segunda-feira, 12 de junho de 2017

Somos Dignos de ver a Deus?

Meus queridos irmãos!
Não há como merecermos!
Só há um caminho p/ essa maravilhosa graça – Cristo!!!
Por recebê-Lo, verdadeiramente você recebe tudo!
Simplesmente porque Ele é Tudo!
Ele é Criador, é Salvador, é Redentor, é o Filho amadíssimo de Deus, e é o próprio Deus!
Ao recebê-Lo de verdade, você se torna um filho a Deus.
Por crê-Lo com toda a sua alma lhe é concedido entrar nessa promessa.
E por amá-Lo e segui-Lo, jamais será por Ele esquecido, pois não lhe desamparará e há de completar em você a boa obra começada. (Fl. 1:6, Ef. 1:4) 
E é pela fé, pela tamanha fé é que foi dito aos hebreus (e também a nós): 
"Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; à universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; e a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel." (Heb. 12:22-24) 
Por isso diz o Senhor: 
"Todo o que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora." (Jo. 6:37)

Somente em você crê, isso já lhe é dado, irmão; por causa da fé; porque creu, isso lhe é dado, por causa d'Aquele que por você viveu, morreu e ressuscitou, pois Ele não deixará, que nada nem ninguém o impeça de alcançar!
Por isso diz que a fé lhe é imputada por justiça: "Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça." (Rom. 4:5)
E também: 
"Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?" (Jo. 11:40) 
"E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra." (Ap. 22:12)
"Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas." (Ap. 22:14)
"E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida." (Ap. 22:17)

Em suma, é a fé, irmão, a fé em Cristo, aquela mesma que levou o ladrão na cruz o estar com Cristo no Seu no paraíso, é a que nos levará a estar agora e para sempre com ELE, com nosso sublime Senhor que tanto nos amou! Amém! (Rom. 8:37-39) 

A paz de Cristo!

Batalha de Gogue e Magogue

A Batalha de Gogue e Magogue não é composta pelos que estavam no milênio, porque no milênio só estarão os remidos e jamais aprenderão a guerra: 
"E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear." (Is. 2:4 e Miq. 4:3)

Gogue e Magogue é batalha dos que revivem a seu término, conforme diz:
"Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram." (Apc. 20:5a)
Por isso Satanás é solto, por pouco tempo a término do milênio. (Apc. 20:7)  E por isso, os outros mortos revivem ao seu término (segunda ressurreição).
Os dois eventos são simultâneos e um p/ o outro.
Ou seja, todo o homem nascido neste mundo, desde Adão (do primeiro ao último) reviverá nessa ressurreição da carne - recebendo uma oportunidade de igual para igual a todos os homens deste mundo; é como se vivessem todos numa só época!
A segunda ressurreição é ressurreição da carne, conforme Isaías 26:19 profetiza: 
"Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas e a terra lançará de si os mortos." (Is. 26:19)

A terra lançará de si os mortos:

E na verdade, isso ocorre p/ que se cumpra um perdão vindouro, devido ao evangelho; e não para que se ocorra nova transgressão, e o homem se envolva nela; essa é uma cláusula de perdão, p/ se livrar da transgressão na qual houvera morrido. É a graça de Deus sobrevinda aos homens devido ao sacrifício do Senhor por todos! 
É o perdão vindouro proferido pelo Senhor no evangelho - o qual perdão só se pode dar em vida, por isso revivem: (Mat. 12:31-32)
"E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro." (Mat. 12:32)

Esse é o futuro, a época quando o Senhor afirma ainda haver perdão para todo o pecado e blasfêmia cometidos pelos homens; porém, não há perdão p/ a blasfêmia contra o Espírito Santo, pois essa não se perdoará.
Conforme diz:
"Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens." (Mat. 12:31)
Creio que o pecado imperdoável: a blasfêmia contra o Espírito, consiste em negar; não crer em Cristo (pois o Senhor é a Verdade; é o Único a se dar pelo homem e pagar pelo seu pecado - pois o mesmo jamais poderia pagá-lo) recebendo, portanto, a devida CONDENAÇÃO, qualquer que a isso negar, não crendo; pois não há debaixo do céu outro Nome dado pelo qual sejamos salvos; portanto quem negar tal salvação, não se convencendo (tal oportunidade não se dá pela imposição); sabendo que, após a vitória de Cristo, e sua partida, o Espírito Santo se nos veio para convencer o mundo do pecado - aquele que, na incredulidade e dureza do seu coração negar e permanecer: não aceitando, não acatando, não percebendo, nem crendo - jamais o perdão obterá; blasfemou!

Conforme expressa o mesmo Senhor no evangelho:
"Te seja feito conforme creste"; ou, como também Ele afirmou: "Será réu de eterno juízo."
Porquanto jamais creu: Quem não crê à VERDADE; quem nem crê que haja a Verdade, inexistirá.
Para sempre deixará de existir, de ser!
"Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus." (Jo. 3:18)
"Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece." (Jo. 3:36) 

Creio também que todos nesta vida, que tenham nascido mentalmente deficientes, ou que morreram imaturos ou tenham sido privados da vida por outrem, devido ao pecado que entrara no mundo através de Adão (pelo livre arbítrio); aqui lhe será dada (por Deus em Cristo) a oportunidade única (sem interferência humana) de igual p/ igual a todo o ser humano, de não crer nem seguir ao diabo - por isso se faz necessária tal batalha!
O homem pecou em vida, portanto, e unicamente é em vida que o homem pode desfazer o que se fez: o pecado, pela fé em Cristo; porque só em vida se pode fazer qualquer coisa, inclusive, receber-se o perdão, ao crer; por isso é ressurreição da carne (porquanto o que é nascido da carne, é carne; não existindo pois, outra forma de vida - e ressurreição - a que tenha direito, o homem - nascido apenas da carne - senão a mesma vida (na carne) da qual nascera, neste mundo, concedida por Deus, e na qual pecaram.
A segunda ressurreição é para se dar perdão (e não, condenação, como muitos pensam); porquanto se morre em transgressão, em transgressão permanece:
"na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá." (Ez. 18:24d) 
E, em vindo o juízo, ele será exercido e no juízo não há acepção tampouco perdão, somente é lavrada a sentença, do que fora estabelecido pela palavra de Deus!

Quem neste mundo ouve de Cristo, mas resiste ao Espírito, negando a Cristo: ao descer à sepultura na sua incredulidade, a morte (a última inimiga) é que lhe consuma a blasfêmia contra o Espírito, não podendo obter jamais, perdão algum; pois é Cristo o único e total perdão da lei; de Deus; e do Novo Testamento de Cristo, aos pecados e a pecadores. (At. 4:12)
E Cristo já os pagou, sobrevindo-nos assim, na plenitude dos tempos, o Espírito Santo ao mundo para convencimento do pecado (aos pecadores)! (Jo. 16:8-9)
Qualquer que permanece na incredulidade, e dureza de coração, resistindo; não se convencendo da Verdade, da Vida: Cristo (a verdadeira vida) mantendo-se aquém da Luz; a morte é que lhe consuma a blasfêmia (Ecl. 9:4) - não havendo-se mais perdão - e, ainda que ressuscite, pois na verdade todos reviverão na 2ª ressurreição - para este não há perdão! Blasfemou!
Conforme diz:
"Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus." (Jo. 3:18)

Todos em Gogue e Magogue, que criam em Cristo nesta vida, embora O não seguissem, certamente não será iludido nesta batalha e há de se sair vitorioso contra a Serpente; não deixando seduzir-se após Satanás, embora todos na batalha - seguindo ou não ao Diabo - voltem ao pó (à morte); porquanto é ressurreição da carne mortal, e similar à de Lázaro durante o evangelho, e semelhante a todas as outras ressurreições (na carne) que houveram neste mundo - voltando portanto a seu devido estado: de morte - ao serem consumidos pelo fogo na batalha. (Apc. 20:9b)
Na batalha Gogue e Magogeu (seguindo ou não ao Diabo) o fogo os devora, e voltam ao pó de onde vieram (pois esse é o fim de toda a carne vivente).
Aí então, vem-se o juízo, no qual os mortos (e não os vivos) hão de ser julgados.  Apc. 20:13
E o mar dará seus mortos, e a morte e o inferno darão seus mortos para serem julgados. 

Notemos:
Os mortos são dados; os mortos são devolvidos p/ o juízo - não são ressuscitados para irem ao julgamento.
Por isso diz:
"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo." (Heb. 9:27)

Ou seja: É assim que se ordena na lei: a morte, vindo depois disso o juízo (e não a ressurreição)!
Pois, só pode haver ressurreição para aquele que está em Cristo; em contrapartida, quem não está, o que se ordena na lei é: a morte, vindo depois o juízo.
Deus nunca disse a Adão: certamente morrerás e depois ressuscitarás.
Por isso é que os mortos é que comparecem os Trono Branco do Juízo !
Porquanto assim se ordena a lei!
(Conforme diz também que o Senhor há de julgar os "vivos e os mortos" na sua vinda - ou seja, cada qual na sua devida condição). II Tim. 4:1 - I Ped. 4:5
Quem são os vivos?!
- Os que vivem; os que estão em Cristo - pois Cristo é a ressurreição e a vida!
E, quem são os mortos?!
- Todos os demais filhos de Adão - que não se tornaram pela fé em Cristo, filhos de Deus!

No juízo, os mortos serão julgados e só se pode haver ressurreição (no juízo) para aquele, a ter seu nome inscrito ao LIVRO DA VIDA.
Quanto aos ausentes no livro da vida, irão ao lago de fogo, sofrendo o dano da segunda morte.
Segunda morte (aos homens): porquanto, já estando sob domínio da morte (aquela proferida em Gêneses - a primeira), recebem (no juízo em Apocalipse) o dano da segunda morte! eterna!
E todos os pertencentes à primeira ressurreição, cujos nomes se registram no Livro da Vida do Cordeiro - desde a fundação do mundo - só esses entram à Jerusalém Celestial; e vêem a seu Deus.
A paz de Cristo!


Que nações compõem  Gogue e Magogue ?

Como já falamos, as nações de Gogue e Magogue a subirem pela largura da terra e cercarem a cidade amada (a término do milênio) são compostas por todas as almas viventes deste mundo; as quais revivem numa ressurreição em massa - a segunda ressurreição; ou seja, são os "outros mortos que não reviveram até que os mil anos não se acabassem"; mas que revivem a seu término, na qual ressurreição, a terra lançará de si seus mortos, não mais os encobrindo, e todos tornarão à vida, na carne; toda a alma vivente nascida neste mundo: excetuando-se unicamente aqueles que nasceram de novo em Cristo (pois já ressuscitaram na primeira ressurreição).
Na batalha de Gogue e Magogue (a cumprir-se a término do milênio) todo o incrédulo a Cristo nesta vida (os quais ainda que os mortos ressuscitassem p/ lhe dizer aquilo que ele já sabia, mas que não cria - o incrédulo); o que, de Cristo ouviu, mas jamais o creu, certamente nesta batalha também O há de negar: pois é incrédulo, não creu, não crê; pois (pela sua incredulidade) nunca pôde ver a LUZ DESSE MUNDO: Cristo; seguindo portanto após Satanás - ainda que ressuscite: 
"Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus." (II Cor. 4:4) 

Por isso mesmo é dito (em Daniel 9:24) que após as determinadas 70 semanas sobre Jerusalém e os judeus, isto é, No retorno de Cristo p/ consumar os séculos (a término das 70 semanas), os pecados TERÃO FIM e a transgressão CESSARÁ.
Porquanto, a Batalha de Gogue e Magogue - que dar-se-á ainda após o milênio - não constituirá em nova transgressão dos homens - pelo contrário - o que nela se conta, é justamente o oposto: ou seja, o perdão, unicamente o perdão vindouro a tudo o que se houvera cometido outrora; pois no porvir, em século vindoura ainda pode se haver um perdão a todo o pecado cometido, debaixo do céu - tendo como EXCEÇÃO ÚNICA à blasfêmia contra o Espírito.
Pois tal pecado é imperdoável aos homens!

Vejamos bem: Cristo não diz no evangelho que no século vindouro haveria mais transgressão da parte dos homens (por exemplo, a batalha de Gogue e Magogue - no século vindouro, após haverem mil anos de paz e retidão nesta terra, após se haver só o bem no reinado de Cristo sobre a terra); também haverá no século vindouro, um perdão: perdão esse a todo o pecado e blasfêmia cometidos pelos homens, excetuando-se unicamente o pecado imperdoável que é a blasfêmia contra o Espírito - ou seja, não está profetizado haver nova transgressão, mas sim o perdão, e isso, no século vindouro! Conforme mesmo nos declarou o Senhor! Amém!

Também é aqui que todas as almas anteriores a Cristo - que nunca puderam dele ouvir, devido ao pecado e a morte, terão (como todos os homens depois de Cristo, tiveram) uma oportunidade, em vida, de igual por igual, ao acesso, a Cristo, ao Seu Divino e Eterno perdão!
Porque DEUS é DEUS e todas as almas! E nenhuma jamais estará esquecida!

Logicamente que todo o ser humano a possuir alguma fé em Cristo (ainda que minúscula) nesta batalha jamais, ao Diabo seguirá, livrando-se (por Cristo) do mesmo (e do seu mal) eternamente!
Isso lhe será contado em favor no grande dia do Juízo, pois Cristo afirma: todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; e completa dizendo que: a blasfêmia contra o Espírito Santo, não se perdoará nem neste século (o que vivemos) nem no vindouro, isso implica então se haver tanto um século vindouro (o milênio) quanto também um perdão futuro (neste vindouro século), o qual ainda virá; pois quem não blasfemar contra o Espírito Santo, ainda que tenha cometido muitos pecados, se perdoará. (Mat. 12:31-32)
Também a tal Batalha (Gogue e Magogue) se constará nos livros a serem abertos no Juízo!
O perdão futuro se dará justamente numa segunda ressurreição; a última oportunidade de vida, a homens - porque o juízo, quando vier, é juízo (e o homem ainda será julgado na morte) e no juízo não há perdão! (Tg. 2:13)
A segunda ressurreição é como um álibi; aliás, é ela o álibi.
Os mortos comparecerão no juízo p/ serem julgados conforme as suas obras e segundo as coisas escritas nos livros (e tudo o que se havia de ocorrer, seja pra condenação seja para perdão, já se ocorreu); e vem-se o juízo onde será lavrada a sentença.

Após Gogue e Magogue, Satanás é banido eternamente! no Lago de Fogo e enxofre, onde estão a besta e o anticristo e serão atormentados por todo o sempre - pois são seres espirituais, imortais (pois assim Deus os fizera), nunca morrem como nós homens.

O livro da vida aberto no juízo também possui total relação a Cristo, e não há obra alguma possível na carne que inscreva o homem no livro da vida, senão unicamente a fé: a fé em Cristo!
Disse Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida..."  (Jo. 14:6)
Disse Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida..."  (Jo. 11:25)
Disse Jesus: "Quem crê em mim tem a vida eterna..." (Jo. 6:47)
Disse Deus a Adão: "Não coma deste fruto para que não morra" essa palavra também representa Cristo!

E, ainda que o perdão vindouro se dê numa 2ª ressurreição (lembrando que ela é ressurreição da carne), após o milênio, tal perdão é o que pode livrar a alma de uma segunda morte; porquanto a 2ª morte a sobrevir (no Juízo) só se pode livrar-se dela mediante o livro da vida, aberto no juízo.
Porém, o livro da vida não conduz ao reino de Deus: à Jerusalém Celestial; mas livra da 2ª morte, a alma; e conduz à vida, numa Nova Terra (na qual, a justiça habita-lhe) numa ressurreição conforme diz: para vergonha e desprezo eterno - da qual jamais se poderá pela eternidade ver, um dia, a seu Deus. (Dan. 12:2b).
Somente pela fé é que se pode herdar e receber algo de Deus, inclusive o perdão! E obtendo-se o perdão, também obtém-se a vida!
Lembra-se, que foi através do pecado, que a morte se nos foi introduzida?
Pois, obtendo-se o perdão deste, obtém-se também a vida!
Isso significa que o perdão dos pecados (pelo evangelho de Cristo) é também sinônimo à vida!

Tudo neste mundo se nos foi dado graciosamente pelo Criador; sem nada se nos requerer p/ que a vida obtivéssemos, neste mundo; porém, ao reino Celestial do Senhor, somente e unicamente pela fé se pode herdá-lo, e não existe outro meio!
Tampouco, os que habitarem uma Nova Terra jamais obterão a amável virtude de se ver a seu Deus - isso é uma desonra eterna, e motivos maior da: vergonha e desprezo eterno a sobrevir.
E, um outro aspecto desta vergonha e desprezo eterno (a qual receberão os que ressuscitarem - Dan. 12:2c) é devido a todo o mal cometido (debaixo do céu) se ser revelado publicamente e declarado no céu. (Ecl. 12:13-14 - Is. 47:3 - Naum 3:5 - Apc. 3:18)

Tampouco estes da ressurreição (para a vergonha e desprezo eterno - isso não é fogo eterno) provarão dos frutos da árvore da vida, mas serão curados e participando-se das folhas da árvore. (Apc. 22:2c)
E todos os que primeiramente a Cristo, muito amaram e com Ele (morreram e reviveram) pela fé, pela esperança do evangelho do Senhor, nesta vida (cristãos); esses, que são inscritos no Livro da Vida do Cordeiro (desde a fundação do mundo): participam conjuntamente da primeira ressurreição; nas Bodas do Cordeiro; no Milênio; e adentram pelas portas à Cidade Celestial (Nova Jerusalém). (Luc. 10:20b - Ef. 1:12 - Tg. 1:18 - Apc. 21:27) 
E recebem a maior e mais maravilhosa graça a existir à Criação: Ver a seu Deus! com Ele habitar; sendo-Lhe filho!
Quanto ao Livro da Vida (aberto no juízo) esse destina os inscritos à ressurreição para a vergonha e desprezo eterno; mas essa ressurreição, somente se dará após julgados e consultados os livros no juízo, e o livro da vida (e não antes); e recebem portanto a vida (devido o livro da vida) ressuscitando para habitação em Nova Terra - na qual a habita justiça. (Sal. 115:16)
Nela haverá nações e haverá reis. (Apc. 21:24, 26)

Por isso, no mesmo em Apocalipse 22 (verso 14), quando diz que são bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade (Nova Jerusalém) pelas portas. (Apc. 22:14)
O verso seguinte, diz também que:
"Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira." (Apc. 22:15)
Ora, no juízo, já não se lançou no lago de fogo os que não constaram-se no livro da vida?  E como pode haver quem fique de fora da cidade... ???
Ora, esses são os mesmos que participam nas folhas da árvore da vida, e que também habitam a terra.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Uma análise de Jó 1.6 e João 3.13

Faz algum tempo que recebi a seguinte pergunta: “Qual a diferença entre a expressão bíblica do livro de Jó 1.6 - '...e num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor...” - e João 3.13, que diz que 'ninguém subiu ao céu', se em Romanos hão de comparecer ao Tribunal de Cristo?”.

Ora, quando Jó 1.6 diz que “os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor”, refere-se aos seres espirituais, ou seja, anjos, os quais são responsáveis diante de Deus e prestam-lhe contas. Uma vez que em Jó 2.1 está escrito que “Satanás veio entre eles apresentar-se diante de Deus”, subtende-se que mesmo os anjos rebeldes estão debaixo da soberania divina.

Nem toda vez que encontramos essa expressão "filhos de Deus" na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, ela está se referindo a anjos. Por isso, pelas regras mais simples da hermenêutica, devemos sempre recorrer ao contexto daquela expressão. Algumas vezes, a expressão refere-se aos filhos de Israel que representavam o povo de Deus na terra. Já em Gênesis 6, a expressão “filhos de deus” que no original é Bene Elohan que quer dizer "filhos dos poderosos", "governadores" e refere-se a uma geração da linhagem de Caim, uma geração que tinha sobre eles uma marca de proteção divina, que o próprio Deus colocou em Caim depois que ele matou Abel. O que favorece essa ideia é a doutrina bíblica acerca dos anjos que, no seu ensino geral, rejeita qualquer tipo de miscigenação de anjos com seres humanos. A Bíblia - aliás, o próprio Jesus - declara que os anjos não se casam nem se dão em casamento (Mt 22.30; Lc 20.36). Eles são criaturas puramente espirituais e, por isso, não foram dotadas de sexualidade. São seres assexuados, isto é, não geram outros seres. A Bíblia também diz que os crentes em Cristo são feitos “filhos de Deus” ao aceitarem a Cristo Jesus e o Evangelho e se tornam filhos por adoção, regerados pelo Espírito Santo (Jo 1.12; Rm 8.16;Gl 3.26; Fp 2.15). Ora, uma vez que a expressão “filhos de Deus” não se restringe apenas aos anjos e que o contexto histórico de Gênesis 6 fala de relações físicas, podemos entender que aqueles “filhos de Deus” são, na verdade, filhos dos homens descendentes de Caim, nascidos de mulher, que perderam a marca, ou sinal de proteção; da mesma sorte as filhos dos homens que eram as filhas de Sete, ao se ajuntarem com os filhos de Caim perderam a pureza primária e se degeneraram dando lugar a Satanas; e esta foi a primeira vez que os homens foram possessos por demonios, por perderam a proteção de Deus.

Quanto à relação entre os textos de Jó 1.6  e João 3.13: no primeiro texto, “os filhos de Deus” (anjos) comparecem diante de Deus e no segundo texto (Jo 3.13), Jesus declara que “ninguém subiu ao céu”. Em primeiro lugar, não há qualquer relação entre as expressões, porque Jesus estava falando ao povo, feito de carne e osso. Naturalmente, “carne e osso” jamais tiveram acesso às dimensões espirituais. Paulo declarou que “carne e osso” não herdam o Reino de Deus (1Co 15.50). Não há relação alguma entre os filhos de Deus de Jó 1.6 com os salvos em Cristo que comparecerão um dia no “Tribunal de Cristo” (2Co 5.10). Nesse Tribunal, somente os transformados do material para o espiritual estarão na presença de Cristo para receberem seus galardões pelas obras feitas através do corpo aqui na Terra. Outrossim, os filhos de Deus que comparecerem diante de Deus  no céu eram, sem dúvida, os anjos criados por Deus, os quais sempre tiveram acesso ao Trono de Deus. Entre esses filhos de Deus apareceu um dia Satanás, o anjo rebelde, o qual, inevitavelmente, está sob o poder soberano do Criador. Satanás, tanto quanto os demais anjos, são seres espirituais, por isso somente seres espirituais tem acesso ao céu.

Romanos 14.10 diz que “todos havemos de comparecer ante o Tribunal de Cristo”. O termo “todos” tem um caráter especial e particular porque se refere apenas aos salvos, arrebatados ou ressuscitados na Vinda de Cristo (1Co 15.51,52; 1Ts 4.13-18). Na Escatologia Bíblica, o Tribunal de Cristo e o Tribunal do “Grande Trono Branco” (Ap 20.11,12) são tribunais distintos no tempo e no espaço. O grande comparecimento dos salvos diante do Tribunal de Cristo acontecerá muito antes do último grande julgamento histórico, que é o Tribunal do Trono Branco, Trono do Juízo final, quando todas as criaturas que não passaram pelo Tribunal de Cristo hão de comparecer (Ap 20.12-14).

Outrossim, o texto de Romanos 14.10 tem no seu contexto a discussão sobre o comportamento social entre os cristãos, quando alguns tinham atitudes arrogantes, depreciativas e discriminatórias em relação aos outros irmãos da mesma fé. Paulo desfaz essa discussão e fortalece o fato de que todos, fracos e fortes, hão de comparecer ante o Tribunal de Cristo para que suas obras feitas através do corpo sejam julgadas. Nesse Tribunal, não há condenação, somente premiação pelas obras feitas.
Pr Elienai Cabral

A herética guarda do sábado pregada por Ellen G. White

Segundo o apologista Hank Hanegraaff, o adventismo é multifacetado. Há vários tipos de adventismo e, por isso mesmo, não devemos generalizar, e sim reconhecer que há, por exemplo, adventistas ortodoxos (aceitam os princípios da fé cristã histórica), liberais (negam a encarnação do Verbo, a sua ressurreição corpórea e a infalibilidade das Escrituras), etc. (HANEGRAAFF, p. 379). Mas, neste texto, refiro-me ao pior segmento do adventismo: o sabadólatra, que, além de se especializar em doutrinas extravagantes, como o sono da alma, confere status de profetisa a Ellen G. White (1827-1915) e propaga as suas teses sabadolátricas, inclusive em programas de televisão.

Nas obras da eminente adventista mencionada há muitas invencionices acerca da guarda do sábado. Ela chega a considerar a observância do sábado necessária para confirmar a salvação dos que creem em Jesus Cristo! A sabadolatria, sem dúvida, é a maior heresia do adventismo do sétimo dia. Ellen G. White afirmou, em sua obra mais famosa, que a desobediência ao quarto mandamento do Decálogo é a causa de existirem tantos pecadores no mundo: “Tivesse sido o sábado universalmente guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos ao Criador como objeto de reverência e culto, jamais tendo havido idólatra, ateu, ou incrédulo” (WHITE, p. 436). Então, por que a Bíblia não diz, em 2 Coríntios 5.17: “Quem guarda o sábado nova criatura é”? O que liberta o ser humano do poder do pecado e lhe outorga uma nova vida é o estar em Cristo (2 Co 5.17), e não a guarda do sábado.

Em outra obra, Patriarcas e Profetas, a senhora White asseverou: “o sábado é um sinal do poder de Cristo para nos fazer santos. E é dado a todos quantos Cristo santifica. Como sinal de Seu poder santificador, o sábado é dado a todos quantos, por meio de Cristo, se tornam parte do Israel de Deus”; frase citada no Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia (REID, p. 591). Nesse caso, os cristãos que não guardam o sábado não podem ser verdadeiramente santos? Não são mais o sangue de Jesus, a Palavra de Deus e o Espírito Santo que nos santificam? Outra invencionice sabadolátrica da senhora White diz respeito ao ministério terreno do Senhor Jesus: “Cristo, durante Seu ministério terrestre, deu ênfase aos imperiosos reclamos do sábado; em todo o Seu ensino Ele mostrou reverência pela instituição que Ele mesmo dera” (REID, p. 590).

A bem da verdade, o Senhor Jesus nunca ensinou a guarda do sábado! No Sermão da Montanha (Mt 5-7) nada foi dito a respeito da guarda do sábado. E olha que o Senhor aludiu ao Decálogo várias vezes! Ele só falou do sábado quando foi confrontado pelos fariseus (Mt 12.1-14). Jesus disse que os verdadeiros adoradores adoram o Pai em espírito e em verdade (Jo 4.23,24). Mas a senhora White acrescentou: “os adoradores de Deus se distinguirão especialmente pelo respeito ao quarto mandamento — dado o fato de ser este o sinal de Seu poder criador, e testemunha de Seu direito à reverência e homenagem do homem” (WHITE, p. 445).

Aliás, Ellen G. White, em sua tentativa de sacralizar ou endeusar o sábado, acrescentou várias palavras à revelação divina contida em Gênesis: “O sábado foi confiado a Adão, pai e representante de toda a família humana. [...] A instituição do sábado, que se originou no Éden, é tão antiga como o próprio mundo. Foi observado por todos os patriarcas, desde a criação” (REID, p. 589). Ela também disse: “o sábado foi guardado por Adão em sua inocência no santo Éden; por Adão, depois de caído mas arrependido, quando expulso de sua feliz morada. Foi guardado por todos os patriarcas, desde Abel até o justo Noé, até Abraão, Jacó” (WHITE, p. 453). Onde está escrito, em Gênesis, que Adão, Enoque, Noé, Abraão, Isaque e Jacó guardaram o sábado?

Quando Deus ordenou que Adão e seus descendentes deveriam guardar o sábado? Em Gênesis 2.1-3 está escrito que o Senhor, após ter concluído a obra da Criação, abençoou e santificou o sétimo dia. Mas isso não significa que Ele instituiu, ali, um mandamento eterno para toda a humanidade. Isso é uma grande invencionice da “profetisa” Ellen G. White, dos pregadores e telepregadores da sabadolatria. A senhora White afirmou que, ao ser proclamada a lei, no Sinai, “as primeiras palavras do quarto mandamento foram: ‘Lembra-te do dia do sábado, para o santificar’ (Êx 20:8), mostrando que o sábado não foi instituído ali; aponta-se-nos a sua origem na criação” (REID, p. 589).

Ora, a instituição da guarda do sábado para os israelitas ocorreu após a saída do Egito — e, por isso, é mencionada em Êxodo 16 —, antes, portanto, do Sinai. Daí o Senhor ter dito: “Lembra-te”. Mais uma vez a senhora White, valendo-se da eisegese, falsifica a Palavra de Deus (cf. 2 Co 2.17). Segundo a Bíblia, a instituição da guarda do sábado ocorreu após a saída do povo de Israel do Egito: “E ele [Moisés] disse-lhes [aos israelitas]: Isto é o que o SENHOR tem dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR” (Êx 16.23). Aqui, vemos a primeira menção, no Pentateuco, à guarda do sábado. O mandamento da guarda do sábado está, claramente, ligado à libertação do Egito (Dt 5.15). Segue-se que a guarda do sábado foi dada exclusivamente a Israel e os estrangeiros que habitassem em sua terra (Êx 20.1,2,8; 31.13; Is 56). O fato de o Criador ter santificado e abençoado o sábado após a Criação não denota que Ele tenha ordenado que o sétimo dia, a partir daquele momento, deveria ser guardado por Adão e sua descendência. A única ordenança de Deus para o homem, em Gênesis 2, foi esta: “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (vv.16,17).

Finalmente, a “profetisa” Ellen G. White disse, com base em Apocalipse 11.19, que os dez mandamentos estão guardados dentro da arca, no Céu, e que a guarda do sábado jamais foi abolida. E acrescenta: “Não puderam achar nas Escrituras prova alguma de que o quarto mandamento tivesse sido abolido, ou de que o sábado fora mudado” (WHITE, p. 433). Ora, o Decálogo faz parte da lei mosaica. E esta foi, sim, abolida, após a manifestação em carne do Senhor Jesus e sua obra expiatória (Jo 1.14-17; Lc 16.16; Rm 10.4; Cl 2.14-16). Que Deus nos guarde da sabadolatria e de todas as formas de idolatria (Gl 5.20; 1 Co 5.11; 10.7,14; 1 Jo 5.21). E que observemos o primeiro e grande mandamento apresentado pelo Senhor Jesus: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37).


sábado, 29 de abril de 2017

O terceiro Céu



Haveria mais de um céu? Penso que se Paulo disse que foi ao terceiro céu, então deve existir o primeiro céu e o segundo céu? Estou certo nesse pensamento? Onde na Bíblia podemos ver mais detalhes sobre isso? - See more at: https://www.esbocandoideias.com/2017/03/terceiro-ceu-na-biblia.html#sthash.OWDQTQe7.dpuf
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Haveria mais de um céu? Penso que se Paulo disse que foi ao terceiro céu, então deve existir o primeiro céu e o segundo céu? Estou certo nesse pensamento? Onde na Bíblia podemos ver mais detalhes sobre isso?

Onde fica o primeiro céu?
O primeiro céu é chamado na Teologia de: Auraneo (O céu dos homens ou o céu das estrelas)
Quando Paulo nomeia o paraíso de Deus como terceiro céu ele parece estar fazendo uma separação didática que era bem conhecida em sua época. Sendo assim, o primeiro céu seria aquele que é o mais próximo de nós, de nossa vista, aquele onde podemos ver os pássaros voando e as nuvens, além de outros fenômenos meteorológicos, daí ser ele o primeiro nível. “Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez” (Gênesis 1:9).

Onde fica o segundo céu?
O segundo céu é chamado de: Mesoraneo ( Regiões celestiais ou céu da guerra espiritual, habitação dos demonios )
 Já o segundo céu seria uma referência ao segundo nível dos céus, ou seja, aquele onde ficam as estrelas, as constelações e os luzeiros, que conhecemos mais popularmente por espaço sideral. “Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos” (Gênesis 1:14). Esses luzeiros, apesar de podermos vê-los (alguns), estão a um nível extremamente distante aqui da terra, daí poderem ser classificados como segundo céu.

Onde fica o terceiro céu? O terceiro céu é chamado de: Eporaneo ( A morada de Deus ou paraíso )
 O terceiro céu aponta para uma realidade espiritual e não física. É o nível que não pode ser visto pelo olho humano, onde a Bíblia aponta que Deus tem o Seu trono: “O SENHOR está no seu santo templo; nos céus tem o SENHOR seu trono; os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens” (Salmos 11:4). Ele é a realidade espiritual, ainda bem obscura para nós humanos, mas que foi descrita na Bíblia por diversas vezes como um lugar existente e habitado não só por Deus, mas também por criaturas celestiais.


Então existe mais de um céu. Paulo disse que foi ao terceiro céu.

Sua dúvida está em 2 Coríntios 12:1-4, ou a que palavras Paulo está se referindo como não sendo permitido ao homem falar: "Em verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar".

Paulo foi transportado ao terceiro céu (Eporaneo), que ele identifica aqui como o Paraíso, o mesmo lugar para onde foi o ladrão que morreu na cruz, e ouviu coisas que são impossíveis de serem explicadas em termos humanos. Ou seja, ainda que um suposto médium espírita quisesse invocar o ladrão que está no Paraíso para vir aqui contar como é lá, este não teria palavras para se expressar em termos terrenos, tamanha é a diferença entre o que se passa ali e o que vivenciamos aqui.

Isto não quer dizer que Paulo não tenha entendido o que ouviu ali. Você pode não saber falar um idioma porém compreender algo que um estrangeiro lhe diz, e mesmo assim não ter palavras para traduzir aquilo ipsis litteris a alguém que lhe pergunte sobre aquilo. O que Paulo ouviu foram coisas tão elevadas que não haveria paralelo na linguagem humana para expressá-las. Além disso, o modo como ele fala --  "que ao homem não é lícito falar"  -- indica que também não tinha autorização para tanto.

Um exemplo fraco disso seria um índio que nunca saiu da selva e nem viu TV ser transportado de repente em uma viagem pelo espaço numa cápsula, e lá na estação espacial ouvir todas as explicações dadas pelos astronautas. Imagine ele depois voltar e precisa explicar o que viu para os outros da tribo. Seria uma loucura, porque ele não teria nem parâmetros para comparar. Por isso os índios da América Central, quando viram os primeiros espanhóis montados em cavalos (na época não existiam cavalos nas Américas) acharam que cavalo e cavaleiro eram uma coisa só, isto é, que eram homens gigantes com quatro pernas. Eles logo se prostravam aterrorizados achando que estavam diante de deuses.

É por isso que não devemos dar crédito a esses "testemunhos" de pessoas que dizem ter ido ao céu ou ao inferno e saem por aí escrevendo livros e dando palestras. Se Paulo, que realmente foi arrebatado ao terceiro céu, disse ser impossível expressar em linguagem humana o que ele ouviu, quem essas pessoas acham que são para se considerarem aptas a revelar o que viram nesses lugares? Mesmo as visões gloriosas que encontramos nas Escrituras, descritas pelos profetas do Antigo Testamento e por João no livro de Apocalipse, são transformadas em linguagem de símbolos por faltarem elementos terrenos para explicá-las.

E veja também que Paulo toma tanto cuidado ao contar o que aconteceu consigo, que nem mesmo diz "eu fui ao Paraíso", mas coloca tudo numa terceira pessoa, dizendo "conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu." A possibilidade de sua carne se gloriar disso era tão grande que ele toma o maior cuidado, e mesmo assim logo em seguida já fala do "espinho na carne" que tinha para impedi-lo de se gloriar em razão da sublimidade e importância das muitas revelações que lhe foram dadas.

É aí que fica ainda mais absurdo vermos cristãos que rejeitam os escritos de Paulo como sendo opinião pessoal de um velho machista. Obviamente quem é espiritual irá entender quão elevadas foram as revelações que esse servo de Deus recebeu, dentre elas a revelação da Igreja, o segredo escondido nos séculos anteriores, as quais evidentemente não eram compreendidas nem em seu próprio tempo. No último capítulo de sua última carta, 2 Timóteo, ele conta que tinha sido abandonado por muitos.

Há ainda quem tente lançar descrédito sobre as epístolas de Paulo citando o que Pedro diz, como se o próprio Pedro estivesse criticando o que Paulo dizia:

2Pe 3:15-16 "E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição".

Porém o que Pedro fala aqui não é contra o ensino de Paulo, mas totalmente a favor. Ele reconhece que Paulo recebeu do Senhor uma sabedoria ímpar, e por isso falava de coisas difíceis de entender que os ignorantes distorciam. Pedro condena assim qualquer um que queira desacreditar os escritos de Paulo. Hoje há muitos que não entendem o evangelho de Paulo (Romanos) e pregam uma salvação por obras da Lei ou pelo batismo, rejeitam a doutrina da Trindade, duvidam da eleição dos salvos, desobedecem a doutrina por ele ensinada sobre a mulher cobrir a cabeça e ficar calada nas reuniões da igreja etc.


terça-feira, 25 de abril de 2017

O MILÊNIO

A vida no Milênio

Muitos confundem as profecias sobre a Nova Jerusalém com as do milênio; o milênio é um PARAÍSO terreno, ocorre antes ao juízo; a Nova Jerusalém é celestial (Cidade Divina), é eterna e pertence à Nova Criação; vem junto à Criação de Novos Céus e Nova Terra; isso se dará somente após o Juízo e a definição do destino de todos os que hão de comparecer ao juízo.
O Milênio é o reinado de Cristo nesta terra c/ todos os seus; ou seja, os que o amaram nesta vida e pela fé o seguiram. (Heb. 11 e Jo. 14:3)
No milênio não está claro se teremos filhos ou não, mas teremos corpos glorificados e viveremos nesta terra feita num paraíso, como o Éden. (Ez. 36:35-36 - Is. 51:3)
Também no Milênio não haverá pecado (como muitos pensam), pois onde Cristo reina, não pode existir pecado jamais.
O Senhor é Luz e não reina em trevas, conforme diz: Não há comunhão entre a luz e as trevas.

Em suma:
Onde a plena luz do Senhor habita as trevas não existem. 
Por isso diz em Daniel 9:24 que quando findarem as 70 semanas, a transgressão cessará, e os pecados serão findados. 
O que significa que toda a carne terá o seu fim, pois como pode o pecado ter fim, com os pecadores ainda a viver??
Por isso, o pecado não subsiste à congregação dos santos... (Sof. 1:3 - Sof. 1:18 - Luc. 17:27 e 29)
Então o pecado há de findar-se (com o fim de toda a carne, na morte de todos os filhos de Adão - I Cor. 15:50), e também a transgressão cessa para que Cristo - Rei dos reis - habite c/ os homens e seja-lhes Rei.

Quanto à Nova Jerusalém (Apc. 21) ela só vem após o Juízo, no qual todos os homens (exceto os da 1ª ressurreição) hão de comparecer para serem julgados, conforme as suas obras. 
No Juízo, todo o que se achar inscrito no livro da vida ressuscita, após julgado, e constado no livro, e não antes; o livro da vida é que confere o direito à vida, na ressurreição para a vergonha e desprezo eterno (Daniel 12:2c) e a Nova Terra habitará (na qual habita a justiça), porém jamais verá a Deus.
Já, aos homens AUSENTES no Livro da Vida (no Juízo) sofrerão o dano da segunda morte indo ao lago de fogo e enxofre, e creio, hão de ser extintos, pois o homem não possui eternidade nem é imortal.
Ele é mortal, e bem mortal; é apenas fôlego de vida, é alma vivente; e, tendo recebido de Deus mandamento a cumprir quando criado, para não morrer, e desobedecido, certamente morrerá; porque ninguém, mas ninguém mesmo o poderá livrar da sentença Divina, e o homem, por fim há de morrer eternamente, porquanto desobedeceu e nunca creu - por isso diz: segunda morte. (Apc. 20:15 – Apc. 21:8)
E à Nova Jerusalém, irão unicamente aqueles cujos nomes se acham inscritos no Livro da Vida do Cordeiro (o Livro da Vida do Cordeiro pertence ao Cordeiro, e não é o Livro da Vida, aberto no dia do juízo). (Apc. 21:27 - Apc. 13:8 )
Somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro reinam c/ Cristo o milênio e adentram à Jerusalém Celestial - cidade de ouro puro cujo Artífice e Construtor é Deus. 
E conforme diz: 
"Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus." (Apc. 21:3)
"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas."(Apc. 21:4)

E p/ sempre estarão com Jesus e com Deus Pai! Amém! (Apc. 7:17)
 

Haverá morte no Milênio ?

Prestemos atenção a esse verso, que muitos, com ele, se confundem.
Isaias 65:20 (conforme Almeida Revista e Corrigida)
"Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias porque o mancebo morrerá de cem anos mas o pecador de cem anos será amaldiçoado."

Esse verso se mostra totalmente figurativo, vejamos:
Não haverá nela criança de poucos dias. Então não haverá crianças!
E não haverá velho que não cumpra os seus dias mas o mancebo morre aos cem anos?? (Um desfaz o outro, porque se o mancebo morre aos cem anos então haverá sim, velho a não cumprir os seus dias).
Mas se não haverá velho que não cumpra os seus dias então todos cumprirão os seus dias, e como pode o mancebo morrer aos cem???
Quanto a ser amaldiçoado o pecador de cem anos, então aos 50 anos e 90 estará tudo bem? Se não há de haver mal?
Ora, esse verso é totalmente figurativo conforme podemos notar.

Então, conforme diz sobre o mesmo milênio, temos: "Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar."(Is. 11:9) Ora, está bem claro, não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte.
E outra vez: "O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor." (Is. 65:25)


Haverá pecado no Milênio ?

Bom, para responder esta questão, procurarei sanar algumas questões contidas na pergunta bipartida abaixo:

Ao estabelecer o Reino Milenar, o Senhor Jesus terá como súditos todos os crentes que morreram na fé. Estes terão corpos glorificados e reinarão com Cristo na Terra por mil anos. Nesse período haverá pessoas mortais participando desde período milenar?
Segundo: haverá procriação e conseqüente aumento de viventes na Terra? se afirmativo, os mortais interagirão com os ressuscitados glorificados?

Vamos por etapa:
1 - Ao estabelecer o Reino Milenar, o Senhor Jesus terá como súditos todos os crentes que morreram na fé!
R: Amém! Assim creio!

2 - Estes terão corpos glorificados e reinarão com Cristo na Terra por mil anos.
R: Amém! Assim creio!

3 - Nesse período haverá pessoas mortais participando desde período milenar?
R: Não! Não haverá homens na carne de pecado a herdarem o milênio!
Porque nessa época já terá cessado a transgressão e serão findados os pecados - Daniel 9:24.
Ou seja, vem o fim do mundo, o fim de toda a carne: a consumação dos séculos - na batalha do Armagedom, na qual toda a carne há de expirar-se! Amém! (Mat. 13:37-43 - Apc. 16:16 - Apc. 19:11-21)  É nesta época antes de se iniciar o milênio que esse J e til da lei (o certamente morrerá, voltando ao pó donde viera) terá seu cumprimento sobre todo o filho de Adão, não restando um sequer!

4 - Haverá procriação e conseqüente aumento de viventes na Terra?
R: Bom, isso é uma incógnita.
Pois ao reino de Cristo só estarão os remidos e em corpo glorificado.

5 - Se afirmativo, os mortais interagirão com os ressuscitados glorificados?
R: Não! Não haverá homens na carne de pecado habitando o milênio.
O reino de Cristo é um reino bendito, pacífico, de amor, justiça, retidão e bondade, um reino da verdade, coisas que a carne jamais cumprirá ou estará sujeita, pois não é sujeita a lei de Deus.
Além disso Jesus disse: "Porque até que o céu e a terra passem nem um j ou til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido." (Mat. 5:18)
Isso significa que tudo o que a lei diz, ao homem na carne de pecado o diz, e tem de cumprir-se, não podendo ser anulado.
E se os homens adentrassem o milênio, na carne de pecado, trariam consigo ao reino de Cristo toda a maldição da lei, maldição de Deus ao homem pecador; porquanto a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo em que ele vive. (Rom. 7:1)
E, somente mediante sua morte é que o homem, livre está da lei!
Demonstrando deveras, que toda a carne terá seu fim, porquanto o reino de Cristo é Reino Bendito e sem mal algum e muito menos maldição - não havendo homem algum na carne de pecado (livre ou fora da maldição da lei), e não é só a maldição descrita em Gálatas 3:10 e Deuteronômio 27:26 - mas também esta:
"E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida." (Gen. 3:17)

Por isso a carne e o sangue não podem ir ao milênio.
Pois a lei não pode ser anulada! E se houvesse um só homem na carne de pecado sobre a face da terra, a lei, que sobre ela está promulgada, por causa do mesmo homem, se faz presente e nela se cumpre, tornando-a maldita!
E, somente para o que está em Cristo, devido a Sua morte, para nos tirar da lei, é que ela (p/ o cristão) findou-se, porquanto está escrito:
"Porque o fim da lei é Cristo para a justiça de todo aquele que crê." (Rom. 10:4)
Isso devido a morte de Cristo, para findá-la por nós e para nós. E mesmo o cristão pois vive na carne, tem a sua obrigatoriedade em trabalhar no suor do seu rosto para se obter o pão: ordenança de Deus à vida na carne imediatamente após o pecado de Adão.
O que dirá então para os que nem são de Cristo?!
Assim, para os demais homens, na carne de pecado, e aquém de Cristo - tudo o que está na lei, e há na lei, há de se cumprir sobre eles; não podendo se anular!
Até isso:
"Os ímpios serão lançados no inferno e todas as gentes que se esquecem de Deus." (Sal. 9:17) (lei)
Até isso:
"... certamente morrerás" (Gen. 2:17) (lei)
Até isso:
c (lei)
Até isso:
"E como aos homens está ordenado morrerem uma vez vindo depois disso o juízo. (Heb. 9:27) (lei)

Em suma: tudo o que está escrito na lei (todos os seus jotas e tis) determinados a se cumprirem nos homens, há de se ter o seu cumprimento sobre eles - os que não têm a Cristo - e isso antes de céu e terra passarem!
Inclusive o inferno de fogo!
Por isso é que está determinado a término da profecia das 70 semanas determinadas sobre Jerusalém e os judeus (Daniel 9): o cessar da transgressão e o findar dos pecados!
- Por quê???
- Porque os pecadores todos hão de terem o seu fim na morte - porque só assim é que o pecado finda-se; mediante a morte do pecador!
Versos das profecias quanto ao fim do mundo: Sof. 1:2-3 - Sof. 1:18 - Mat. 24:14b - Apc. 19:20-21 etc.

Então, conforme diz a profecia: a terra assolada tornar-se-á um paraíso (Ez. 36:35-36), e nele (paraíso) não poderá se haver mal, nem dano algum, e portanto, jamais o pecado.!
Pois por esse, é que o paraíso, no princípio, deixou de sê-lo!

Amém!