). Exemplos: Jesus (confira Mt 11.29 com  23; Mc 3.5); Paulo (confira 2 Co 10.1 com  10.4-6; Gl 1.9); Moisés (confira Nm 12.3 com  Êx 32.19,20).

 

9) TEMPERANÇA (gr. egkrateia) ou  DOMÍNIO PRÓPRIO.

Força interior pela qual o crente se controla. 

Autocontrole, autodisciplina, temperança  e moderação. Controle ou domínio sobre  nossos próprios desejos e paixões, inclusive  a fidelidade aos votos conjugais. Pureza (At  24.35; 1 Co 7.9; Fp 4.5; Tt 1.18; 2.5,6; 2 Pe 1.6).

 

DISTINÇÃO ENTRE OS DONS ESPITUAIS  E O FRUTO DO ESPÍRITO 

 

1. Os dons são dados - O fruto é gerado.

 

2. Os dons vêm após o batismo no Espírito  Santo - O fruto é na conversão. 

 

3. Os dons são de fora para dentro - O fruto  vem do interior.

 

4. Os dons já vêm completos - O fruto  requer tempo para crescer.

 

5. Os dons são dotação de poder para o  crente - O fruto expressa o seu caráter.  

 

6. Os dons vêm pelo Espírito - O fruto vem  por Jesus. 

 

7. Os dons são distintos - O fruto é indivisível.

 

8. Os dons conferem poder - O fruto  confere autoridade.

 

9. Os dons comunicam espiritualidade - O  fruto irrepreensão. 

 

10. Os dons identificam o que fazemos - O  fruto mostra o que somos. 

 

11. O mais interessante é que os dons  podem ser imitados - Porém o fruto nunca  o será. 

 

 

O ensino final de Paulo sobre o Fruto do  Espírito é que não há qualquer restrição  quanto ao modo de viver aqui indicado.

O crente pode, e realmente deve praticar  essas virtudes continuamente, nunca  haverá uma lei que lhes impeça de viver  segundo os princípios aqui descritos.

 

O fruto do Espírito é uma obra espontânea  do Espírito Santo dentro de nós. O Espírito  produz certos traços de caráter que são encontrados na natureza de Cristo. 

 

Se quisermos que o fruto do Espírito cresça  em nós, devemos unir nossa vida à dele  (Jo 15.4,5). Devemos conhecê-lo, amá-lo,  lembrá-lo e imitá-lo.

Que o Senhor nosso Deus nos desperte  e nos ajude a melhorar a qualidade de  vida espiritual neste novo ano que se  inicia, através da manifestação do fruto  do Espírito, a fim de que glorifiquemos  o Seu santo nome, cumprindo com a  nossa sublime missão de sal da terra e  luz do mundo, lembrando que o sal diz  respeito ao nosso caráter cristão e a luz  está relacionada com o nosso testemunho  cristão.

 

“Soli Deo Gloria”!

 

        Pastor Samuel Mendes de Sales

Diretor do Instituto Teológico “Ap Terezinho Martins da Rocha”


Créditos ao Pr Wagner Gaby

 

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Formatura da Teologia - Instituto teológico "Ap Terezinho Martins da Rocha"

 No dia 22 de Maio de 2021 tivemos a solenidade de colação de grau dos novos formandos do curso Básico de teologia:

1. Ana Paula Lírio do Vale Veloso (sede)

2. Alan de Araújo Dias (sede)

3. Alex Sandro Oliveira de Sousa (sede)

4. Carlos Henrique Morgantini (sede)

5.Evair Tiago Santana (sede)

6.Felipe do Vale Veloso (sede)

7.Felipe Sofilo de Oliveira ( Carrãozinho)

8.Karla Guedes de Oliveira ( Carrãozinho)

9.Leomar Cordeiro Coelho (sede)

10.Leonardo José da Silva ( Carrãozinho)

11.Luciano costa Sousa ( Carrãozinho)

12.Marilene de Lima Pinto (sede)

13.Rosélia Costa Sousa ( Carrãozinho)

14.Rosilene Mateus da Silva ( Carrãozinho)

15.Wandilson Ferreira Soares (sede)
























DIP - Dia da Igreja Perseguida - Fotos e Videos
















 

Dia da Igreja Perseguida - DIP

 Em 30 de Maio de 2021 a Igreja Sede Assembléia de Deus Missão Profética realizou um culto em homenagem a Igreja Perseguida em todo mundo.

Entenda: 

Na educação antiga, as inquietações morais levaram para o desenvolvimento do uso da razão pelo filósofos gregos, era uma educação escassa, restrita a elite que buscava tutores para formar a personalidade seus pupilos através do ensinos das virtudes e da busca pela verdade.

A partir da revelação a Abraão a noção de transcendência se integra ao conhecimento coletivo dos povos; a devoção a Deus tornou-se fator preponderante na dedicação a vida intelectual; aos poucos formaram as universidades onde os alunos buscavam mestres da Europa para aprender sobre filosofia, teologia, direito e medicina;  é formada a comunidade internacional de acadêmicos.

Nesta época ocorre a união entre a filosofia grega e a tradição religiosa, resultando das concepções das artes liberais; o ensino técnico ficava a cargo das Guildas, onde ensinava os trabalhadores a exercer a sua profissão ; esse ensino que chegou ao Brasil no século 16.

Logo depois do descobrimento fundaram o pátio do colégio a primeira escola do Brasil.

Só após a reforma protestante o sistema de ensino se fortaleceu, foi rompendo com a transmissão de ideias da igreja católica e também começou a ser usado pelos estados como meio de propagação de ideias.

É nesse período que surge a educação compulsória,  onde leis obrigavam crianças a frequentar  instituições de ensino criados pelo governo, com penas de aprisionamentos caso fossem descumpridas, a revolução cientifica transforma o significado das palavras, educação e conhecimento.

A descoberta de padrões matemáticos e de métodos científicos entusiasma muitos pensadores a desenvolver uma nova concepção de direitos humanos; o iluminismo francês acaba por proibir escolas religiosas, a tradição passa a ser condenada como uma coisa ruim, vista como inimiga da vontade popular e do bem comum.

No Brasil o iluminismo teve sua expressão através do ditador português Marques do Pombal que expulsou os Jesuítas fechando as escolas e mosteiros espalhados pelo Brasil no fim do século 18; orientado por José  Bonifácio Leopoldina Raps Burgo, sob os perigos do iluminismo francês. Dom Pedro declara a independência do Brasil.

1839 a revolução industrial chama os trabalhadores para as fabricas modernas, fazendo surgir duas novas grandes demandas; a mão-de-obra qualificada e um lugar para deixar as crianças durante o trabalho; a educação obrigatória torna-se massificada para atender um numero cada vez maior de pessoas e transforma-las em trabalhadores; em 1854 a educação tranforma-se em ensino; a busca pela verdade sai de cena e dava espaço para beneficiar a produção econômica ; observando essas mudanças educadores desenvolvem a pedagogia nova pautada pela filosofia pragmática que defendia não ser capaz de conhecer a verdade e portanto devia adequar as verdades aos seus objetivos.

O professor passou a ser visto como um incentivador responsável por aplicar métodos para desenvolver um cidadão apto para a vivência democrática e para o trabalho assalariado,

O pragmatismo foi importado para o Brasil por Anisio Teixeira e os adeptos da  escola nova que disputavam com as correntes católicas e comunistas o controle da educação Brasileira.

A partir dos conceitos propagados pela filosofia de Ton Regan cada vez mais surgem mais teorias sobre o papel do estado e das relações sociais .

No século 20 essas ideologias revolucionárias iram disputar o mapa do planeta Terra enxergando o sistema educacional (surge a pedagogia critica comunista), como mais uma ferramenta de combate politico. Na revolução cultural chinesa a escola ganhou protagonismo no combate ideológico; a pedagogia critica visava formar os alunos como agentes transformadores da sociedade, o professor seria o libertador e removeria o hospedeiro burguês das crianças.

Essa visão se amplificou para o mundo através dos protestos na França iniciados nos eventos de maio de 1968; Paulo freire é o grande nome a disseminar o vinculo da revolução cultural com a pedagogia no Brasil, estabelecendo esses fundamentos na sua maior obra a Pedagogia do Oprimido,

O que vemos hoje no Brasil é a fusão da revolução critica revolucionária e o ensino pragmático para o trabalho; a primeira educa o homem como agente transformador da sociedade; ou seja, a primeira preocupação é acabar com instituição chamada família, porque a família é o projeto de Deus, essa filosofia ideológica luta contra tudo que se chama Deus, e que foi criado por Deus; disseminam a ideologia de gêneros, a liberação das drogas, abortos, bigamia, entre outras aberrações.

Os docentes só almejam por uma consciência revolucionária e os alunos só querem usar drogas, ganhar dinheiro sem trabalhar ou sem produzir coisa alguma, e no final ostentam um diploma que não serve pra nada.

A educação brasileira foi condenada aos últimos lugares do mundo.

Não é novidade para ninguém que o QI médio da população brasileira vem caindo com velocidade alarmante. Nem que os nossos estudantes tiram sistematicamente os últimos lugares nos testes internacionais. Nem que entre os alunos diplomados que as universidades despejam anualmente no mercado 50 por cento são analfabetos funcionais.

a inteligência humana tem a peculiaridade de que, ao contrário do dinheiro e da saúde, quanto mais a gente a perde menos dá pela falta dela. Daí que a inépcia endêmica cresça pari passu com a incapacidade de percebê-la em tempo de corrigi-la. Se as classes dirigentes e opinantes conservassem um pouquinho da perspicácia que tinham em outras épocas, a crise da inteligência nacional, tal como observada sobretudo entre os estudantes, seria objeto de preocupação extrema e debates acalorados no Parlamento, na mídia e nas universidades. Se nesses meios reina, ao contrário, o silêncio da indiferença, é precisamente porque a imbecilização crescente não afeta somente as novas gerações ou as classes populares, mas já subiu aos altos escalões e domina soberanamente os destinos da nação, cada vez mais desarmada ante um panorama mundial superior à sua compreensão.

Sergio Lessa Disse: Nós, comunistas, somos de fato a favor de uma sociedade sem classes, sem Estado, sem propriedade privada. Uma sociedade na qual a abundância torne desnecessárias as religiões, – esse consolo ideológico que transforma a miséria terrena em paraíso espiritual. E, o que agora nos interessa, somos também contra a família monogâmica. Casamento é quase sinônimo de conflitos, dores, sofrimentos dos mais variados tipos. Frustrações, tristeza e melancolia são elementos que estão presentes em todas as famílias, em algum grau e em alguma medida – por vezes de modo muito forte

https://direito.mppr.mp.br/arquivos/File/LESSASergio.pdf

A biografia de Marx é repleta de apologias a extermínios em massa de "raças inferiores" e a ditaduras  se surpreende com sua notável franqueza em relação aos objetivos do comunismo. Karl Marx afirmava que a família é uma instituição espinhosa e que precisa ser abolida.

Apesar de no Brasil de hoje não encontrarmos mais perseguições, é possível percebermos de forma nítida, por parte da imprensa e dos formadores de opinião, um claro preconceito contra aqueles que se dizem seguidores de Cristo.

A Constituição de 1988 nos garante liberdade de fé e religião. O artigo 5º da Carta Magna diz que “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. Todavia, apesar de no Brasil de hoje não encontrarmos mais perseguições como outrora, é possível percebermos de forma nítida, por parte da imprensa e dos formadores de opinião, um claro preconceito contra aqueles que se dizem seguidores de Cristo.

Nessa perspectiva, tornou-se comum encontrarmos na TV, rádio e cinema, acintes e deboches dos mais variados possíveis, cujo objetivo final é a desmoralização de todos aqueles que professam sua fé em Jesus. Senão bastasse isso, cresce a olhos vistos aqueles que, em nome do estado laico, querem restringir a ação dos evangélicos às suas reuniões e templos, impedindo-os assim, de divergirem dos conceitos e valores de uma geração secularista, absorta em pecado e absolutamente antagônica àquilo que a Bíblia prega e e defende.

Que o Senhor tenha misericórdia de sua Igreja e nos guarde do mal. 

Que o Senhor, nosso Deus, Em nome de Jesus, teu Filho, nos ajude a enfrentar este mundo cheio de sofrimento e injustiças. Aumenta a nossa fé e nos dê forças para que com a tua graça possamos lutar e orar por um país e um mundo melhor.

Bispo Samuel Mendes.