terça-feira, 12 de setembro de 2017

Levitas, Quem são?

1. Levitas, quem são?

 Muitas vezes os ministros de louvor e músicos evangélicos são chamados de “levitas”.

No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4.24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva todos os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef.5.18-20; Col. 3.16).

Então, de onde então vem o conceito de “levita”?

Tomamos por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, “levita” significa descendente de Levi, que era um dos 12 filhos de Jacó.

Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas.

Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx.32.26).Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares.
Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos.

Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo durante a viagem pelo deserto (Núm. capítulos.3, 4, 8, 18).

Naquele tempo, os levitas não eram responsáveis pela música no tabernáculo. Afinal, não havia uma parte musical no culto estabelecido pela lei de Moisés, embora as orações e sacrifícios incluíssem o sentido de louvor, adoração e ações de graças.

Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (I Sm.16.23), então, atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical.

Em I Crônicas (9.14-33; 23.1-32; 25.1-7), vemos diversas atribuições dos levitas:

“Havia entre eles porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas” (II Crônicas 5.13; 34.12).

Considerando o paralelo existente entre Israel e a igreja de Jesus Cristo, podemos utilizar o nome “levita”, embora não sejamos descendentes de Levi.   Mas, se queremos assim considerar, então todos os que servem em qualquer ministério podem ser chamados “levitas”. O levita é aquele que executa qualquer serviço ligado ao culto. O levita é simplesmente um servo.

Aqueles levitas, designados por Davi para o louvor, eram liderados por Asafe, Hemã e Jedutum, e tinham a tarefa de profetizar com harpas, alaúdes e saltérios (I Crônicas 25.1).

Nessa época, surgiu a maior parte dos salmos de Israel. Hoje, podemos testificar que aqueles levitas eram mesmo profetas. Através deles o Espírito Santo falava ao povo. Além disso, eram mestres no que realizavam (I Crônicas25.7). Se queremos usar o nome de “levitas” precisamos nos dispor para o serviço e para caminhar em direção a um nível de qualidade excelente no ministério.

Como um todo, os Levitas se tornaram responsáveis em “fazer o trabalho na tenda da congregação”, o Tabernáculo (Números 4:3).

A palavra Hebraica para serviço também significa luta, portanto, o serviço deles no Tabernáculo era uma figura da luta espiritual.

Levi teve três filhos: Gérson, Coate e Merari. O trabalho dos Levitas foi distribuído de acordo com suas famílias:

A família de Gerson era responsável por carregar e montar as cortinas do Pátio Externo do Tabernáculo, as coberturas do Tabernáculo, a cortina da Porta do Santuário, a cortina da Porta do Pátio Externo, juntamente com todas as cordas e fixadores que seguravam estas cortinas (Números 3:25-26)

A família de Merari era responsável por carregar e montar as Tábuas, as Travessas, as Colunas e Bases do Pátio Externo (Números 3:36-37)

A família de Coate era responsável pelo transporte da Arca da Aliança, o Véu, o Altar de Incenso, o Castiçal, a Mesa dos Pães, a Pia e o Altar de Holocausto juntamente com todos os utensílios do Santuário (Números 3:31).

Os filhos de Israel sabiam quando era a hora de sair para sua jornada através do deserto, pois havia uma coluna de nuvem durante o dia e uma coluna de fogo de noite para os guiar. Os Levitas desmontavam e transportavam o Tabernáculo, montando-o novamente no lugar indicado pela nuvem. Quando o Tabernáculo era edificado no novo local, Deus indicava o lugar que cada tribo deveria ocupar ao seu redor (Números 2:1-34).

Os Levitas deveriam armar as suas tendas ao redor do Tabernáculo (Números 1:53).

Podemos usar o termo Levita para quem não é da tribo de Levi?

Quando dizemos hoje que somos levitas alguém pode perguntar como podemos nos denominar Levitas se não somos da Tribo de Levi. Por isso gostaria de alongar este comentário sobre os levitas a fim de que ninguém se perturbe com estas questões.

Juízes 17:7
“Havia um moço de Belém de Judá, da tribo de Judá, que era levita e se demorava ali.”   
O levita de Mica veio de Belém e era da família de Judá. Como poderia ser ele levita sendo de Judá e não da tribo de Leví? O levita, neste texto é um exemplo da possibilidade de que indivíduos de outras tribos podiam, durante algum período, unir-se a tribo sacerdotal. Há ainda evidencias de que o termo levita fosse um título funcional com o sentido de voto, além de servir como designação de uma tribo. Tipologicamente o Levita do Velho testamento nada mais é do que a figura do servo do novo testamento, que se consagra e assume a posição de levita para trabalhar e conduzir o tabernáculo do senhor.

2. A divisão entre os Levitas.
O que será isso? Por que existe divisão entre os levitas num âmbito geral do corpo de Cristo?

Vamos voltar para o inicio de tudo… e em questão de Levitas, tudo começa com Levi.
Levi foi o terceiro filho de Jacó. E quando Jacó percebeu que iria morrer, chamou seus filhos e os abençoou, mas para Levi e Simeão (que eram irmãos e filhos da mesma mãe), Jacó disse:

Gênesis 49: 5-7
5: Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência.

6: No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua teima arrebataram bois.

7: Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel.”

O versículo 5 diz que Levi usava instrumentos de violência.

Muitas vezes os Levitas são rebeldes e até violentos com suas atitudes para com os seus Lideres e Igreja, mas, pelo contrário, os nossos instrumentos devem ser a paz e o amor para com a Igreja, e honrar os nossos Lideres.

Somos rudes e prepotentes… os “donos da verdade”… Não aceitamos a repreensão… Falamos uma coisa e vivemos outra. Deus olha para os instrumentos musicais e vê violência neles, Deus não aceita isso, por isso Jacó diz: ”No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte”

Deus fala para estes levitas que, sua glória estará com eles… farão muitas coisas, mas não chegam a lugar nenhum sem a unção.

“…eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel.”

Este versículo mostra a razão pelo qual os Levitas são divididos…

É isso mesmo! Esta divisão entre os Levitas foi uma maldição lançada por Jacó aos próprios Levitas, mas, até quando…?

3. Levitas: A reconciliação com Deus e o Chamado.

Vamos agora adiantar um pouco na Bíblia e achegar ao monte Sinai onde Moisés recebeu os mandamentos do Senhor.

O contexto desta história fala que o povo achou que Moisés não iria voltar mais, então, resolveram fazer um bezerro de ouro e adorá-lo como o seu “deus”; mas o que acontece é que Moisés não morreu, e Deus manda Moisés descer do monte, pois o povo havia se corrompido.

Chegando lá Moisés quebra as tábuas do testemunho e destrói os bezerro de ouro.Moisés chega ao povo e faz uma pergunta decisiva: Êxodo 32:26 em diante:

“Pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do Senhor, venha a mim.Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.”

Isso foi decisivo na vida dos Levitas.  Eles se achegaram ao Senhor, nos próximos versículos Deus os usa para fazer justiça no meio do povo de Deus… Eles foram zelosos.E veja o que Deus fala para os Levitas por terem se achegado ao Senhor e por terem sido Zelosos na casa de Deus.
29 – “Hoje fostes separados para o Senhor, pois cada um foi contra o seu filho, e contra o seu irmão, e hoje Ele vos abençoou”

Desde aquele momento, Deus separou os Levitas para oficiarem no templo e ensinar as leis em todo Israel. Realmente eles foram divididos em Israel, segundo o que Jacó falou.

Foram divididos porem agora para louvar a Deus no Templo e saírem por Israel a ensinar a Lei do Senhor. Todos com um só pensamento, uma só fé, unidos no Senhor… Deus converteu a maldição em benção… O mal em bem, para o louvor da sua glória.


4. Levitas são Profetas.

1Cônicas 25:1
“E Davi, juntamente com os capitães do exército, separou para o ministério os filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, com címbalos, e com saltérios; e este foi o número dos homens aptos para a obra do seu ministério…”

Aonde quer que você esteja você precisa ser um ministro do Senhor, um profeta do Senhor, levando a palavra d’Ele. Isso será possível querido (a), quando nos dispormos e nos colocarmos no altar do Senhor.

Preste atenção no que vou dizer: Você é profeta, e todo profeta vê e  ouve o que acontece no reino espiritual, e passa a mensagem quando recebe uma ordem. No seu caso você usa o seu instrumento, o seu corpo, a sua voz para profetizar o que vêm do Senhor, para trazer libertação, cura, quebrantamento etc. Você é luz porque permanece em Jesus Cristo! E luz não combina com trevas! Por muito anos satanás roubou ritmos, danças e outras artes para desviar o homem do propósito de Deus.

A música ou dança, tem um papel fundamental no reino espiritual. Você já percebeu que as pessoas que ouvem músicas que falam de adultério, promiscuidade, sexualidade, fornicação acabam recebendo e concebendo no seu próprio corpo o que as letras as asseguram?! Isso tem tudo seu início no Reino Espiritual –

Tg. 3:15 – “Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. “

O profeta é um homem separado, santo! E você precisa ser santo, precisa ver e ouvir coisas santas, para profetizar! Você precisa ter os olhos e ouvidos abertos para ver e ouvir o que vêm do Trono do Senhor.

Tg. 1:17
“Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.”

“Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;”

Santifique seus ouvidos, sua boca, seu olhos e procure profetizar o que vêm do Senhor. Dançar o que está sendo dançado no céu, cantar o que está sendo cantado no céu, tocar o que está sendo tocado no céu! Haverá momentos em que a adoração na terra se juntará com adoração no céu!

Há referências ao trabalho levítico também nos capítulos 9, 15, 23 de I Crônicas e em II Crônicas 5-8, 17, 24, 29 e 35.  Encontramos relação entre o oficio levítico e o ofício profético.  Jaaziel, um levita dos filhos de Asafe, profetizou a vitória de Josafá (2 Cr 20:14).  Jedutum, o levita, é chamado de profeta do rei (2 Cr 35:15).

 Os profetas maiores fazem algumas referências ao papel dos levitas.  O profeta Isaías falou acerca de Deus reunir os israelitas dispersos (ou talvez gentios convertidos) para servi-lo na qualidade de sacerdotes e levitas: “vem o dia em que ajuntarei todas as nações e línguas; e elas virão, e verão a minha glória. (…) E também deles tomarei alguns para sacerdotes e para levitas, diz o Senhor.” (Is 66:18 e 21).

O profeta Ezequiel descreve uma aguda separação entre os sacerdotes levíticos, a quem denomina filhos de Zadoque, e os levitas infiéis (Ez 40:46; 43:19).  Os filhos de Zadoque são os sacerdotes levitas que permaneceram fiéis a Deus (Ez 44:15 e 48:11).  Os levitas infiéis são denunciados como idólatras e, face sua infidelidade, não poderiam mais se aproximar do altar, nem manusear as coisas sagradas (Ez 44:10-14).

No livro de Esdras encontramos diversas referências aos levitas.  Eles desempenharam uma parte proeminente no lançamento dos alicerces do novo templo (Ed 3:8ss) e quando da dedicação do mesmo (Ed 6:16ss).

Em Neemias encontramos os levitas envolvidos na reconstrução dos muros em Jerusalém (Ne 3:17) e, após seu término, na instrução da Lei ao povo (Ne 8:7-9), tendo uma participação preponderante na vida da nação (Ne 11:3ss, 12:27 ss).

No Novo Testamento, Barnabé é mencionado como um levita (At 4:36).

5. O louvor na história.

O louvor a Deus está mencionado na bíblia desde os tempos mais remotos da humanidade, o primeiro ministro mencionado na bíblia foi Jubal, da descendência de Caim, pai de todos que tocam arpa e órgão (Gn4:21) , e em toda bíblia podemos ver a importância do louvor.

Sl 103:2
Todo o ser louve ao Deus Eterno, e que eu não me esqueça de nenhuma das suas bênçãos!

A Bíblia deixou bem claro do poder que um louvor sincero pode ter em nossa vida, um dos maiores exemplos disso foi da vitória de Josafá sobre os filhos de Amom e de Moabe nas montanhas de Seir; quando  ele pediu para que os cantores fossem louvando diante do exército e, quando chagaram diante os seus inimigos viram o poder de Deus através do louvor.

2Cr 20:21 e 22
“Depois de consultar o povo, Josafá ordenou que alguns cantores vestissem roupas sagradas e marchassem à frente do exército, louvando a Deus e cantando assim: “Louvem ao Deus Eterno porque o seu amor dura para sempre.”  Logo que começaram a cantar, o Deus Eterno causou confusão entre os moabitas, os amonitas e os edomitas, e eles foram derrotados.”

Muitos foram os ministros que se destacaram na história pela sua dedicação e submissão a Cristo, um exemplo foi Davi, além de ser um exemplo de consagração, ele foi um grande músico, cantor e inclusive inventou vários instrumentos musicais

A música nasceu no reino dos céus, o homem recebeu a música como uma dádiva de Deus, uma vez que somente os anjos podiam tocar louvores à Deus (claramente no livro de Ezequiel) mas o homem, pra não perder o “costume”, desobedeceu à Deus e começou a usar a música de maneira errada, começou a exaltar a mulher que amava, começou a exaltar a carne e hoje podemos ver como está a situação da música.

Deus criou tudo, inclusive a música em todos seus ritmos e estilos.

6. O poder do louvor.

- Texto introdutório: Atos 16. 25-26

- Diferenciar – louvor, adoração e música.

Existe poder no louvor?

- O poder do louvor se relaciona a vários elementos: seu veículo, seu conteúdo, sua origem, seu propósito e seu agente.

Seu veículo: A música

O poder natural da música – uma linguagem universal.

Sua influência psicológica com efeitos físicos – seu uso geral (no dia-a-dia, nos comerciais, nos eventos, nas religiões, na política, na didática, nas forças armadas, nas terapias, etc.) (com motivo ou sem motivo, com objetivo ou por simples prazer).

- Estímulo à memória na fixação de ensinamentos.

- Ativação da memória na recuperação de lembranças.

- Estímulo às emoções (exemplos: agitação, calma, romantismo e patriotismo).

A melodia como poderoso veículo da ideologia. O que a música está trazendo?

Influência na alteração do comportamento (exemplos: músicas “pró-rebeldia”, “pró-suicídio”, ou “pró-sexo”). Nossa música deve ser da melhor qualidade e executada com a melhor técnica.

Seu conteúdo: a palavra

- Nossas palavras, nossa mensagem.

- O poder está condicionado na essência das palavras usadas. É verdade o que cantamos? A verdade tem poder.

- Nossa música deve conter a palavra de Deus como essência indispensável. A palavra de Deus é viva e eficaz (Hb.4.12). Ela faz o nosso louvor vivo e eficaz.

Sua origem: fonte de inspiração

- O poder está condicionado à fonte da inspiração. Cuidado!

- Fontes de inspiração: humana, demoníaca ou divina.

- A Origem do nosso louvor deve ser o céu (onde a música e o louvor foram criados): Inspiração divina, poder de Deus.

- Além do poder natural da música, está em questão o poder espiritual.

Seu destino e propósito

- Intenção, objetivo

O destino do nosso louvor deve ser o céu: devemos louvar com o propósito de agradar a Deus e promover o seu reino. Existem riscos de desvio para: agradar ao homem, conseguir glória humana, conseguir dinheiro. O dinheiro é importante e necessário, mas não podemos fazer dele o alvo ou condição para o nosso louvor.

Seu agente: aquele que louva

- “Aos retos fica bem o louvor” (Salmo 33.1)

- O ministro de louvor precisa estar purificado para que o Espírito Santo atue através dele.

“… a purificação dos levitas para que possam trazer ofertas agradáveis ao Senhor.”

- Duas formas de purificação apresentadas no texto: água ou fogo.

A palavra de Deus é água (João 15.3, Ef.5.26), portanto, conserte-se antes que venha o fogo.

O fogo pode representar uma palavra dura (Jr.23.29) ou as tribulações (I Pd.1.6-7), ou a ira do Senhor (Jr.4.4).

Conclusão: Os efeitos do louvor

- Nosso louvor fixará a Palavra de Deus na memória das pessoas.

- Nosso louvor ativará a memória das pessoas para que lembrem seus pecados e os confessem.

- Nosso louvor influenciará o comportamento das pessoas para a glória de Deus.

Efeitos  do louvor inspirado pelo Espírito Santo: sensibilidade humana à ação de Deus; preparação de um ambiente propício à atuação do Espírito Santo (II Reis 3.15-16; Ef.5.18-19) e desfavorável à atuação demoníaca (I Sm.16.23 – Davi e Saul). Os inimigos são desbaratados e a vitória se realiza (II Cron.20.22).Onde o louvor  acontece, Deus habita e o Diabo não permanece.

7. Amadurecendo como Levitas.

Como vai sua vida de comunhão com Deus?

Como vai sua vida de oração?

Como vai sua vida de adoração no secreto do seu quarto?  Porque se você não fluir em adoração no seu quarto… como quer que flua na Igreja?

Quanto tempo tem ficado na presença de Deus?


Hoje se fala muito de levitas, infelizmente há muitos que não sabem o que é ser um levita, porém mesmo assim se autodenominam como tal. Para entendermos melhor a pessoa do levita vamos estudar sobre a origem deste nome. Levi do Hebraico Lêwi ligado a raiz Iâwê significa juntar , ou ainda Hillawe que significa


UNIR.  O nome Hilalawe (LEVÍ) é da mesma família onomatopaica da palavra haleluia.

Vamos estudar um pouco mais sobre Levi e entenderemos o porquê deste nome.

Gênesis 2:3  “Outra vez concebeu Lia, e deu à luz um filho, e disse: Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido, porque lhe dei à luz três filhos; por isso, lhe chamou Levi.”

Veja o que lemos: O nome daquele de onde se originou a tribo dos levitas significa unir, vemos agora que essa união referida pelo texto acima se trata da união do esposo com a esposa. Tipologicamente falando podemos concluir que os levitas têm a responsabilidade de unir a Esposa (Igreja) ao esposo (Deus).

A pergunta que surge neste momento a todos os Levitas é:

“Eu estou usando o dom de Deus para unir o que? “

Um equivoco é imaginar que o simples fato de cantar bem, com qualidade e até conseguir emocionar pessoas é o bastante ou que esta seja a missão do levita, porém as responsabilidades do Levita são muito grandes e extremamente sérias.

OSÉIAS 6: 1,2 e 3

“Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e el descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.”

A Palavra do Senhor é sempre muito clara. Ele, em todo o tempo nos orienta a buscá-lo mais, conhecê-lo mais, e crescermos espiritualmente. O apóstolo Paulo nos fala de deixarmos de ser meninos, e crescermos em maturidade.

1 Coríntios 13:11

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.”

Na igreja podemos ver que o tempo vai passando, e muitos não vão amadurecendo. Continuam com as coisas de menino, continuam com valores, desejos, pensamentos infantis quanto às questões espirituais.

Se vamos crescendo, abandonando as coisas de “menino”, vamos nos aprofundando no relacionamento com o Pai.

1. O que é ser levita? Levita é o servo. Levita e todo aquele que dispõe os talentos que Deus concedeu, para o trabalho do Reino. A “criança” se preocupa apenas em tocar, em cantar, sobretudo nos “grandes cultos“. Se vamos amadurecendo,  vamos entendendo a seriedade de estarmos no altar para cultuarmos ao Senhor.

2. Como atua o levita na igreja? Ele foi dado por Deus como substituto dos primogênitos. De uma forma bem clara, quando nos colocamos diante da Igreja para servir com nossos dons, quando nos empreendemos na realização do culto ao Senhor, como levitas estamos substituindo uma família.

Alguém que está no templo, mas que não está adorando ao Senhor, alguém muito necessitado, alguém oprimido ou bloqueado pelo inimigo.

Enquanto servimos ao Senhor cantando ou tocando, estamos elevando a Ele um culto, e Ele recebe por nós e por mais alguém. Isto é maravilhoso, mas é responsabilidade também. É preciso estar com a vida diante do Senhor de forma limpa, transparente. Não posso ser “menino”, tenho que buscar seriamente, crescer com o Senhor, crescer na Palavra.

Leia Números 3:12 a 45 – 8: 16, 17, 18.

3. O que é o louvor na igreja?

O louvor ao Senhor é uma grande batalha.

Guerreamos contra nossa carne, para elevarmos a Ele um louvor em espírito.

Guerreamos contra nossa alma, para não buscarmos apenas o que nos agrada, nos emociona, ou nos interessa. Precisamos buscar o que o Espírito Santo deseja que ofertemos ao Senhor. · Guerreamos contra satanás e seus demônios, que não querem que adoremos ao Senhor. Eles trabalham intensamente para que as vidas não sejam tocadas pela unção do Espírito Santo.

Não estamos em uma apresentação, um show. Não estamos realizando um hobby, estamos em guerra espiritual que se vence com a vida, dia a dia no altar do Senhor.Busque a Deus dia após dia. Leia mais a Palavra, ore mais, jejue. Tenha seu tempo particular de louvor e adoração ao Senhor todo dia.

1 Co 14.20

” Irmãos, não sejais meninos no entendimento; na malícia contudo, sede criancinhas ”

É tempo de deixarmos de ser apenas músicos e cantores, e darmos alimento mais sólido aos que estão famintos.É hora de deixar nascer dentro de nós verdadeiros adoradores, com sinceras intenções de alimentar-se em Deus, e ser fontes de bênçãos à Igreja de Cristo.

Deus anseia por nosso crescer. Nosso Deus é um Deus de processos.Por exemplo: a gravidez de Maria durou nove meses. Você acha que Deus não poderia ter enviado Jesus pronto do céu? Sim, mas ele respeitou todo o processo humano. Outro exemplo foi a inundação da Terra na história da arca de Noé.

Você acha que Deus não poderia ter enchido a Terra em apenas alguns segundos? Sim, mas Ele permitiu que á água caísse do céu durante semanas! O nosso Deus é um Deus que respeita o processo humano. Da mesma forma, tenho convicção de que Deus também respeita o nosso processo de crescimento espiritual. Ele tem paciência quando erramos e sabe que precisamos de tempo para aprender.

Com relação a isto, o problema maior é quando não nos dispomos a aprender e continuamos no mesmo patamar espiritual durante muito tempo. Ficamos a vida inteira dependentes do pastor, dos líderes, dos presbíteros, dos pais, sendo tratados como crianças espirituais, como veremos posteriormente.

Como sabemos, o ser humano passa por várias fases em uma vida normal: o nascimento, a infância, a adolescência, a juventude, a fase adulta, e a fase idosa. Em cada fase nossos comportamentos se modificam. Quanto mais novos, tendemos ser mais irracionais e ingênuos. Se você disser a uma criança de 4 anos que o super-homem não existe, talvez ela ache graça de você.

Isto ocorre porque cada fase de nossa vida nos trás uma visão diferente das coisas, um linguajar diferente, sentimentos diferentes, etc. Mas o que eu quero dizer com isto tudo? Bem, a nossa vida espiritual se assemelha ao processo que vimos anteriormente. As fases vão desde o nascimento (entrega a Cristo) até a fase idosa (maturidade espiritual). Claro que este último ponto não tem fim. Quanto mais buscamos a Deus, mais crescemos espiritualmente! Isto deveria ser o principal item de nossas vidas.

Levita, se você quer começar a amadurecer espiritualmente, você terá que estudar! “Corra atrás” de seminários, congressos, escolas de louvor, livros, etc.

Devemos estar dispostos a crescer, crescer, crescer, …

Está na hora de resgatarmos a nossa identidade! Levita, está na hora de você começar a ganhar almas para Cristo! Está na hora de adorar em espírito e em verdade, de levar o evangelho ao perdido, … de crescer espiritualmente!

Muitas e muitas pessoas sobem no palco para ministrar tendo ainda visão de criança espiritual, comportamento de criança espiritual, etc.

Muitas e muitas pessoas sobem para ministrar como uma fonte seca, sem nada para falar ou , quando falam, acabam se frustrando e frustrando a igreja.

Quantas vezes somos convocados por Deus para ser adoradores, enquanto estamos sendo apenas músicos e cantores esquecendo do verdadeiro propósito do nosso chamado.

O louvor é um arma que está em nossas mãos, e armas não podem ficar nas mãos de crianças!

É tempo de despertar, de crescer, … e nos tornar servos confiáveis nas mãos do nosso Deus.


8. A importância da técnica para o Levita.

Salmos 33:3

“Cantai-lhe um cântico novo, tocai bem e com júbilo”.
A Unção realmente é necessária para que o Espírito Santo se manifeste em nós através do Louvor e Adoração a Deus. Mas, será que a nossa dedicação ao Ministério também não conta!? Será que o nosso esforço de melhorar cada vez mais através do estudo da Palavra, ao que conta no crescimento espiritual, como também o estudo técnico para um melhor conhecimento e domínio daquilo que temos em nossas mãos não conta para darmos o melhor de nós a Deus!?

Qualidade técnica do louvor é importante:

Todos nós que somos chamados pelo Senhor a algum Ministério, devemos ter em mente 3 coisas importantes:

1. Deus nos chamou e devemos dedicar tempo ao Ministério a que fomos chamados: nesse tempo, além de orarmos para pedirmos que Deus nos dirija através do Espírito Santo, devemos também dedicar tempo para o estudo. Nesse período devemos ter acima de tudo disciplina que é a essência do aprendizado para depois termos Decisão naquilo que faremos durante o Louvor.

2. Devemos nos dedicar cada vez mais através de treinamento para podermos levar ao Senhor o melhor. Os ensaios também são muito importante: devemos ensaiar exaustivamente até termos a música exatamente como ela é…

3. Deus exige que tenhamos habilidade, ou seja, toquemos bem o instrumento: em Sm 16.17-18 vimos que o Rei Saul pede que tragam diante dele um “homem que toque bem” para afastar um espírito maligno que o possuía. Esse “homem” era Davi. Deus só se agrada daqueles que aprimoram suas habilidades.

Os talentos são dados por Deus quando nascemos, não para que o enterremos, mas para que o façamos crescer em nós para depois dá-los ao Senhor com juros. E o Senhor se agradará de nós..

O primor da técnica:

Vemos no livro de Crônicas que os levitas representavam os músicos (ICr 15.22; 16.4-5 e que eram escolhidos por Deus pela sua habilidade (ICr 15.16-19) e consagrados, isto é, viviam exclusivamente para levar o povo de Deus em adoração.

Todo este comprometimento com a obra nos leva a sermos mestres, ou seja, tudo aquilo que aprendemos devemos passar aos futuros Ministros. Por fim, levantamos discípulos para que a obra do Senhor não pare na Igreja devido à nossa falta de conhecimento ou por sermos relapsos com o Ministério.

O Senhor mesmo disse “levantai discípulos”, mas para isso devemos ter total consagração ao Ministério e ao Senhor. Lembre-se: quando levantamos discípulos traremos unção dobrada à Igreja.

“E era o número deles, juntamente com seus irmãos instruídos no canto ao SENHOR, todos eles mestres, duzentos e oitenta e oito.”

Deus usará você com aquilo que você tem. Se você não procurar aumentar o que você tem, de nada adiantará. Você será substituído por outro que esteja melhor preparado. Mas, o Senhor é fiel àquele que se dedica à sua obra.
“Louvai ao Senhor ao som da trombeta, com o sautério e a harpa. Louvai ao Senhor com o adufe e a flauta, com instrumentos de cordas, com címbalos sonoros e vibrantes. Todo ser que respira, louve ao Senhor.”

Sl 150.3-6
Mas, o que é técnica, para que serve, em que ela pode contribuir para a nossa vida?

1. O que é prática?

Segundo o dicionário técnica é o lado material de uma arte ou ciência.

É a prática, norma, é a especialização. Em suma, técnica é o estudo de determinada matéria.

Um exemplo prático no Louvor são os músicos: eles estudam seus instrumentos em um determinado período para poder exercer suas funções dentro do Ministério de Música.

Quanto mais conhecimento tiverem, melhor será o nível do Grupo de Louvor.


2. Para que serve?

Ela serve para aprimorarmos os conhecimentos de determinado assunto. É através dela que desenvolvemos a prática.


3. COMO TER ACESSO?

Através de escolas especializadas. Em qualquer área que você queira atuar, terá uma pessoa ou um grupo especializado para poder ensiná-lo.

Esses mestres também já passaram por isso e continuam sempre se aprimorando para poder dar o melhor nas suas profissões, sejam elas dentro ou fora do Ministério.

4. EM QUE ELA CONTRIBUI NA NOSSA VIDA?

Todo trabalho de ensino exige da pessoa dedicação. Essa dedicação só é exercida através da disciplina. A disciplina é acima de tudo o respeito que nós temos pelos nossos mestres.

A disciplina gera na pessoa humildade e também submissão que é importante para podermos crescer dentro de qualquer área.

Para o cristão e acima de tudo o Levita, a submissão e a humildade em reconhecermos a liderança do Ministério, dos Pastores na Igreja faz com que o Espírito Santo possa atuar de forma mais intensa através dos seus membros dando-lhes profecias, curas, libertação e muito mais.

A unção do Espírito pode aparecer mais claramente dentro da Igreja.

Lembremos que vários profetas no Antigo Testamento também obtiveram êxito no seu Ministério através de uma preparação específica, ou seja, trabalharam para que Deus pudesse usá-los para fazer seus grandes feitos entre o seu povo.

9. Levita: Conhecendo o inimigo.

Estamos em luta permanente contra o nosso inimigo comum – Satanás e suas hostes.  Qualquer exército em guerra tem a necessidade de conhecer seu inimigo!  É preciso saber como o inimigo atua, quais suas armas, suas estratégias, etc.  Observe as palavras de Jesus em Lucas 14:31 e 32 “Ou qual é o rei que, indo entrar em guerra contra outro rei, não se senta primeiro a consultar se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? No caso contrário, enquanto o outro ainda está longe, manda embaixadores, e pede condições de paz.”.

1. Existência, personalidade e natureza de Satanás

A existência de Satanás é ensinada em sete dos livros do Antigo Testamento: Gênesis, I  Crônicas 21:1, Jó 1 e 2, Salmo 109:6, Isaías 14, Ezequiel 28 e Zacarias 3:1 e 2.  Os demônios são mencionados no Antigo Testamento nos seguintes textos: Deuteronômio 32:17, II Crônicas 11:15 e Salmo 106:37.

A existência de Satanás e de seus demônios é ensinada por todos os escritores do Novo Testamento, inclusive nos ensinos do próprio Senhor Jesus.  Das 29 passagens referentes ao Inimigo nos Evangelhos, 25 citações são de Jesus.

a) Acerca da personalidade e natureza de Satanás:

Ele tem todos os requisitos que caracterizam uma personalidade: capacidade de falar (Mateus 4:1-12), vontade (Isaías 14:12), astúcia (II Coríntios 11:3), um ser moralmente responsável (Mateus 25:41).

Quanto à sua natureza, trata-se de um ser criado (Ezequiel 28:15), um ser espiritual (Efésios 6:11 e 12), pertenceu à ordem dos querubins (Ezequiel 28:14).

b) Os nomes conferidos a Satanás na Bíblia:

O nome Satanás (adversário) é mencionado 52 vezes (Mt 4:10), Diabo (acusador, caluniador) é utilizado 35 vezes (At 13:10).  Eis os outros nomes: Maligno (Mt 13:19), Serpente (Ap 12:9), Dragão (Ap 12:7), Tentador (Mt 4:3), Belzebu (Mt 12:24), “o príncipe deste mundo” (Jo 12:31), “o deus deste século” (II Co 4:4) e “o príncipe das potestades do ar” (Ef 2:2).

c) A queda de Satanás e suas conseqüências:

Sua queda foi causada pelo orgulho e ambições ilícitas (I Timóteo 3:6 e Isaías 14:12-14) e fez com que ele se tornasse inimigo de Deus e adversário de Seu povo (Mateus 13:25 e 39 e I Pedro 5:8). Desde a queda e até agora é assassino (João 8:44, Hebreus 2:14), mentiroso (João 8:44, Gn 3:4 e 5) e rebelde (I João 3:8).

d) Em relação aos anjos caídos:

Ele exerce o governo (Apocalipse 12:7-9). Também exerce controle sobre o mundo (I João 5:19). Originalmente, o planeta foi criado por Deus e entregue ao controle do homem (Gênesis 1:27 a 30) porém, com a queda do homem, este governo foi passado ao Maligno (Lucas 4:6). Apocalipse 13:2 demonstra a influência que o Dragão exerce sobre o mundo.

e) Opõe-se à Obra do Senhor Jesus Cristo e de Sua Igreja:
Impedindo os incrédulos de compreender a Verdade (II Coríntios 4:4), implementando a falsa igreja e a pregação de um falso evangelho (II Coríntios 11:13-15) e patrocinando toda sorte de perseguição aos crentes (Apocalipse 2:10). Arrebata a Palavra semeada em muitos corações (Lucas 8:12) e coloca seus súditos no meio dos filhos de Deus como estratégia para prejudicar a Igreja (Mateus 13:25 e 38).

f) Quanto ao poder que o Diabo tem:

Seu poder não é negado na Bíblia (II Tessalonicenses 2:9). O diagnóstico de Pedro acerca do mal que atingiu Ananias e Safira bem demonstra este poder: “por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo…?” (Atos 5:3).  Ele e seus demônios têm poder para infligir doenças físicas e mentais nas pessoas (Lucas 13:11,  I Coríntios 5:5, Marcos 9:17, Marcos 5:3). Tem poder para matar pessoas! (Hebreus 2:14 e João 10:10).

g) Ainda em relação ao povo de Deus:

Acusa e calunia os servos do Senhor (Apocalipse 12:10).  Coloca dificuldades e obstáculos à Obra (I Tessalonicenses 2:18).  Tenta influenciar os servos de Deus para que não cumpram Seus propósitos (Mateus 16:21-23).  Arma astutas ciladas, arremete dardos inflamados… (Efésios 6:11 e 12). Tenta os filhos de Deus para a prática de atos imorais (I Coríntios 7:5). Usa alguns para se oporem ao progresso na fé cristã de novos irmãos (Atos 13:8-10).

2. A obra redentora de Cristo e a derrota de Satanás:

I. Cristo foi manifestado para destruir a obra de Satanás (I João 3:8).

II. Cristo nos transmitiu autoridade sobre todo espírito maligno (Lucas 10:17-18).

III. A morte e ressurreição de Jesus já condenaram o diabo (João 16:11).

IV. Através da cruz, o poder que Satanás tinha sobre a morte foi anulado (Hebreus 2:14 e 15).

V. A vitória dos salvos sobre Satanás é embasada no sangue do Cordeiro (Apocalipse 12:11).

VI. Através de Jesus Cristo, o crente tem poder para resistir a Satanás (Mateus 10:1 e Tiago 4:7).

VII. Satanás já está julgado (João 16:1).

3. Nossa atitude para com Satanás:

I. Um filho de Deus não deve ter medo do Diabo e dos demônios (II Timóteo 1:7);

II. É preciso confiar que o nosso Deus é por nós!  Ele prometeu estar conosco (Mateus 28:20) e se coloca como nosso intercessor (João 17:15);

III. Não esqueça de que Satanás é um ser limitado: não é todo poderoso, onisciente, nem onipresente.  Maior, infinitamente maior, é o nosso Senhor! (I João 4:4);

IV. Dependa de Deus em oração. Ore para que Deus o livre do Maligno (Mateus 6:13 e Efésios 6:18);

V. Seja sempre vigilante e sóbrio (I Pedro 5:8);

VI. Não fale do Diabo com desdém ou provocação (Judas 9);

VII. Confie que Deus é fiel em nos guardar do Maligno (II Tessalonicenses 3:3);

VIII. Revista-se de toda a armadura de Deus (Efésios 6:10-18);

IX. Acostume-se a usar da autoridade do nome de Jesus (Atos 3:16 e 16:18).

10. Postura de um Levita.

Um ministro não apenas canta ou toca, ele jejua, dá testemunho, dá uma palavra à igreja, prega e tem testemunho da vida cristã. Para você falar o que Jesus é, você precisa ser o que Jesus quer!

Tanto o Ministro e principalmente a equipe de louvor, devem manter a maior reverência possível, pois todos visitantes estão de olho em você! Todo e qualquer movimento que você fizer eles o verão!

Não se deve:

- Conversar ou combinar arranjos durante o culto;

- As mulheres não devem usar roupas muito curtas ou decotadas;

- Virar as costas para o a igreja;

- Deixar de usar Bíblia, o louvor não apenas toca ou canta, ele deve ser um exemplo, orando, lendo a bíblia e participando de todos os cultos!

- Nunca afinar instrumentos na hora do culto, pois além de ser uma falta de educação, isso irá quebrar a reverência do culto;

- Nada de chegar atrasado e muito menos sair da igreja depois de tocar;

- Se caso alguém errar nunca olhe para trás (talvez ninguém tenha notado!);

- Seja sempre discreto, se algo der errado acontecer, deixe parecer que está tudo sob controle; Não deixe de tocar por uma simples discussão, seja adulto, peça o perdão;

- Muitos ministros gostam de fazer “aquela pregação” entre uma música e outra, evite isso, pois pregação é papel do pastor!

- Não abandone seu posto na hora da pregação; muitos músicos acham que seu culto acabou na hora em que começou a pregação.

- Só desligue o seu instrumento na hora em que o culto for encerrado, pois alguém pode pedir uma música especial.

- Evite criar “certas manias” ao executar o instrumento, principalmente diante da igreja.

- Não discuta por coisas banais e nem alimente o ódio por um simples erro do companheiro.  (quem é que não erra?);

- Não chegue atrasado, não tem motivo que justifique seu atraso.

Um Levita não apenas canta ou toca, ele jejua, dá testemunho, dá uma palavra à igreja, prega e tem testemunho da vida cristã.

11. Cultive sempre o Perdão.

a) Devemos perdoar como Deus nos perdoou: Ef.4:32; Mt.18:21-35.

b) Não há limite de vezes para perdoar: Mt.18:22.

c) Devemos perdoar mesmo que a pessoa não peça perdão: Mt.5:23-24.

Consequências da falta de perdão

a) Se não perdoarmos, Deus não nos perdoará: Mt.6:14,15.

b) Quem não perdoa fica espiritualmente preso: Mt.5:25; Mt.18:34.

c) A falta de perdão dá vantagem ao diabo: II Co.2:10,11.

d) Não resolve a mágoa e ainda piora situação.

Liberando o perdão

a) O perdão não é um sentimento, é uma decisão e também uma atitude de fé.

b) O perdão deve ser continuamente renovado.

c) Precisamos ver nossos ofensores como vítimas: Lc.23:34; At.7:60.

d) Devemos nos tornar “mensageiros” do perdão: Mt.5:9.

Tratando com o passado

a) Deus apagou nosso passado – Rm.8:1; II Co.5:17.

b) Mas muitos pecados deixam conseqüências – II Sm.12:9-14.

c) Importância de ser “transparente” quanto ao que já ocorreu e não renovar a questão. (Pv.17:9)

Estudo retirado do Mônica Korber, Arquivo para Levitas e elaborado pelo ministro de música Emerson Gonçalves.

Deus os abençoe.

sábado, 9 de setembro de 2017

Analisando Provérbios 16.4






“O SENHOR fez todas as coisas para os seus próprios fins e até ao ímpio, para o dia do mal.” ARC
“O SENHOR fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade.” ARA
“O SENHOR fez tudo para certos fins, e o fim dos maus é a desgraça.” NTLH 

O primeiro passo para analisar este versículo é determinar a acepção da palavra “fim”. Não é “fim” de “término”, mas de “finalidade”. Então, vamos reescrever os textos:

“O SENHOR fez todas as coisas para as suas próprias finalidades e até ao ímpio, para o dia do mal.” ARC
“O SENHOR fez todas as coisas para determinadas finalidades e até o perverso, para o dia da calamidade.” ARA
“O SENHOR fez tudo para certas finalidades, e a finalidade dos maus é a desgraça.” NTLH

O segundo passo seria ressaltar que “própria finalidade” está relacionada à vontade e designo de Deus. Não é a finalidade do que foi criado, como uma finalidade imposta pelo próprio ímpio para si mesmo; mas a intenção do SENHOR ao criar o ímpio. Acredito que a Almeida Corrigida Revisada e Fiel tem uma melhor tradução nesse sentido: “O SENHOR fez todas as coisas para atender aos seus (seus = SENHOR) próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal.”

O terceiro passo seria determinar o que seria o “dia da calamidade”, “dia do mal” ou “desgraça”. Uma tradução antiga (talvez a ARA 1ª edição – não tenho certeza. A tradução é completamente furada! Até o supralapsário mais fervoroso com o mínimo de conhecimento do hebraico bíblico deverá discordar dessa tradução - eu sou o primeiro! :) Essa tradução não respeita a teologia do Antigo Testamento, pois a ideia de inferno como a conhecemos é coisa do Novo Testamento. Empregar este conceito ao AT seria um erro de ordem teológica por força de uma tradução totalmente equivocada.

A interpretação mais provável para o texto seria dizer que a intenção do autor é mostrar que Deus usa até mesmo o ímpio para castigar o seu povo. Deus faz todas as coisas de acordo com o seu propósito, Ele até mesmo criou as nações ímpias para castigar, trazer calamidade ao seu povo por sua desobediência. Essa interpretação é coerente, por exemplo, com a declaração de Jeremias 51:20-23 ou Amós 6:14. Há ainda muitos outros textos em que Deus claramente diz que faz uso de nações ímpias para cumprir os seus propósitos: Is 44:28; 45:1-8; 48:14-15 e Jr 27:5-7; 50:9 só para citar alguns versículos.

Acredito que o texto não deixa de sustentar uma leitura calvinista com implicações soteriológicas quanto aos ímpios, mas não trata da questão diretamente. Para chegar a uma conclusão soteriológica é preciso fazer um desdobramento do texto e isso sempre “enfraquece” qualquer argumento. Na verdade, a ideia de “réprobo” é consequência lógica da eleição como entendida pelos calvinistas. Até mesmo João Calvino admite que este é um desdobramento assustador da doutrina da eleição. Se Deus escolhe alguns, outros necessariamente precisam ser rejeitados; ou seja, se há “eleitos”, há “réprobos”. A partir dessa conclusão é que acabamos lendo Pv 16:4 como texto base para mostrar que os réprobos são tão predestinados para o “inferno” quanto o eleito é predestinado para a salvação. Mas não é bem por aí! Deus não faz acepção de pessoas. Que Deus criou o ímpio com o objetivo de utilizá-lo para trazer calamidade é fato; mas, a partir do texto, concluir que o dia da calamidade seja o mesmo que condenação ao inferno é forçado demais, contradiz toda a escritura. Todos nós somos ímpios a partir do nascimento, mas, se eleitos, somos resgatados deste estado de inimizade. O texto, portanto, não fecha a questão! Deixe-me tentar explicar assim. Deus criou 100.000 ímpios para formar um exército que trará calamidade a outro povo. Isso não quer dizer que os 100.000 serão condenados ao inferno, alguns podem ser salvos. Ou vamos dizer que Paulo não foi ímpio e não trouxe desgraça para alguns crentes até o momento de sua conversão? Ou seja, o texto de provérbios não trata definitivamente de soteriologia. 

O erro de alguns calvinistas é entender e aceitar (eu sou arminiano) o texto como afirmando ser “o dia da calamidade” criado para o ímpio como castigo.
Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Gálatas 5:21
Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. 1 Coríntios 6:10
Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? 1 Coríntios 6:9
Assim entendo que Deus criou a calamidade para o ímpio e não o impio para a calamidade.
 Quando eu também disser ao ímpio: Certamente morrerás; se ele se converter do seu pecado, e praticar juízo e justiça, Ezequiel 33:14

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Porque sou PréTribulacionista

A Igreja não passará pela tribulação, porque:

1.   A Bíblia nunca assim o declarou explicitamente.

2.   Ap 1 fala do passado (“as coisas que vistes”);
Ap 2,3 do presente (“as coisas que são”) ;
Ap 4-22 do futuro (“as coisas que hão de ser”).
Depois de Ap 3 a Igreja nunca é mencionada.
Em Ap 4 os 24 anciãos (símbolos da igreja local totalizada futura) já estão no trono antes de começar a Tribulação;
Em Ap 19:8,14 a igreja local totalizada futura VOLTA à terra ao final da Tribulação; logo não estava aqui naquele período!

3.   Cristo prometeu aos [verdadeiros] crentes das igrejas locais: “Eu te guardarei da hora da provação” Ap 3:10.

4.   Ap 15:1; 16:1,19 dizem que a Grande Tribulação é um período de juízo sobre um mundo ímpio, sobre as igrejas apóstatas, e sobre Israel rebelde. Usam expressões fortíssimas: “flagelo”, “vinho do furor de Deus”, “7 taças da cólera de Deus”! Mas Jo 5:24, Rm 5:9, 1Ts 5:9 nos garantem que o salvo “não entra em juízo”, “não foi destinado para a ira”, e “Jesus nos livra da ira vindoura”.

5.   A Grande Tribulação, embora afetando o mundo inteiro, é primordialmente para castigar Israel Jr 30:4-9; Dn 12:1; Mt 24:15,21.

6.   Não há nenhum sinal cronológico quanto à vinda de Cristo para arrebatar os [verdadeiros] crentes das igrejas locais; mas há muitos sinais cronológicos (“1260”, “2520 dias”, “tempo, tempos e metade de tempo”, “42 meses”, etc.) que se aplicam só a Israel.

7.   Dn 9:25-27 profetizou 70 semanas para Israel. Na 69ª, Israel rejeitou e crucificou seu Senhor, por isso a “fita VHS” de Israel foi interrompida e acionada a da dispensação das igrejas locais, ou seja A Graça". Deus passou a tratar com a igreja, completada esta, será reacionada a fita de Israel, para cumprir-se a 70ª semana, a Grande Tribulação, chamada “Tribulação de Jacó” em Dn 12:1; Jr 30:7; Ap 12:7-9. Como os crentes das igrejas locais não estiveram presente nas primeiras 69 semanas, não estarão na 70ª.

8.   A trombeta de 1Co 15:52 (instantânea; relacionada com o Arrebatamento) é diferente da de Ap 10:17; 11:15-19 (prolongada Ap 10:7; relacionada com juízo)!

9.   José (tipo de Cristo) casou-se com Asená (tipo da Igreja) quando estava rejeitado pelos seus irmãos (tipo de Israel) e antes dos 7 anos de fome Gn 41:45. Enoque foi arrebatado antes do dilúvio Jd 14-16; Gn 5:24; Noé, antes das águas Gn 6; Lc 17:26-27,30; Ló, antes do fogo Gn 19; Lc 17:28-30.

10.Somente quando os crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] (“o sal”) forem retirados é que o mundo entrará em completa e veloz putrefação moral e espiritual (2TS 2:67-10).

11.Cada crente das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno], o corpo de Cristo, é uma só com Ele e em Ele. Portanto, se os crentes das igrejas locais  passassem pela 70ª semana, o próprio Cristo passaria pelo julgamento e castigo de Deus, o que é impossível Hb 9:25-27.

12.Se algum dos crentes das igrejas locais passasse pela Tribulação, como todos lá têm que se sujeitar ao Diabo Ap 13:7, então Cristo estaria sujeito ao Diabo ou deixaria de ser o cabeça de cada [verdadeira] igreja local.



Agora, vejamos o resumo feito pelo Pr. Mike Walls:


Cinqüenta Evidências do Arrebatamento Pré-Tribulacional


DOUTRINA HISTÓRICA DA IMINÊNCIA


1. As igrejas locais primitivas acreditavam na iminência do retorno do Senhor. Enquanto se pode debater sobre os detalhes de o que os [assim chamados] "pais da igreja" disseram, há uma consistência e unanimidade nas igrejas locais primitivas sobre a iminência do retorno do Senhor para buscar aqueles que verdadeiramente são Seus, sendo tal iminência essencial à posição pré-tribulacional e em oposição a algumas outras posições.

2. A posição pré-tribulacional é a ÚNICA que verdadeiramente ensina a iminência do retorno do Senhor para buscar os [verdadeiros] crentes da dispensação das igrejas locais.

3. O fato de haver maior desenvolvimento da doutrina pré-tribulacional nos últimos séculos não a impede de provir dos primeiros séculos [mesmo que não usasse a terminologia de hoje]. Nos primeiros anos das igrejas locais pode-se observar o desenvolvimento das grandes doutrinas fundacionais sobre a Trindade, sobre a Deidade do Filho, sobre Cristo ser o Deus-homem, sobre o cânon das Escrituras, etc. Após os concílios das igrejas primitivas [mesmo que já com o fermento da hierarquia e outros males que foram as raízes para o papismo] há um tempo de declínio com a igreja corporativa mergulhando em grande apostasia. Os ensinamentos daquele tempo são construídos sobre muitas das heresias de Agostinho. Quando veio a Reforma, houve um período de restabelecimento das doutrinas fundacionais da salvação. Agora, nestes últimos dias há a habilidade e a necessidade da igrejas locais entender melhor as doutrinas da escatologia, e o Espírito está continuando o Seu ministério de guiar as igrejas locais em toda a verdade.

4. A exortação a sermos confortados pela “vinda do Senhor” (1Tess 4:18) só é válida no contexto da visão pré-tribulacional. Poderia mesmo ser uma coisa temerosa numa visão pós-tribulacional.
“Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.” (1Ts 4:18)

5. Somos exortados a [com feliz expectativa] olharmos para e aguardarmos a “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo;” (Tt 2:13)

Se há algum evento profético (isto é: a Tribulação) a ocorrer antes disso, então esta passagem é sem sentido.

6. Novamente, devemos “nos purificar” à vista desta vinda (1Jo 3:2-3). Se esta vinda não é iminente, então esta passagem é sem sentido.    “2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. 3 E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.” (1Jo 3:2-3)

7. Foi dito aos crentes da dispensação das igrejas locais para apenas [com feliz expectativa] olharem para (e aguardarem pela) a Vinda de Cristo. É para Israel e é para os santos a serem salvos durante a Tribulação que foi dito para [em expectativa] olharem para (e procurarem por) sinais.





NATUREZA DAS IGREJAS LOCAIS

(As pessoas que não entendem a natureza das igrejas locais como únicas no programa de Deus estarão continuamente confusas sobre a natureza da volta de Cristo para receber os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigomas eterno]).

8. O Translado  dos [verdadeiros] crentes da dispensação das igrejas locais nunca é mencionado em nenhum contexto que fale da Segunda Vinda de Cristo ao final da Tribulação.

9. Os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] “não são indicadas para a ira” (Ro 5:9; 1 Tes 1:9-10). Portanto, os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] não podem entrar no “grande dia de Sua ira”.
      “Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” (Rm 5:9)
      “9 Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, 10 E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” (1Ts 1:9-10)

10. Os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] não serão “destruídos pelo Dia do Senhor” (1Tes 5:1-9) (Dia do Senhor é outro nome para a Grande Tribulação.)
“1 ¶ Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; 2 Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; 3 Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobre-virárepentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. 4 Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; 5 Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. 6 ¶ Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios; 7 Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite. 8 Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação; 9 Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,” (1Ts 5:1-9)

11. Os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] serão “preservados da hora da provação que há de vir sobre todo o mundo." (Ap 3:10)
“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.” (Ap 3:10)

12. O [verdadeiro] crente escapará da Tribulação (Lc 21:36). [Mas é possível que esta passagem se refira mais propriamente aos salvos durante a tribulação. Hélio]
“Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.” (Lc 21:36)

13. É do caráter de Deus livrar os Seus dos tempos das provas. (Lembremos de Noé, Ló, Raabe, Israel,  etc).

14. Está claro que há um intervalo de tempo entre o Translado  dos [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] e o retorno de Cristo. (Jo 14:3).
“E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” (Jo 14:3)

15. Somente a posição pré-tribulacional não divide o Corpo de Cristo de acordo com um princípio baseado em obras, como tão claramente faz o Arrebatamento Parcial (e outras posições, em menor proporção). O Arrebatamento Pré-Tribulacional dará um grande final, em clímax, ao grande plano de salvação só pela graça.

16. As Escrituras são inflexíveis quanto à igreja local totalizada futura ser sem divisões e ser indivisível. Na presente dispensação cada uma das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] está dividida em trigo e joio [impossíveis de serem diferenciados com toda segurança] e está dividida pela velha natureza dos crentes que neles continua presente. Quando formos glorificados na vinda de Cristo, a igreja local totalizada futura não terá divisões entre membros nem dentro de cada membro.

17. O piedoso grupo remanescente da Tribulação tem os atributos visto em Israel do Antigo Testamento e não nas igrejas locais. Os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] não estão presentes nas profecias de Apocalipse.

18. A visão pré-tribulacionista, diferentemente da visão pós-tribulacionista, não confunde termos (tais como "eleitos" e "santos") que se aplicam aos crentes de todas as épocas, em oposição a termos (tais como "igreja [local]" e "em Cristo") que se aplicam somente aos que são "o corpo de Cristo" e referem-se a esta dispensação.





A OBRA DO ESPÍRITO SANTO


19. O Santo Espírito é o Restringente do mal no mundo. Conforme profetizado, Ele não pode ser removido do mundo a menos que todos os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno], que são moradia do Espírito Santo, sejam também removidos.

20. O Espírito Santo será removido antes de “o iníquo” ser revelado. Esse iníquo será certamente revelado na Tribulação. De fato, a Tribulação começa com a assinatura da aliança entre esse iníquo e Israel. Esse ato o revelará.

21. A “apostasia” em 2Ts 2:3 seria melhor entendido em seu contexto como “a partida”. Esta é uma referência à partida do Espírito Santo como habitando a [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo maseterno].
“Que ninguém vos engane, segundo maneira nenhuma: porque não será assim sem que primeiramente venha a retirada (dos crentes)  {*}, e tenha sido revelado o homem do pecado, o filho da perdição” (2Ts 2:3, tradução literal e harmônica com a KJV)

Nota de Hélio: “a RETIRADA (dos crentes)”: O grego "646 apostasia" muitas vezes não significa "apostasia DA FÉ".
. Quando aparece isoladamente (sem ser seguida de "da fé"), então “646 apostasia” somente significa "SEPARAÇÃO" ou "RETIRADA", e é o contexto que esclarece a que ela se refere: em At 21:21, é "separar [de Moisés]"; somente em 1Ti 4:1 (acompanhado de "da fé"), é que "aposthsontai tinev thv pistewv" deve ser entendido como "alguns se separarão da fé" ou "alguns apostatarão da fé".
. A palavra relacionada "apostasion" é "carta de separação [divórcio]" em Mt 5:31 e 19:7 e Mr 10:4.
. A palavra relacionada "868 aphistemi" é "separar [do Templo]" em Lc 2:37; é "ausentar" em Lc 4:13; é "apartar" em Lc 13:27 e At 12:10 e 15:38 e 22:29 e 1Ti 6:5 e 2Ti 2:19 e He 3:12; é "levar" em At 5:37; é "deixar" em At 5:38; é "retirar" em At 19:9, e é "desviar" em 2Co 12:8.
Portanto, neste presente verso 2Te 2:3, tudo indica que "646 apostasia" se refere ao ARREBATAMENTO dos verdadeiros salvos da dispensação das assembleias, se refere à retirada deles para fora deste mundo.
- Todas as 7 traduções (e respeitamos muitíssimo a Tyndale-1522) da Bíblia para o inglês anteriores à KJV traduziram “646 apostasia” para “partida”, somente à partir da KJV-1611, infelizmente, a palavra foi transliterada ao invés de traduzida, isto sempre tem o perigo de causar confusão...


22. A obra do Espírito Santo toma os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] e os torna como Cristo no aspecto em que eles [sem revolta] se submetem à morte e à perseguição. Em oposição a isto, os santos do AT (veja muitos dos Salmos) e os santos da Tribulação gritam por vingança (Ap 6:10).
“E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (Ap 6:10)





O ARGUMENTO HERMENÊUTICO


23. Somente a visão pré-tribulacional permite uma interpretação verdadeiramente literal em todas as passagens do AT e NT a respeito da Grande Tribulação.

24. Somente a posição pré-tribulacional distingue claramente entre as igrejas locais e Israel, e reconhece como Deus lida diferentemente com cada um deles. Isto exige um intervalo de tempo entre o Arrebatamento e a Segunda Vinda de Cristo, sendo esse tempo chamado de a Tribulação (a Septuagésima Semana de Daniel), um tempo destinado exclusivamente ao castigo aos judeus e gentios que recusaram Cristo.

25. Todos os crentes devem comparecer diante do Trono do Julgamento de Cristo (2Cor 5:10). Este evento nunca é mencionado nos relatos dos eventos em torno da Segunda Vinda.
“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” (2Co 5:10)

26. Os “vinte e quatro anciãos” em Ap 4:1-5; 5:14 são representantes da igreja local totalizada futura. Portanto, é necessário que esta igreja local totalizada futura, individidae indivisível, em seu número e constituição finais e totais, seja reunida em glória antes dos eventos da Tribulação.
“4:1 ¶ Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. 2 E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono. 3 E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda. 4 E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro. 5 E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus.” ... 5:14 “E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre.” (Ap 4:1-5;5:14)

27. Há claramente uma vinda de Cristo somente para a Sua noiva, antes da Sua Segunda Vinda à terra. Ap 19:7-10.
“7 Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. 8 E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. 9 E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. 10 E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.” (Ap 19:7-10)

28. Os santos salvos durante a Tribulação não são transladados [nem glorificados] na Segunda Vinda de Cristo mas, durante o Milênio, executam atividades normais. Elas incluem especificamente agricultura, construção e procriação (Is 65:20-25).
“20 Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será amaldiçoado. 21 E edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o seu fruto. 22 Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos. 23 Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a perturbação; porque são a posteridade bendita do SENHOR, e os seus descendentes estarão com eles. 24 E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei. 25 O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR.” (Is 65:20-25)

29. O Julgamento das nações gentílicas, o qual se segue à Segunda Vinda (Mt 25:31-46), indica que os salvos e os perdidos estão cada um num corpo natural, o que seria impossível se o Translado  ocorresse na Segunda Vinda.
“31 ¶ E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; 32 E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; 33 E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. 34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; 35 Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; 36 Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. 37 Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? 38 E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? 39 E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? 40 E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. 41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; 42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43 Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. 44 Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? 45 Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. 46 E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.” (Mt 25:31-46)



30. Se o Translado  ocorresse ao mesmo tempo que a Segunda Vinda, não haveria necessidade de separar as ovelhas dos bodes no julgamento subseqüente. O ato do Translado  já fez a separação.

31. O Julgamento de Israel (Ez 20:34-38) ocorre após a Segunda Vinda e requer um Israel re-unido. Novamente, a separação dos salvos e dos perdidos seria desnecessária se todos os salvos tivessem sido previamente separados por um translado na Segunda Vinda.
“34 E vos tirarei dentre os povos, e vos congregarei das terras nas quais andais espalhados, com mão forte, e com braço estendido, e com indignação derramada. 35 E vos levarei ao deserto dos povos; e ali face a face entrarei em juízo convosco; 36 Como entrei em juízo com vossos pais, no deserto da terra do Egito, assim entrarei em juízo convosco, diz o Senhor DEUS. 37 Também vos farei passar debaixo da vara, e vos farei entrar no vínculo da aliança. 38 E separarei dentre vós os rebeldes, e os que transgrediram contra mim; da terra das suas peregrinações os tirarei, mas à terra de Israel não voltarão; e sabereis que eu sou o SENHOR.” (Ez 20:34-38)





DIFERENÇAS ENTRE O ARREBATAMENTO E A SEGUNDA VINDA


32. No Arrebatamento, os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo maseterno] encontram Cristo no ar. Na Segunda Vinda, Cristo retorna ao Monte das Oliveiras.

33. No tempo do Arrebatamento, o Monte das Oliveiras está não será mudado. Na Segunda Vinda ele está dividido formando um vale a leste de Jerusalém.

34. No tempo do Arrebatamento, os santos são transladados. Nenhum dos santos é transladado no tempo da Segunda Vinda.

35. No tempo do Arrebatamento, o mundo não é julgado pelo pecado, mas desce cada vez mais profundamente no pecado. Na Segunda Vinda, o mundo é julgado pelo Rei dos Reis.

36. O Translado dos [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] é representado como uma libertação do dia da ira, enquanto a vinda de Cristo é a libertação dos que sofreram sob grave Tribulação.

37. O Arrebatamento é iminente [pode ocorrer a qualquer segundo, sem necessidade de condições nem sinais] enquanto há sinais específicos que têm que preceder a Segunda Vinda.

38. O Translado  dos crentes vivos é uma verdade revelada apenas no NT. A Segunda Vinda com os eventos que a circundam é proeminente no AT e NT.

39. O Arrebatamento é apenas para os salvos, enquanto a Tribulação e a Segunda Vinda diz respeito ao mundo todo.

40. Nenhuma profecia não cumprida permanece entre os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] e o Arrebatamento. Mas muitos sinais têm que ser cumpridos antes da Segunda Vinda de Cristo.

41. Nenhuma passagem do AT e do NT diz respeito à ressurreição dos santos na Segunda Vinda nem menciona o Translado dos santos vivos no mesmo tempo.





A NATUREZA DA TRIBULAÇÃO


42. Somente a visão pré-tribulacional mantém a distinção entre a “Grande Tribulação” e as tribulações em geral que experimentamos.

43. A Grande Tribulação é adequadamente entendida na visão pré-tribulacional como uma preparação para a restauração de Israel. (Dt 4:29-30. Jer 30:4-11, Dan 9:24-27, Dan 12:1-2)
    “29 Então dali buscarás ao SENHOR teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. 30 Quando estiverdes em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então nos últimos dias voltarás para o SENHOR teu Deus, e ouvirás a sua voz.” (Dt 4:29-30)
    “4 E estas são as palavras que disse o SENHOR, acerca de Israel e de Judá. 5 Porque assim diz o SENHOR: Ouvimos uma voz de tremor, de temor mas não de paz. 6 Perguntai, pois, e vede, se um homem pode dar à luz. Por que, pois, vejo a cada homem com as mãos sobre os lombos como a que está dando à luz? e por que se tornaram pálidos todos os rostos? 7 Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela. 8 Porque será naquele dia, diz o SENHOR dos Exércitos, que eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço, e quebrarei os teus grilhões; e nunca mais se servirão dele os estrangeiros. 9 Mas servirão ao SENHOR, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhes levantarei. 10 ¶ Não temas, pois, tu, ó meu servo Jacó, diz o SENHOR, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei de terras de longe, e à tua descendência da terra do seu cativeiro; e Jacó voltará, e descansará, e ficará em sossego, e não haverá quem o atemorize. 11 Porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te salvar; porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida, e de todo não te terei por inocente.” (Jr 30:4-11)
    “24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. 27 E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.” (Dn 9:24-27)
    “1 ¶ E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. 2 E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.” (Dn 12:1-2)

44. Em nenhuma passagem do AT que discute a Tribulação, as igrejas locais são mencionadas.

45. Em nenhuma passagem do NT que discute a Tribulação, as igrejas locais são mencionadas.

46. Em contraste com as posições que vêem o Arrebatamento como midi-tribulacional ou pré-ira, a visão pré-tribulacional oferece uma explicação adequada para o começo da Grande Tribulação em Ap. 6. Essas outras duas posições, errôneas, são claramente refutadas pelo claro ensinamento das Escrituras de que a Grande Tribulação começa muito tempo antes da 7ªtrombetaem Ap.11.

47. Não há fundamento adequado para a firmação de que a 7ªtrombeta de Apocalipse 11 é a última trombeta de 1Cor 15. Quem afirma isso o faz com base somente em suposição. A visão pré-tribulacional mantém a distinção própria entre as trombetas proféticas do Arrebatamento dos verdadeiros crentes da dispensação das igrejas locais e as trombetas da Tribulação.
    1Co 15:52 Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
    Ap 11:15 E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.

48. A unidade da Septuagésima semana de Daniel é mantida pela visão pré-tribulacional. Em contraste, a visão midi-tribulacional destrói esta unidade e confunde o programa para Israel com o programa para as igrejas locais. A visão pós-tribulacional nega o claro ensinamento das 70 semanas, subvertendo-o em alguma forma de alegoria.
        “24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. 27 E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.” (Dn 9:24-27)

49. A reunião dos santos após a Tribulação é feita por anjos (Mt 25:31-46; ), enquanto a reunião dos [verdadeiros] crentes das verdadeiras igrejas locais é feita pelo “mesmo Senhor”.
    Mt 13:39 O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos.
    Mt 13:41 Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade.
    Mt 13:49 Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos,
    Mt 24:31 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.
    “13 ¶ Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. 14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. 16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” (1Ts 4:13-17)

50. Ap 22:17-20 “17 E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida. 18 Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; 19 E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro. 20 ¶ Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.” (Ap 22:17-20)

 Pr. Mike Walls: