segunda-feira, 31 de outubro de 2022

3ª EBOM - Pastor Ivan Souza



Tema: Mas de vós amados, esperamos coisas melhores...



Pastor Ivan Souza

Império ou Reino?

Quero propor aos santos alunos desta escola bíblica uma reflexão sobre os termos acima mencionados. Sei que o tema pode a priori parecer ser provocativo, mas o objetivo não é provocação, mas sim, análise e muito mais que isso, uma entrega sincera ao estudo deste importante assunto e permitir que o Espírito Santo nos guie através das sagradas Escrituras ao exame de como temos entendido, refletido e operado como estrutura cristã.

Concordo com o R. N Champlim, Ph. D no seu comentário que os evangelhos sinópticos, a pregação do reino é o tema central. Não podemos duvidar que João Batista, seus seguidores, Jesus e os seus discípulos pensassem que o reino de Deus haveria de ser estabelecido na terra. O reino de Deus foi uma oferta genuína feita a Israel, mas a oferta foi rejeitada. Isto posto, a vontade divina apresentou aos gentios o esplendor da Igreja e da nossa era da graça.

Em sentido bem amplo, poderíamos definir esse reino como composto por aqueles que reconhecem, adoram, amam e obedecem a Deus, como único Deus vivo e verdadeiro. Portanto, esse reino pode ser concebido como existente no céu, ou então no coração dos homens regenerados. Os remidos, pois, comporiam o reino de Deus. A igreja seria a coletividade formada por esses remidos, nos céus e na terra. Sem importar qual forma assuma, esse reino incorpora a luz do mundo, sendo a vida e o sal da terra. Jesus nasceu para ser Rei em nossos tempos, deve-se destacar o ÚNICO REI, e de muitas maneiras onde Ele consegue impor-se como tal, aí está o reino de Deus. Por esta razão, o reino de Deus é chamado de “reino de Cristo, o FILHO”, por causa de sua administração. Mas é chamado reino de Deus, porque Deus é a autoridade fina por trás deste reino. No evangelho de Mateus é chamado “reino dos céus” porque o céu é a habitação de Deus. Finalmente, a autoridade real de Jesus Cristo será exercida em todos os lugares ( Ef. 1. 10 isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos), quando então haverá unidade de todas coisas em torno da pessoa de Cristo.

Tomei como base para a meditação deste estudo o primeiro livro dos Reis, do capítulo 11 ao 14, onde encontramos o Deus de Israel estruturando o reinado desta nação com o propósito de fazer conhecido aos homens sua forma de governo.

Uma leitura detalhada nos revela que logo no início os reis de Israel não compreenderam para o que foram constituídos, nem mesmo o grande rei Salomão pode responder aos anseios de Deus. Ele como sucessor do grande Rei Davi, ficou muito aquém do que deveria e sua sucessão ainda muito mais longe e desvirtuada. Para iniciarmos este estudo, devemos entender o que Deus pretendia para a nação eleita.

Este povo foi separado das demais nações através do chamado dado a Abraão em Genesis capítulo 12, Abraão seria pai de uma grande nação e bendita seria sua descendência entre todas as nações. Da sua descendência viria o Messias, O Ungido do Senhor para estabelecer o reino inabalável e eterno de Deus. Este reino sobre o ideal de Deus nunca deveria ser nacionalista, fechado e estático, ele deveria ser universal, aberto, um movimento de expansão e inclusão trazendo tribos, povos e nações ao governo soberano de Deus. Este reino não poderia ser igual ao de nações vizinhas como Israel sempre desejou, mas sim, um modelo único, sem precedentes, um reino teocrático onde Deus levantaria seus representantes para cumprir seus desígnios na terra.

Daí compreender a natureza deste reino seria o melhor que reis levantados por Deus deveriam fazer. Mas o que logo se viu, foi o que constatou Lord Acton "O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente, de modo que os grandes homens são quase sempre homens maus.". Ser representante de Deus pode negrejar, turvar, envaidecer, ensoberbecer até mesmo os escolhidos. A vaidade destrói grandes investimentos de Deus. Estes homens não procuraram entender os desígnios de Deus, e logo buscaram andar segundo o curso de seus corações, atendendo seus interesses acima dos interesses de Deus. Não observaram a palavra de Deus e nem consultaram seus profetas, andaram vaidosamente pelos seus caminhos, optaram por satisfazer seus apetites, suas loucuras, seus desejos a exemplo de Salomão I Rs 11. 1-12 e seus descentes.

Estes homens optaram por seguir igualmente suas nações vizinhas e fracassaram, por não levar em conta a vontade de Deus. Eles buscaram fama, riqueza, poder, domínio, prazer, alianças mundanas, e o que conseguiram foi ruína e desgraça, porque ninguém é bem sucedido quando escolhido por Deus se furtando da vontade de Deus.

Oro e desejo que nesta oportunidade o Espírito Santo nos dê clareza, compreensão e comprometimento com sua proposta e agenda. Somos representantes do Reino, como Apóstolo Paulo escreve em Colossenses 1. 13, 25 3 28 e também o Apóstolo Pedro I Pe. 2. 9, nossa missão é servir como ministros de Deus, embaixadores de Cristo ( 2. Co. 5.20) sendo fiel ao Grande Rei, abstendo nosso trabalho de interesses humanos e fugindo de usurpar prestígio que não cabe ao servo.

Com um olhar no texto de I Rs. 11 ao 14 quero colocar um paralelo para nossa meditação.

No império o Rei explora; I Rs. 7.1-8 Salomão levou treze anos para terminar a construção do seu palácio. Ele construiu o Palácio da Floresta do Líbano com quarenta e cinco metros de comprimento, vinte e dois metros e meio de largura e treze metros e meio de altura, sustentado por quatro fileiras de colunas de cedro sobre as quais se apoiavam vigas de cedro aparelhadas. O forro, de cedro, ficava sobre as quarenta e cinco vigas, quinze por fileira, que se apoiavam nas colunas. Havia janelas dispostas de três em três, uma em frente da outra. Todas as portas tinham estrutura retangular; ficavam na parte da frente, dispostas de três em três, uma em frente da outra. Fez um pórtico de colunas de vinte e dois metros e meio de comprimento e treze metros e meio de largura. Em frente havia outro pórtico com colunas e uma cobertura que se estendia além das colunas. Construiu a Sala do Trono, isto é, a Sala da Justiça, onde iria julgar, e revestiu-a de cedro desde o chão até o teto. E o palácio para sua moradia, no outro pátio, tinha um formato semelhante. Salomão fez também um palácio como esse para a filha do faraó, com quem tinha se casado.

No Reino, o Rei serve; Jesus os chamou e disse: “Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” Marcos 10:42-45.

No império há hereditariedade; Salomão tentou matar Jeroboão, mas ele fugiu para o Egito, para o rei Sisaque, e lá permaneceu até a morte de Salomão. Então descansou com os seus antepassados e foi sepultado na Cidade de Davi, seu pai. E o seu filho Roboão foi o seu sucessor. 1 Reis 11:40, 43 NVI

No Reino há sucessão profética; Então os que estavam reunidos lhe perguntaram: “Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino a Israel?” Ele lhes respondeu: “Não compete a vocês saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade. Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da Terra”. Atos 1:6-8 NVI

No império o julgo é pesado; “Teu pai colocou sobre nós um jugo pesado, mas agora diminui o trabalho árduo e este jugo pesado, e nós te serviremos. Pois bem, meu pai lhes impôs um jugo pesado; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes pontiagudos”. 1 Reis 12:4, 11 NVI

No Reino, o julgo é suave; “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Mateus 11:28-30 NVI

Note que qualquer rei que for recrutar súditos jamais incluirá súditos com estas características, este reino não é humano, sua força está no Rei que conduz.

No império há obediência cega; O rei Roboão enviou Adonirão, chefe do trabalho forçado, mas todo o Israel o apedrejou até a morte. O rei, contudo, conseguiu subir em sua carruagem e fugir para Jerusalém. Dessa forma Israel se rebelou contra a dinastia de Davi, e assim permanece até hoje. 1 Reis 12:18-19 e 24. NVI

No Reino há obediência racional; Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. João 15:10 NVI

No império há guerra; Quando Roboão, filho de Salomão, chegou a Jerusalém, convocou cento e oitenta mil homens de combate, das tribos de Judá e de Benjamim, para guerrearem contra Israel e recuperarem o reino.1 Reis 12:21 NVI

No Reino, reina a paz; Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo; Romanos 14:17 NVI – Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus. Mateus 5:9 NVI

No império tem trono, No reino tem altar; Jo. 4.20 – 24. “Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar”. Jesus declarou: “Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. João 4:20-24 NVI

No império tem seguidores; Se este povo subir a Jerusalém para oferecer sacrifícios no templo do Senhor, novamente dedicarão sua lealdade ao senhor deles, Roboão, rei de Judá. “Eles vão me matar e vão voltar para o rei Roboão”. Depois de aconselhar-se, o rei fez dois bezerros de ouro e disse ao povo: “Vocês já subiram muito a Jerusalém. Aqui estão os seus deuses, ó Israel, que tiraram vocês do Egito”. 1 Reis 12:27-28 NVI

No Reino tem adoradores; No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. João 4:23-24 NVI

No império tem templo sagrado; Depois de aconselhar-se, o rei fez dois bezerros de ouro e disse ao povo: “Vocês já subiram muito a Jerusalém. Aqui estão os seus deuses, ó Israel, que tiraram vocês do Egito”. 1 Reis 12:28 NVI

“No Reino, caminho de santidade; Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. João 4:23-24 NVI

No império tem guerreiros, no Reino, valentes; Guerreiros lutam por ordem, valentes por princípios, guerreiros estão dispostos a matarem, valentes estão dispostos a morrerem. I Rs. 13.8

No império o homem governa; Tirei o reino da família de Davi e o dei a você, mas você não tem sido como o meu servo Davi, que obedecia aos meus mandamentos e me seguia de todo o coração, fazendo apenas o que eu aprovo. Você tem feito mais mal do que todos os que viveram antes de você, pois fez para você outros deuses, ídolos de metal; você provocou a minha ira e voltou as costas para mim. “ ‘Por isso, trarei desgraça à família de Jeroboão. Matarei de Jeroboão até o último indivíduo do sexo masculino em Israel, seja escravo seja livre. Queimarei a família de Jeroboão até o fim como quem queima esterco. 1 Reis 14:8-10 NVI

No reino, Deus dirige; Ele clamou contra o altar, segundo a ordem do Senhor: “Ó altar, ó altar! Assim diz o Senhor: ‘Um filho nascerá na família de Davi e se chamará Josias. Sobre você ele sacrificará os sacerdotes dos altares idólatras que agora queimam incenso aqui, e ossos humanos serão queimados sobre você’ ”. 1 Reis 13:2 NVI

Neste paralelo é possível constatar a tragédia anunciada quando um homem usurpa suas atribuições, exclui a vontade do Senhor, prioriza o humano e carnal. Que Deus nos ajude a pensar o nosso chamado, que o Espírito Santo perscrute nossos corações e nos leve ao caminho reto. Santos obreiros do Senhor, temos recebido de Deus a benção do santo ministério, honremos tão somente Aquele que nos alistou, procuremos com zelo e obediência servir com fidelidade e humildade, com renúncia e amor Àquele que nos constituiu príncipes do seu reinado!

Encerro minha pequena contribuição relembrando os conselhos do Apóstolo Paulo a Timóteo, II Tm. 3 Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também. São esses os que se introduzem pelas casas e conquistam mulheres instáveis sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, mas jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade. Como Janes e Jambres se opuseram a Moisés, esses também resistem à verdade. A mente deles é depravada; são reprovados na fé. Não irão longe, porém; como no caso daqueles, a sua insensatez se tornará evidente a todos. 2 Timóteo 3:1-9 NVI





https://www.youtube.com/watch?v=V5L7JW0Yo9Y&t=69s

Pastor Ivan Souza

Assembléia de Deus - Setor 2 Belem.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Os Frutos do Espirito Santo

 

 

                    2021 TEMPO DE MANIFESTAR  O FRUTO DO ESPÍRITO 

 

AMOR - GOZO - PAZ - LONGANIMIDADE - BENIGNIDADE BONDADE - FÉ - MANSIDÃO - TEMPERANÇA

GÁLATAS 5:22

 

A VITÓRIA É NOSSA PELO  SANGUE  DE JESUS


 

Palavra

PASTORAL

O FRUTO DO ESPÍRITO

O fruto do Espírito é a expressão da natureza e caráter de Cristo através do crente. É a  reprodução da vida de Cristo na vida do cristão.

O Espírito Santo deseja mudar o nosso caráter, através da conversão a Cristo.

A Palavra de Deus na Epístola do apóstolo Paulo aos Gálatas 5.19 a 21 assegura que as obras  da carne são conhecidas as quais são: Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias,  inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices,  glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro como já,  outrora, vos preveni que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.

Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a  Bíblia chama de “O Fruto do Espírito”, em Gálatas 5.22. 

Mas o fruto do Espírito é: Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, caridade,  bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os  que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se  vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.

O apóstolo Paulo põe o paradoxo das possibilidades de vida em duas expressões: o cristão  não deve produzir as obras da carne, mas, antes, o fruto do Espírito Santo.

Nota-se que as obras da carne estão no plural, enquanto que o fruto do Espírito está no  singular. O escritor dessa carta quis deixar claro que elas são múltiplas e que o crente não  se deixa escravizar por todas elas de uma só vez. Paulo termina a frase, acrescentando  um “e coisas semelhantes a estas”, deixando claro que a lista das possibilidades em  permanecer no erro não se limita somente nos citados no versículo 19.

Ao se referir ao fruto, o autor da epístola recomenda como deve ser o “modus vivendi”,  usando a expressão “fruto do Espírito” no singular.

Considerando que cada árvore só dá um tipo de fruto, segundo a sua espécie, constata-se  que o fruto do Espírito é indivisível. É plano de Deus repartir os dons do Espírito,  “distribuindo-os como lhe apraz, a cada um individualmente” (1 Co 12.11). Entretanto o  Senhor não reparte o fruto, pois o fruto do Espírito não pode ser vivido e repartido entre  os membros da igreja, dando-se a um o amor e a outro longanimidade.

As virtudes do fruto do Espírito não são para ser escolhidas, mas devem compor, na sua  totalidade, a bagagem de todo cristão, haja vista ser um só fruto.

Não existe hierarquia na relação entre as virtudes do fruto do Espírito, ou seja, o amor não  é mais importante porque na relação dessas virtudes vem em primeiro lugar. O domínio  próprio por sua vez, não é menos importante porque vem por último na lista. Ambos,  como as demais virtudes, são aspectos do mesmo fruto.

 

 

OS ASPECTOS  DO FRUTO SÃO:

O fruto do Espírito apresenta-se através  de nove aspectos ou virtudes. Todos os  seus aspectos são partes integrantes de  um único desenvolvimento espiritual  implantado pelo Espírito Santo.

A vida espiritual, na plenitude de seu  desenvolvimento, não consiste em  resoluções morais e esforços humanos,  mas na proporção que o crente permite  que o Espírito Santo dirija e influencie sua  vida (Rm 8.5-14; 2 Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl  3.12-15; 2 Pe 1.4-9; Ef 3.19). Assim sendo, o  resultado será o crescimento e maturidade  espiritual.

Esses aspectos ou virtudes do fruto do  Espírito, podem ser classificados da  seguinte forma: a) Hábitos mentais; b)  Qualidades sociais; c) Princípios gerais de  conduta.

 

I – HÁBITOS MENTAIS

 

1) AMOR (gr. ágape) ou CARIDADE.

Diz respeito ao amor que Deus derramou  em nosso coração, pelo Espírito Santo que  nos foi dado, resultando no amor a Deus e  ao próximo. Trata-se de um amor altruísta,  não egoísta, nem egocêntrico, que ama  até os inimigos. Visa principalmente o  interesse e a busca do bem maior de outra  pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5;  1 Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).

 

2) GOZO (gr. Chara) ALEGRIA ou  REGOZIJO.

Profundo regozijo do coração. O  verdadeiro gosto de viver a alegria no  Senhor, independente das circunstâncias.  A sensação de alegria baseada no amor,  na graça, nas bênçãos, nas promessas e  na presença de Deus, são bênçãos que  pertencem aqueles que creem em Cristo  (Sl 119.16; 2 Co 6.10; 12.9; Sl 30.5; Rm 12.12; Fp  4.4; 1 Pe 1.8; Fp 1.14).

 

 

 

 

3) PAZ (gr. eirene).

Quietude de coração e mente, baseada  na convicção de que tudo vai bem entre  o crente e seu Pai celestial. Atitude de  serenidade, calma e força, tranquilidade  e quietude de espírito, produzida pelo  Espírito Santo, mesmo na adversidade e  nas tribulações. Essa paz deriva de nossa  perfeita confiança em Deus, guardando  os nossos corações da ansiedade (Sl 34.14;  119.165; Jo 14.27; Rm 15.33; Fp 4.6,7; 1 Ts 5.23;  Hb 13.20).

 

II – QUALIDADES SOCIAIS

 

4) LONGANIMIDADE (gr. Makrothumia)  ou PACIÊNCIA.

Paciência passiva debaixo das injúrias ou  danos sofridos. Diz respeito à perseverança,  ser tardio para irar-se ou para o desespero.  Paciência para com as pessoas, suas  fraquezas, falhas, ignorâncias, demoras. É  o oposto da irritação, da ira, da vingança  (Pv 16.32; Ef 4.2; Cl 3.12; 2 Tm 3.10; Hb 12.1).

 

5) BENIGNIDADE (gr. chrestotes).

Amabilidade, brandura, compaixão e  misericórdia. A bondosa disposição para  com o próximo. Não querer magoar  ninguém, nem lhe provocar dor (Sl 103.17;  Lc 6.35; Ef 4.32; Cl 3.12; 1 Pe 2.3).

6) BONDADE (gr. Anathosune) ou  RETIDÃO.

Beneficência ativa. Zelo pela verdade  e pela retidão, e repulsa ao mal. Pode  ser expressa em atos de bondade ou na  repreensão e na correção do mal. É a  generosidade em ação para com outras  pessoas. É um passo além da benignidade  (Sl 23.6; Pv 21.21; 11.17; Mt 21.12,13; Lc 7.37-50;  At 11.24).

 

III – PRINCÍPIOS GERAIS DE CONDUTA

 

7) FIDELIDADE (gr. Pistis) ou FÉ.

Lealdade constante e inabalável a  alguém com quem estamos unidos por  promessa, compromisso, fidedignidade e  honestidade. Confiabilidade total, lealdade.

 

 

OS ASPECTOS  DO FRUTO SÃO:

Qualidades que torna uma pessoa  digna de confiança. O crente deve usar de  fidelidade para com Deus e a sua Palavra,  bem como para com o próximo (Mt 23.23;  25.23; Lc 16.10; Rm 3.3; 1 Co 4.2; 1 Tm 6.12;  4.7; Tt 2.10; Ap 2.10).

8) MANSIDÃO (gr. Prautes).

O temperamento especialmente cristão  de não defender de unhas e dentes os  próprios direitos. Moderação associada  à força e à coragem. Descreve alguém  que pode irar-se com equidade quando  for necessário e também, humildemente  submeter-se quando for necessário.  Significa que brandura, humildade,  suavidade e gentileza estão presentes (Sl  37.11; Mt 5.5; Ef 4.1,2; Cl 3.12; 2 Tm 2.25; 1 Pe  3,15). Exemplos: Jesus (confira Mt 11.29 com  23; Mc 3.5); Paulo (confira 2 Co 10.1 com  10.4-6; Gl 1.9); Moisés (confira Nm 12.3 com  Êx 32.19,20).

 

9) TEMPERANÇA (gr. egkrateia) ou  DOMÍNIO PRÓPRIO.

Força interior pela qual o crente se controla. 

Autocontrole, autodisciplina, temperança  e moderação. Controle ou domínio sobre  nossos próprios desejos e paixões, inclusive  a fidelidade aos votos conjugais. Pureza (At  24.35; 1 Co 7.9; Fp 4.5; Tt 1.18; 2.5,6; 2 Pe 1.6).

 

DISTINÇÃO ENTRE OS DONS ESPITUAIS  E O FRUTO DO ESPÍRITO 

 

1. Os dons são dados - O fruto é gerado.

 

2. Os dons vêm após o batismo no Espírito  Santo - O fruto é na conversão. 

 

3. Os dons são de fora para dentro - O fruto  vem do interior.

 

4. Os dons já vêm completos - O fruto  requer tempo para crescer.

 

5. Os dons são dotação de poder para o  crente - O fruto expressa o seu caráter.  

 

6. Os dons vêm pelo Espírito - O fruto vem  por Jesus. 

 

7. Os dons são distintos - O fruto é indivisível.

 

8. Os dons conferem poder - O fruto  confere autoridade.

 

9. Os dons comunicam espiritualidade - O  fruto irrepreensão. 

 

10. Os dons identificam o que fazemos - O  fruto mostra o que somos. 

 

11. O mais interessante é que os dons  podem ser imitados - Porém o fruto nunca  o será. 

 

 

O ensino final de Paulo sobre o Fruto do  Espírito é que não há qualquer restrição  quanto ao modo de viver aqui indicado.

O crente pode, e realmente deve praticar  essas virtudes continuamente, nunca  haverá uma lei que lhes impeça de viver  segundo os princípios aqui descritos.

 

O fruto do Espírito é uma obra espontânea  do Espírito Santo dentro de nós. O Espírito  produz certos traços de caráter que são encontrados na natureza de Cristo. 

 

Se quisermos que o fruto do Espírito cresça  em nós, devemos unir nossa vida à dele  (Jo 15.4,5). Devemos conhecê-lo, amá-lo,  lembrá-lo e imitá-lo.

Que o Senhor nosso Deus nos desperte  e nos ajude a melhorar a qualidade de  vida espiritual neste novo ano que se  inicia, através da manifestação do fruto  do Espírito, a fim de que glorifiquemos  o Seu santo nome, cumprindo com a  nossa sublime missão de sal da terra e  luz do mundo, lembrando que o sal diz  respeito ao nosso caráter cristão e a luz  está relacionada com o nosso testemunho  cristão.

 

“Soli Deo Gloria”!

 

        Pastor Samuel Mendes de Sales

Diretor do Instituto Teológico “Ap Terezinho Martins da Rocha”


Créditos ao Pr Wagner Gaby

 

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Formatura da Teologia - Instituto teológico "Ap Terezinho Martins da Rocha"

 No dia 22 de Maio de 2021 tivemos a solenidade de colação de grau dos novos formandos do curso Básico de teologia:

1. Ana Paula Lírio do Vale Veloso (sede)

2. Alan de Araújo Dias (sede)

3. Alex Sandro Oliveira de Sousa (sede)

4. Carlos Henrique Morgantini (sede)

5.Evair Tiago Santana (sede)

6.Felipe do Vale Veloso (sede)

7.Felipe Sofilo de Oliveira ( Carrãozinho)

8.Karla Guedes de Oliveira ( Carrãozinho)

9.Leomar Cordeiro Coelho (sede)

10.Leonardo José da Silva ( Carrãozinho)

11.Luciano costa Sousa ( Carrãozinho)

12.Marilene de Lima Pinto (sede)

13.Rosélia Costa Sousa ( Carrãozinho)

14.Rosilene Mateus da Silva ( Carrãozinho)

15.Wandilson Ferreira Soares (sede)
























DIP - Dia da Igreja Perseguida - Fotos e Videos
















 

Dia da Igreja Perseguida - DIP

 Em 30 de Maio de 2021 a Igreja Sede Assembléia de Deus Missão Profética realizou um culto em homenagem a Igreja Perseguida em todo mundo.

Entenda: 

Na educação antiga, as inquietações morais levaram para o desenvolvimento do uso da razão pelo filósofos gregos, era uma educação escassa, restrita a elite que buscava tutores para formar a personalidade seus pupilos através do ensinos das virtudes e da busca pela verdade.

A partir da revelação a Abraão a noção de transcendência se integra ao conhecimento coletivo dos povos; a devoção a Deus tornou-se fator preponderante na dedicação a vida intelectual; aos poucos formaram as universidades onde os alunos buscavam mestres da Europa para aprender sobre filosofia, teologia, direito e medicina;  é formada a comunidade internacional de acadêmicos.

Nesta época ocorre a união entre a filosofia grega e a tradição religiosa, resultando das concepções das artes liberais; o ensino técnico ficava a cargo das Guildas, onde ensinava os trabalhadores a exercer a sua profissão ; esse ensino que chegou ao Brasil no século 16.

Logo depois do descobrimento fundaram o pátio do colégio a primeira escola do Brasil.

Só após a reforma protestante o sistema de ensino se fortaleceu, foi rompendo com a transmissão de ideias da igreja católica e também começou a ser usado pelos estados como meio de propagação de ideias.

É nesse período que surge a educação compulsória,  onde leis obrigavam crianças a frequentar  instituições de ensino criados pelo governo, com penas de aprisionamentos caso fossem descumpridas, a revolução cientifica transforma o significado das palavras, educação e conhecimento.

A descoberta de padrões matemáticos e de métodos científicos entusiasma muitos pensadores a desenvolver uma nova concepção de direitos humanos; o iluminismo francês acaba por proibir escolas religiosas, a tradição passa a ser condenada como uma coisa ruim, vista como inimiga da vontade popular e do bem comum.

No Brasil o iluminismo teve sua expressão através do ditador português Marques do Pombal que expulsou os Jesuítas fechando as escolas e mosteiros espalhados pelo Brasil no fim do século 18; orientado por José  Bonifácio Leopoldina Raps Burgo, sob os perigos do iluminismo francês. Dom Pedro declara a independência do Brasil.

1839 a revolução industrial chama os trabalhadores para as fabricas modernas, fazendo surgir duas novas grandes demandas; a mão-de-obra qualificada e um lugar para deixar as crianças durante o trabalho; a educação obrigatória torna-se massificada para atender um numero cada vez maior de pessoas e transforma-las em trabalhadores; em 1854 a educação tranforma-se em ensino; a busca pela verdade sai de cena e dava espaço para beneficiar a produção econômica ; observando essas mudanças educadores desenvolvem a pedagogia nova pautada pela filosofia pragmática que defendia não ser capaz de conhecer a verdade e portanto devia adequar as verdades aos seus objetivos.

O professor passou a ser visto como um incentivador responsável por aplicar métodos para desenvolver um cidadão apto para a vivência democrática e para o trabalho assalariado,

O pragmatismo foi importado para o Brasil por Anisio Teixeira e os adeptos da  escola nova que disputavam com as correntes católicas e comunistas o controle da educação Brasileira.

A partir dos conceitos propagados pela filosofia de Ton Regan cada vez mais surgem mais teorias sobre o papel do estado e das relações sociais .

No século 20 essas ideologias revolucionárias iram disputar o mapa do planeta Terra enxergando o sistema educacional (surge a pedagogia critica comunista), como mais uma ferramenta de combate politico. Na revolução cultural chinesa a escola ganhou protagonismo no combate ideológico; a pedagogia critica visava formar os alunos como agentes transformadores da sociedade, o professor seria o libertador e removeria o hospedeiro burguês das crianças.

Essa visão se amplificou para o mundo através dos protestos na França iniciados nos eventos de maio de 1968; Paulo freire é o grande nome a disseminar o vinculo da revolução cultural com a pedagogia no Brasil, estabelecendo esses fundamentos na sua maior obra a Pedagogia do Oprimido,

O que vemos hoje no Brasil é a fusão da revolução critica revolucionária e o ensino pragmático para o trabalho; a primeira educa o homem como agente transformador da sociedade; ou seja, a primeira preocupação é acabar com instituição chamada família, porque a família é o projeto de Deus, essa filosofia ideológica luta contra tudo que se chama Deus, e que foi criado por Deus; disseminam a ideologia de gêneros, a liberação das drogas, abortos, bigamia, entre outras aberrações.

Os docentes só almejam por uma consciência revolucionária e os alunos só querem usar drogas, ganhar dinheiro sem trabalhar ou sem produzir coisa alguma, e no final ostentam um diploma que não serve pra nada.

A educação brasileira foi condenada aos últimos lugares do mundo.

Não é novidade para ninguém que o QI médio da população brasileira vem caindo com velocidade alarmante. Nem que os nossos estudantes tiram sistematicamente os últimos lugares nos testes internacionais. Nem que entre os alunos diplomados que as universidades despejam anualmente no mercado 50 por cento são analfabetos funcionais.

a inteligência humana tem a peculiaridade de que, ao contrário do dinheiro e da saúde, quanto mais a gente a perde menos dá pela falta dela. Daí que a inépcia endêmica cresça pari passu com a incapacidade de percebê-la em tempo de corrigi-la. Se as classes dirigentes e opinantes conservassem um pouquinho da perspicácia que tinham em outras épocas, a crise da inteligência nacional, tal como observada sobretudo entre os estudantes, seria objeto de preocupação extrema e debates acalorados no Parlamento, na mídia e nas universidades. Se nesses meios reina, ao contrário, o silêncio da indiferença, é precisamente porque a imbecilização crescente não afeta somente as novas gerações ou as classes populares, mas já subiu aos altos escalões e domina soberanamente os destinos da nação, cada vez mais desarmada ante um panorama mundial superior à sua compreensão.

Sergio Lessa Disse: Nós, comunistas, somos de fato a favor de uma sociedade sem classes, sem Estado, sem propriedade privada. Uma sociedade na qual a abundância torne desnecessárias as religiões, – esse consolo ideológico que transforma a miséria terrena em paraíso espiritual. E, o que agora nos interessa, somos também contra a família monogâmica. Casamento é quase sinônimo de conflitos, dores, sofrimentos dos mais variados tipos. Frustrações, tristeza e melancolia são elementos que estão presentes em todas as famílias, em algum grau e em alguma medida – por vezes de modo muito forte

https://direito.mppr.mp.br/arquivos/File/LESSASergio.pdf

A biografia de Marx é repleta de apologias a extermínios em massa de "raças inferiores" e a ditaduras  se surpreende com sua notável franqueza em relação aos objetivos do comunismo. Karl Marx afirmava que a família é uma instituição espinhosa e que precisa ser abolida.

Apesar de no Brasil de hoje não encontrarmos mais perseguições, é possível percebermos de forma nítida, por parte da imprensa e dos formadores de opinião, um claro preconceito contra aqueles que se dizem seguidores de Cristo.

A Constituição de 1988 nos garante liberdade de fé e religião. O artigo 5º da Carta Magna diz que “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. Todavia, apesar de no Brasil de hoje não encontrarmos mais perseguições como outrora, é possível percebermos de forma nítida, por parte da imprensa e dos formadores de opinião, um claro preconceito contra aqueles que se dizem seguidores de Cristo.

Nessa perspectiva, tornou-se comum encontrarmos na TV, rádio e cinema, acintes e deboches dos mais variados possíveis, cujo objetivo final é a desmoralização de todos aqueles que professam sua fé em Jesus. Senão bastasse isso, cresce a olhos vistos aqueles que, em nome do estado laico, querem restringir a ação dos evangélicos às suas reuniões e templos, impedindo-os assim, de divergirem dos conceitos e valores de uma geração secularista, absorta em pecado e absolutamente antagônica àquilo que a Bíblia prega e e defende.

Que o Senhor tenha misericórdia de sua Igreja e nos guarde do mal. 

Que o Senhor, nosso Deus, Em nome de Jesus, teu Filho, nos ajude a enfrentar este mundo cheio de sofrimento e injustiças. Aumenta a nossa fé e nos dê forças para que com a tua graça possamos lutar e orar por um país e um mundo melhor.

Bispo Samuel Mendes.

 


sábado, 23 de novembro de 2019

Conselhos para Pregadores e pregadoras


Conselhos para Pregadores e pregadoras
Bispo samuel Mendes de Sales

Querido, me peguei lendo um artigo de 2015 publicado pelo Pastor Ciro Sanches Zibordi da Assembléia de Deus do Belém; o mesmo escreve, de modo geral, sobre o ministério e também em seu livro “Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar (CPAD, 2007)”.

Neste texto, quero trazer a baila muitos ensinamentos do Pastor Zibordi, tendo em vista o crescimento do número de pregadores e pregadoras, nos últimos anos (e com ele o surgimento de alguns perceptíveis desvios da sã doutrina), apresento-lhes, sem nenhuma presunção, alguns conselhos. A rigor, são os mesmos que sempre tenho falado em minhas oportunidades nas reuniões de obreiros, sobre o comportamento dos obreiros e erros que estes devem Evitar, primeiro de uma série para pregadores, mas com alguns destaques específicos alusivos ao que tenho presenciado em ministrações femininas, in loco, e também assistindo a vídeos na Internet. Vamos aos conselhos.

Para as Mulheres:
1. Sejam femininas, e não imitadoras de homens. Gosto de ouvir pregadoras. Mas é desagradável ver mulheres abrindo mão de sua feminilidade para imitar os pregadores performáticos. Pense na situação inversa: um homem imitando uma mulher. Isto não causa estranheza? Há alguns anos, temos conhecido uma pregadora atualmente ex-ex-lésbica (isto mesmo: ex-ex-lésbica) fazia sucesso na Assembleia de Deus, tive a oportunidade de ver uma de suas mensagens em VHS. Que decepção! Postura masculinizada, voz de machão, trejeitos e bordões de animadores de auditório etc. As mulheres deveriam falar como mulheres, pois têm um modo especial de comunicar as verdades de Deus. Por isso, no âmbito familiar, Deus deseja que pai e mãe participem da educação dos filhos: “Filho meu, ouve a instrução de teu pai e não deixes a doutrina da tua mãe” (Pv 1.8). Ou seja, a sã doutrina é a mesma, porém a maneira de comunicá-la, por parte de homem e mulher, é diferente.

Para Homens e Mulheres:
2. Preguem a Palavra de Deus. Repito: os conselhos que eu tenho dado aos pregadores são extensivos às pregadoras. Se Paulo disse a Timóteo: “Prega a palavra” (2 Tm 4.2, ARA), isso vale para todas e todos que desejam pregar o Evangelho. O apóstolo não disse: “Anime auditório”, “Pregue o feminismo” ou “machismo”,  “Desafie seus desafetos em público”. Mas, na atualidade, para tristeza do Espírito Santo, muitos pregadores e pregadoras embarcaram na canoa furada da pregação performática, ofensiva e desafiadora. Berram ao microfone. Ofendem seus pares, ainda que de modo indireto. Valem-se de bordões. Movimentam-se, coreograficamente, como se estivessem liberando algum tipo de raio destruidor etc.

Parem com isso, por favor! Honrem a chamada que receberam do Senhor. Muitos dizem que cada um tem o seu estilo. Quer saber qual é o estilo de pregação que agrada a Deus? Leia 1 Coríntios 2.1-5, em oração. O que vemos quando olhamos para o pregador Apóstolo Paulo, um imitador de Cristo? Um showman? Um pregador malabarista? Um coreógrado de púlpito? Não! Aprendemos com ele que não é preciso animar auditório nem chamar todos os holofotes para si. Preguemos, pois, a Palavra de Deus! Com graça e ousadia, como fez Estêvão diante daqueles que o acusavam. Ele foi apedrejado, é verdade; taparam os ouvidos, também é verdade. No entanto, quando Estêvão, cheio do Espírito, olhou para o céu, viu Jesus em pé, em sinal de aprovação, à direita de Deus (At 7).

Para Homens e Mulheres:
3. Sejam um exemplo em tudo. Como arautos de Cristo, não pregamos apenas com o microfone à mão, pois devemos pregar o que vivemos e viver o que pregamos. Algumas irmãs e irmãos, infelizmente, parecem ter a “unção do microfone”, já que fora do púlpito têm uma conduta completamente diferente da que ostentam nas igrejas. Não existem supercrentes, mas, com exceção de alguns recursos de oratória que usamos durante a pregação, nossa vida nos bastidores não deve ser muito diferente da que ostentamos no púlpito. Observe o que o apóstolo Paulo disse aos presbíteros de Éfeso: “Vós bem sabeis, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, como em todo esse tempo me portei no meio de vós” (At 20.18).

Cuidado com o porte, amado(a) irmão(ã)! Este abarca conduta e postura, o que você de fato é e o que aparenta ser. Se você aparenta ser santo(a) no púlpito, por que não ser santo(a) nas redes sociais e no trato com as pessoas? Lembre-se de que a pregação neotestamentária não consiste apenas em palavras. Ela abarca três termos gregos que aparecem em 1 Tessalonicenses 1.5, uma das passagens que definem a pregação, no Novo Testamento: logos, pathos e ethos. Em outras palavras, abrange a pregação propriamente dita (logos), a forma como a mensagem é apresentada, com unção do Espírito Santo e uso de recursos homiléticos (pathos) e porte: conduta e postura éticas (ethos). Daí vemos a necessidade de se preparar, fazer esboço, para então pregar a palavra.

4. Não busquem títulos e posições. Pregadora é pregadora. Pregador é pregador. Não precisam de um título pomposo para pregar o Evangelho, a menos que queiram prevalecer pelo “braço de carne”, e não pelo Espírito Santo (cf. 2 Cr 32.8; Zc 4.6). Filipe era pregador do Evangelho, apesar de ter sido escolhido para cuidar do trabalho material da igreja em Jerusalém (At 6.1-5; cap. 8). Só no fim da terceira viagem missionária de Paulo, em Cesaréia, Filipe foi chamado de evangelista (21.8). Mas, antes de receber esse título, ele já pregava, pois não é o título que faz a pessoa; é a pessoa quem faz o título.

Sinceramente, fico preocupado quando vejo pregadores e pregadoras procurando ostentar títulos para terem maior credibilidade. Ao que me parece, essas pessoas  não acreditam que Deus está com elas, caso não tenham um título pomposo. Precisam ostentar o título de “Apostolo, bispo ou bispa, evangelista, Pastor, etc”. Não nos esqueçamos de que Paulo, constituído por Deus pregador, apóstolo e doutor dos gentios (1 Tm 2.7), fazia questão de se apresentar, prioritariamente, como “servo de Jesus Cristo” (Rm 1.1), a quem servia em seu espírito (v. 9), deixe que os outros te tratem com honra e na faça questão dessa honra, pois a melhor honra é ser reconhecido como servo do Deus altíssimo.

5. Sejam humildes. Paulo honrou várias mulheres, mencionando-as em Romanos 16 como Priscila, citada primeiro que seu próprio marido (v. 3), porque elas certamente eram humildes. Priscila, inclusive, foi quem contribuiu para o aprendizado de Apolo, um homem que já era “poderoso nas Escrituras” (At 18.24-28). Ainda que o Senhor é excelso, atenta para quem é humilde (Sl 138.6; 1 Pe 5.5,6), mas é triste ver pregadoras agindo com soberba no púlpito e dizendo frases impróprias, como: “Se eu, sem ter uma gravata, faço o que faço, imagine o que eu faria se tivesse uma”; “Mesmo com os homens atrapalhando, eu continuo vencendo” ou “Como os homens são frouxos, Deus tem levantado as mulheres, que são corajosas”. Lembremo-nos, sempre, de que a “soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” (Pv 16.18).
Mulheres honrem os homens que tem autoridade sobre vocês, eclesiasticamente e vossos esposos.
6. Respeitem os pastores. Há uma tendência, pelo que tenho notado, de as pregadoras famosas serem tentadas a verberar contra os pastores, sugerindo que eles as invejam, se opõem ao seu ministério e são machistas etc. Essa rebeldia, que tem levado muitas irmãs a promover a inglória guerra de gêneros, a nada leva. Já pensou o que aconteceria, se os pastores resolvessem responder a cada provocação feminista? Onde isso vai parar? Homens e mulheres devem ser submissos a Deus e ao ministério estabelecido pelo Senhor (1 Co 12.28; Ef 4.11). Qualquer crente deve obedecer ao claríssimo mandamento de Hebreus 13.17: “Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas”.

7. Mulheres, Sejam femininas, e não feministas. Muitas pregadoras não abrem mão da feminilidade (o que é bom, como já vimos), mas têm um outro defeito: adotam um discurso bastante hostil em relação aos homens. Apesar de elas estarem pregando em grandes congressos e sendo tratadas com todo o respeito, inclusive pelos homens, elas agem como se estivessem sendo oprimidas pelo patriarcado! Sempre quando têm oportunidade, numa oportunidade ou mesmo durante suas prédicas, dizem que nas igrejas ainda prevalece o machismo. Alegam que isso é herança do judaísmo, da conduta machista de Paulo etc. E verberam contra os homens, pregando o questionável igualitarismo feminista, que, embora esteja na moda, não se coaduna com o ensinamento neotestamentário.

Em relação ao Antigo Testamento, quem deu a lei a Moisés? O próprio Deus! Não há que se falar de patriarcado opressor. Isso é linguagem de movimentos feministas de esquerda, e não de servas do Senhor que se prezam! Se defendermos que havia machismo na lei dada a Moisés, chegaremos à conclusão de que o próprio Deus era machista! Quanto a Paulo, nenhum machista mandaria os homens amar a sua própria mulher (Ef 5.25) nem faria questão de mencionar nominalmente as mulheres que o ajudaram (Rm 16 etc.). Em relação a Jesus — já que para as “feministas cristãs”, Ele não valorizou mais as mulheres por causa da prevalência do machismo na sociedade patriarcal —, sabemos que o Mestre veio para quebrar paradigmas. E, se quisesse, teria escolhido seis casais, e não doze homens, visto que “chamou para si os que ele quis” (Mc 3.13).

Infelizmente, algumas pregadoras já foram cooptadas pelo pernicioso movimento feminista, que, em geral, é abortista, se opõe à cosmovisão judaico-cristã e às Escrituras, além de demonizar o homem (SCRUTON, 2014; ZIBORDI, 2016). Sei que há vários tipos de feminismo, alguns mais extremistas e outros mais moderados. Reconheço os direitos femininos pelos quais homens e mulheres cristãos devem lutar. Mas o discurso belicoso, oriundo do feminismo anticristão, que produz frases como “Mexeu com uma, mexeu com todas”; “Machistas não passarão” etc., não deve ser adotado pelas pregadoras que se prezam. Machismo e feminismo devem ser rechaçados por todos os cristãos, indistintamente, pois são filosofias contrárias à Palavra de Deus. Preguemos, pois, o Evangelho, e não ideologias polarizantes (Rm 1.1,16; 1 Co 9.16).
Queridos pregadores da palavra de Deus cuide de ti mesmo e da doutrina.
Deus vos conceda graça.
Bispo Samuel Mendes de Sales

Cuidando da formação do crentes


Cuidando da formação do crentes
2 Tm 4:1-4 “Conjuro-te diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
Por que vira tempo  em que não sofrearão a a doutrina; mas tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fabulas.
Esta geração esta sedenta por coisas espetaculares.
Desejos de ver o extraordinário.
Busca por milagres.
Curiosamente as três gerações que mais assistiram milagres foi:
Geração de Moises
Geração de Elias
Geração dos Apóstolos
Também foram as três gerações mais incrédulas da Historia da Humanidade
É bom afirmarmos que:
Nós cremos em milagres
Nós oramos por milagres
Nós pregamos sobre milagres
Porém:
Os milagres não são o evangelho e nem o substituto dele.
Veja a ilustração Bíblica:
Mateus 17:2-3 E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
No monte da transfiguração Jesus foi transfigurado e Moisés e Elias apareceram em Glória conversando com Jesus sobre a sua partida para Jerusalém.
La estavam Pedro, Tiago e João
Eles viram quatro milagres:
Jesus glorificado
Moises e Elias conversando com Ele
Uma nuvem luminosa e de dentro da nuvem uma voz divina: Mateus 17:5 E, estando ele ainda a falar eis que uma nuvem luminosa os cobriu.
E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.
Não obstante verem milagres eles não tinham discernimento quando Pedro disse:
Mt 17:4 E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; façamos aqui três tendas, uma parta ti, uma Moises e uma para Elias.
Lucas 9:33: “...não sabendo o que dizia”.
Diz a bíblia que ele não sabia o que estava falando, por que colocou Jesus no mesmo patamar do representante da Lei e dos Profetas.
Vendo milagres mais não discernindo a centralidade da pessoa de Jesus.
Esta é a geração que quer ver coisas sobrenaturais mas não discernem as verdades elementares e essenciais da Bíblia.
Eles não discerniram a centralidade da pessoa de Jesus.
Eles não discerniram a centralidade da missão deles mesmos.
Eles não discerniram a essência da própria adoração.
É muito importante conhecermos a verdade.
Jesus disse: Mc 12:24 E Jesus, respondendo, disse-lhes: por ventura, não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?
Aqueles que não conhecem a verdade, não estudam a palavra de Deus; os que não são alimentados com as verdades que emanam das escrituras, vão ser massa de manobra nas mãos dos espertalhões.
Mas se você for um crente que examina tudo que escuta a luz da bíblia, então você não vai substituir o evangelho por milagres.
Você vai ter discernimento espiritual e não será levado por barulhos e movimentos e doutrinas errôneas sem respaldo bíblico.