sábado, 29 de abril de 2017

O terceiro Céu



Haveria mais de um céu? Penso que se Paulo disse que foi ao terceiro céu, então deve existir o primeiro céu e o segundo céu? Estou certo nesse pensamento? Onde na Bíblia podemos ver mais detalhes sobre isso? - See more at: https://www.esbocandoideias.com/2017/03/terceiro-ceu-na-biblia.html#sthash.OWDQTQe7.dpuf
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Haveria mais de um céu? Penso que se Paulo disse que foi ao terceiro céu, então deve existir o primeiro céu e o segundo céu? Estou certo nesse pensamento? Onde na Bíblia podemos ver mais detalhes sobre isso?

Onde fica o primeiro céu?
O primeiro céu é chamado na Teologia de: Auraneo (O céu dos homens ou o céu das estrelas)
Quando Paulo nomeia o paraíso de Deus como terceiro céu ele parece estar fazendo uma separação didática que era bem conhecida em sua época. Sendo assim, o primeiro céu seria aquele que é o mais próximo de nós, de nossa vista, aquele onde podemos ver os pássaros voando e as nuvens, além de outros fenômenos meteorológicos, daí ser ele o primeiro nível. “Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez” (Gênesis 1:9).

Onde fica o segundo céu?
O segundo céu é chamado de: Mesoraneo ( Regiões celestiais ou céu da guerra espiritual, habitação dos demonios )
 Já o segundo céu seria uma referência ao segundo nível dos céus, ou seja, aquele onde ficam as estrelas, as constelações e os luzeiros, que conhecemos mais popularmente por espaço sideral. “Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos” (Gênesis 1:14). Esses luzeiros, apesar de podermos vê-los (alguns), estão a um nível extremamente distante aqui da terra, daí poderem ser classificados como segundo céu.

Onde fica o terceiro céu? O terceiro céu é chamado de: Eporaneo ( A morada de Deus ou paraíso )
 O terceiro céu aponta para uma realidade espiritual e não física. É o nível que não pode ser visto pelo olho humano, onde a Bíblia aponta que Deus tem o Seu trono: “O SENHOR está no seu santo templo; nos céus tem o SENHOR seu trono; os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens” (Salmos 11:4). Ele é a realidade espiritual, ainda bem obscura para nós humanos, mas que foi descrita na Bíblia por diversas vezes como um lugar existente e habitado não só por Deus, mas também por criaturas celestiais.


Então existe mais de um céu. Paulo disse que foi ao terceiro céu.

Sua dúvida está em 2 Coríntios 12:1-4, ou a que palavras Paulo está se referindo como não sendo permitido ao homem falar: "Em verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar".

Paulo foi transportado ao terceiro céu (Eporaneo), que ele identifica aqui como o Paraíso, o mesmo lugar para onde foi o ladrão que morreu na cruz, e ouviu coisas que são impossíveis de serem explicadas em termos humanos. Ou seja, ainda que um suposto médium espírita quisesse invocar o ladrão que está no Paraíso para vir aqui contar como é lá, este não teria palavras para se expressar em termos terrenos, tamanha é a diferença entre o que se passa ali e o que vivenciamos aqui.

Isto não quer dizer que Paulo não tenha entendido o que ouviu ali. Você pode não saber falar um idioma porém compreender algo que um estrangeiro lhe diz, e mesmo assim não ter palavras para traduzir aquilo ipsis litteris a alguém que lhe pergunte sobre aquilo. O que Paulo ouviu foram coisas tão elevadas que não haveria paralelo na linguagem humana para expressá-las. Além disso, o modo como ele fala --  "que ao homem não é lícito falar"  -- indica que também não tinha autorização para tanto.

Um exemplo fraco disso seria um índio que nunca saiu da selva e nem viu TV ser transportado de repente em uma viagem pelo espaço numa cápsula, e lá na estação espacial ouvir todas as explicações dadas pelos astronautas. Imagine ele depois voltar e precisa explicar o que viu para os outros da tribo. Seria uma loucura, porque ele não teria nem parâmetros para comparar. Por isso os índios da América Central, quando viram os primeiros espanhóis montados em cavalos (na época não existiam cavalos nas Américas) acharam que cavalo e cavaleiro eram uma coisa só, isto é, que eram homens gigantes com quatro pernas. Eles logo se prostravam aterrorizados achando que estavam diante de deuses.

É por isso que não devemos dar crédito a esses "testemunhos" de pessoas que dizem ter ido ao céu ou ao inferno e saem por aí escrevendo livros e dando palestras. Se Paulo, que realmente foi arrebatado ao terceiro céu, disse ser impossível expressar em linguagem humana o que ele ouviu, quem essas pessoas acham que são para se considerarem aptas a revelar o que viram nesses lugares? Mesmo as visões gloriosas que encontramos nas Escrituras, descritas pelos profetas do Antigo Testamento e por João no livro de Apocalipse, são transformadas em linguagem de símbolos por faltarem elementos terrenos para explicá-las.

E veja também que Paulo toma tanto cuidado ao contar o que aconteceu consigo, que nem mesmo diz "eu fui ao Paraíso", mas coloca tudo numa terceira pessoa, dizendo "conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu." A possibilidade de sua carne se gloriar disso era tão grande que ele toma o maior cuidado, e mesmo assim logo em seguida já fala do "espinho na carne" que tinha para impedi-lo de se gloriar em razão da sublimidade e importância das muitas revelações que lhe foram dadas.

É aí que fica ainda mais absurdo vermos cristãos que rejeitam os escritos de Paulo como sendo opinião pessoal de um velho machista. Obviamente quem é espiritual irá entender quão elevadas foram as revelações que esse servo de Deus recebeu, dentre elas a revelação da Igreja, o segredo escondido nos séculos anteriores, as quais evidentemente não eram compreendidas nem em seu próprio tempo. No último capítulo de sua última carta, 2 Timóteo, ele conta que tinha sido abandonado por muitos.

Há ainda quem tente lançar descrédito sobre as epístolas de Paulo citando o que Pedro diz, como se o próprio Pedro estivesse criticando o que Paulo dizia:

2Pe 3:15-16 "E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição".

Porém o que Pedro fala aqui não é contra o ensino de Paulo, mas totalmente a favor. Ele reconhece que Paulo recebeu do Senhor uma sabedoria ímpar, e por isso falava de coisas difíceis de entender que os ignorantes distorciam. Pedro condena assim qualquer um que queira desacreditar os escritos de Paulo. Hoje há muitos que não entendem o evangelho de Paulo (Romanos) e pregam uma salvação por obras da Lei ou pelo batismo, rejeitam a doutrina da Trindade, duvidam da eleição dos salvos, desobedecem a doutrina por ele ensinada sobre a mulher cobrir a cabeça e ficar calada nas reuniões da igreja etc.


terça-feira, 25 de abril de 2017

O MILÊNIO

A vida no Milênio

Muitos confundem as profecias sobre a Nova Jerusalém com as do milênio; o milênio é um PARAÍSO terreno, ocorre antes ao juízo; a Nova Jerusalém é celestial (Cidade Divina), é eterna e pertence à Nova Criação; vem junto à Criação de Novos Céus e Nova Terra; isso se dará somente após o Juízo e a definição do destino de todos os que hão de comparecer ao juízo.
O Milênio é o reinado de Cristo nesta terra c/ todos os seus; ou seja, os que o amaram nesta vida e pela fé o seguiram. (Heb. 11 e Jo. 14:3)
No milênio não está claro se teremos filhos ou não, mas teremos corpos glorificados e viveremos nesta terra feita num paraíso, como o Éden. (Ez. 36:35-36 - Is. 51:3)
Também no Milênio não haverá pecado (como muitos pensam), pois onde Cristo reina, não pode existir pecado jamais.
O Senhor é Luz e não reina em trevas, conforme diz: Não há comunhão entre a luz e as trevas.

Em suma:
Onde a plena luz do Senhor habita as trevas não existem. 
Por isso diz em Daniel 9:24 que quando findarem as 70 semanas, a transgressão cessará, e os pecados serão findados. 
O que significa que toda a carne terá o seu fim, pois como pode o pecado ter fim, com os pecadores ainda a viver??
Por isso, o pecado não subsiste à congregação dos santos... (Sof. 1:3 - Sof. 1:18 - Luc. 17:27 e 29)
Então o pecado há de findar-se (com o fim de toda a carne, na morte de todos os filhos de Adão - I Cor. 15:50), e também a transgressão cessa para que Cristo - Rei dos reis - habite c/ os homens e seja-lhes Rei.

Quanto à Nova Jerusalém (Apc. 21) ela só vem após o Juízo, no qual todos os homens (exceto os da 1ª ressurreição) hão de comparecer para serem julgados, conforme as suas obras. 
No Juízo, todo o que se achar inscrito no livro da vida ressuscita, após julgado, e constado no livro, e não antes; o livro da vida é que confere o direito à vida, na ressurreição para a vergonha e desprezo eterno (Daniel 12:2c) e a Nova Terra habitará (na qual habita a justiça), porém jamais verá a Deus.
Já, aos homens AUSENTES no Livro da Vida (no Juízo) sofrerão o dano da segunda morte indo ao lago de fogo e enxofre, e creio, hão de ser extintos, pois o homem não possui eternidade nem é imortal.
Ele é mortal, e bem mortal; é apenas fôlego de vida, é alma vivente; e, tendo recebido de Deus mandamento a cumprir quando criado, para não morrer, e desobedecido, certamente morrerá; porque ninguém, mas ninguém mesmo o poderá livrar da sentença Divina, e o homem, por fim há de morrer eternamente, porquanto desobedeceu e nunca creu - por isso diz: segunda morte. (Apc. 20:15 – Apc. 21:8)
E à Nova Jerusalém, irão unicamente aqueles cujos nomes se acham inscritos no Livro da Vida do Cordeiro (o Livro da Vida do Cordeiro pertence ao Cordeiro, e não é o Livro da Vida, aberto no dia do juízo). (Apc. 21:27 - Apc. 13:8 )
Somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro reinam c/ Cristo o milênio e adentram à Jerusalém Celestial - cidade de ouro puro cujo Artífice e Construtor é Deus. 
E conforme diz: 
"Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus." (Apc. 21:3)
"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas."(Apc. 21:4)

E p/ sempre estarão com Jesus e com Deus Pai! Amém! (Apc. 7:17)
 

Haverá morte no Milênio ?

Prestemos atenção a esse verso, que muitos, com ele, se confundem.
Isaias 65:20 (conforme Almeida Revista e Corrigida)
"Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias porque o mancebo morrerá de cem anos mas o pecador de cem anos será amaldiçoado."

Esse verso se mostra totalmente figurativo, vejamos:
Não haverá nela criança de poucos dias. Então não haverá crianças!
E não haverá velho que não cumpra os seus dias mas o mancebo morre aos cem anos?? (Um desfaz o outro, porque se o mancebo morre aos cem anos então haverá sim, velho a não cumprir os seus dias).
Mas se não haverá velho que não cumpra os seus dias então todos cumprirão os seus dias, e como pode o mancebo morrer aos cem???
Quanto a ser amaldiçoado o pecador de cem anos, então aos 50 anos e 90 estará tudo bem? Se não há de haver mal?
Ora, esse verso é totalmente figurativo conforme podemos notar.

Então, conforme diz sobre o mesmo milênio, temos: "Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar."(Is. 11:9) Ora, está bem claro, não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte.
E outra vez: "O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor." (Is. 65:25)


Haverá pecado no Milênio ?

Bom, para responder esta questão, procurarei sanar algumas questões contidas na pergunta bipartida abaixo:

Ao estabelecer o Reino Milenar, o Senhor Jesus terá como súditos todos os crentes que morreram na fé. Estes terão corpos glorificados e reinarão com Cristo na Terra por mil anos. Nesse período haverá pessoas mortais participando desde período milenar?
Segundo: haverá procriação e conseqüente aumento de viventes na Terra? se afirmativo, os mortais interagirão com os ressuscitados glorificados?

Vamos por etapa:
1 - Ao estabelecer o Reino Milenar, o Senhor Jesus terá como súditos todos os crentes que morreram na fé!
R: Amém! Assim creio!

2 - Estes terão corpos glorificados e reinarão com Cristo na Terra por mil anos.
R: Amém! Assim creio!

3 - Nesse período haverá pessoas mortais participando desde período milenar?
R: Não! Não haverá homens na carne de pecado a herdarem o milênio!
Porque nessa época já terá cessado a transgressão e serão findados os pecados - Daniel 9:24.
Ou seja, vem o fim do mundo, o fim de toda a carne: a consumação dos séculos - na batalha do Armagedom, na qual toda a carne há de expirar-se! Amém! (Mat. 13:37-43 - Apc. 16:16 - Apc. 19:11-21)  É nesta época antes de se iniciar o milênio que esse J e til da lei (o certamente morrerá, voltando ao pó donde viera) terá seu cumprimento sobre todo o filho de Adão, não restando um sequer!

4 - Haverá procriação e conseqüente aumento de viventes na Terra?
R: Bom, isso é uma incógnita.
Pois ao reino de Cristo só estarão os remidos e em corpo glorificado.

5 - Se afirmativo, os mortais interagirão com os ressuscitados glorificados?
R: Não! Não haverá homens na carne de pecado habitando o milênio.
O reino de Cristo é um reino bendito, pacífico, de amor, justiça, retidão e bondade, um reino da verdade, coisas que a carne jamais cumprirá ou estará sujeita, pois não é sujeita a lei de Deus.
Além disso Jesus disse: "Porque até que o céu e a terra passem nem um j ou til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido." (Mat. 5:18)
Isso significa que tudo o que a lei diz, ao homem na carne de pecado o diz, e tem de cumprir-se, não podendo ser anulado.
E se os homens adentrassem o milênio, na carne de pecado, trariam consigo ao reino de Cristo toda a maldição da lei, maldição de Deus ao homem pecador; porquanto a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo em que ele vive. (Rom. 7:1)
E, somente mediante sua morte é que o homem, livre está da lei!
Demonstrando deveras, que toda a carne terá seu fim, porquanto o reino de Cristo é Reino Bendito e sem mal algum e muito menos maldição - não havendo homem algum na carne de pecado (livre ou fora da maldição da lei), e não é só a maldição descrita em Gálatas 3:10 e Deuteronômio 27:26 - mas também esta:
"E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida." (Gen. 3:17)

Por isso a carne e o sangue não podem ir ao milênio.
Pois a lei não pode ser anulada! E se houvesse um só homem na carne de pecado sobre a face da terra, a lei, que sobre ela está promulgada, por causa do mesmo homem, se faz presente e nela se cumpre, tornando-a maldita!
E, somente para o que está em Cristo, devido a Sua morte, para nos tirar da lei, é que ela (p/ o cristão) findou-se, porquanto está escrito:
"Porque o fim da lei é Cristo para a justiça de todo aquele que crê." (Rom. 10:4)
Isso devido a morte de Cristo, para findá-la por nós e para nós. E mesmo o cristão pois vive na carne, tem a sua obrigatoriedade em trabalhar no suor do seu rosto para se obter o pão: ordenança de Deus à vida na carne imediatamente após o pecado de Adão.
O que dirá então para os que nem são de Cristo?!
Assim, para os demais homens, na carne de pecado, e aquém de Cristo - tudo o que está na lei, e há na lei, há de se cumprir sobre eles; não podendo se anular!
Até isso:
"Os ímpios serão lançados no inferno e todas as gentes que se esquecem de Deus." (Sal. 9:17) (lei)
Até isso:
"... certamente morrerás" (Gen. 2:17) (lei)
Até isso:
c (lei)
Até isso:
"E como aos homens está ordenado morrerem uma vez vindo depois disso o juízo. (Heb. 9:27) (lei)

Em suma: tudo o que está escrito na lei (todos os seus jotas e tis) determinados a se cumprirem nos homens, há de se ter o seu cumprimento sobre eles - os que não têm a Cristo - e isso antes de céu e terra passarem!
Inclusive o inferno de fogo!
Por isso é que está determinado a término da profecia das 70 semanas determinadas sobre Jerusalém e os judeus (Daniel 9): o cessar da transgressão e o findar dos pecados!
- Por quê???
- Porque os pecadores todos hão de terem o seu fim na morte - porque só assim é que o pecado finda-se; mediante a morte do pecador!
Versos das profecias quanto ao fim do mundo: Sof. 1:2-3 - Sof. 1:18 - Mat. 24:14b - Apc. 19:20-21 etc.

Então, conforme diz a profecia: a terra assolada tornar-se-á um paraíso (Ez. 36:35-36), e nele (paraíso) não poderá se haver mal, nem dano algum, e portanto, jamais o pecado.!
Pois por esse, é que o paraíso, no princípio, deixou de sê-lo!

Amém!

sexta-feira, 17 de março de 2017

NOSSO CREDO, VALORES, VISÃO E MISSÃO

O propósito de nossa igreja Assembléia de Deus Missão Profética é levar pessoas a um relacionamento intenso com Deus, amar e servir ao próximo, e fazer Jesus conhecido de todos os povos, no poder do Espírito Santo.

A missão, visão e valores da Igreja Pentecostal Assembleia de Deus Missão Profética no Brasil incluem:

   Missão: Pregar o evangelho, batizar conversos, e promover a fraternidade cristã.

   Glorificar o nome de Deus

   Cultuar a comunhão entre os membros

  Cumprir o ide de Jesus e seus princípios

  Plantar igrejas

  Formar líderes

  Exercer compaixão e graça

  Expandir o reino de Deus nos lares

 

Visão: Levar as pessoas a ter um relacionamento com Deus e fazer Jesus conhecido.

          A visão da nossa igreja está pautada em sentimentos que Deus foi colocando ao longo do tempo no coração de sua liderança. Queremos ser uma igreja que cresce em direção a Deus, num compromisso sério com Ele, buscando conhecê-Lo na Sua intimidade, poder, Graça e em Sua Força. E por isso todo ministério está pautado na Palavra de Deus, na exposição bíblica, numa visão de mobilização de todo povo de Deus, à intercessão e ao discipulado.

        O segundo aspecto desta visão é um crescimento para fora, no sentido de ser uma igreja contextualizada, que faz diferença na comunidade e que penetra em todos os campos da sociedade, deixando a marca do sal e da luz do Senhor Jesus. Por isso queremos fazer Jesus conhecido de todos os povos, de todas as pessoas e queremos servir ao nosso semelhante demonstrando o poder e o amor do Senhor Jesus de modo prático.

       O terceiro aspecto desta visão é quando nós olhamos para dentro, e ao mesmo tempo que queremos ser essa igreja que tem uma intensa busca espiritual e uma missão muito forte dentro do coração de cada membro, desejamos ser também uma igreja comunidade, uma igreja família, uma igreja que olha uns para os outros, e que se relaciona com intensidade e amor

Valores: Amar a Deus acima de tudo, trabalhar o discipulado, e ser uma igreja contextualizada.

A Igreja Pentecostal Assembleia de Deus Missão Profética tem impactado positivamente muitas vidas no Brasil através de suas ações sociais, educacionais e espirituais.

 

Credo da Igreja Pentecostal Assembléia de Deus Missão Profética

 Autoridade e o Poder da Bíblia.  Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Antigo como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação.

A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.
1 (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29)  Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
2  (2Tm 3.14-17).  Na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter cristão.
3   (Is 7.14; Mt 1.23; Rm 8.34; At 1.9).  Na concepção e no nascimento virginal de Jesus, plenamente Homem (não teve por usurpação ser igual a Deus, Filipenses 2:6), em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus.
4   (Rm 3.23; At 3.19) . Na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo podem restaurá-lo a Deus.
5   (Jo 3.3-8; Ef 2.8,9).  Na necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus.
6   (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26; Hb 7.25; 5.9).  No perdão dos pecados, na salvação plena e na justificação pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor.
7   (Jo 4.23; 1Tm 3.15; Hb 12.23; Ap 22.17).  Na igreja, coluna e firmeza da verdade, uma, santa e universal assembleia dos fiéis remidos de todas as eras e todos os lugares, chamados do mundo pelo Espírito Santo para seguir a Cristo e adorar a Deus.
8   (Mt 28.19; Rm 6.1-6; Cl 2.12).  No batismo bíblico efetuado por imersão em águas, uma só vez, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo.
9   (Hb 9.14; 1Pe 1.15).  Na necessidade e na possibilidade de termos a vida santa e irrepreensível por obra do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas de Jesus Cristo.
 10 (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7).  No batismo bíblico com o Espírito Santo, que nos é dado por Jesus Cristo, mediante a evidência física do falar em outras línguas, conforme a sua vontade.
 11 (1Co 12.1-12).  Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme Sua soberana vontade para o que for útil.
12  (1Ts 4.16, 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 14).  Na segunda vinda de Cristo, em duas fases distintas: primeira – invisível ao mundo, para arrebatar a Sua Igreja, antes da Grande Tribulação; segunda – visível e corporal, com a Sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos.
3  (2Co 5.10).  No comparecimento ante o Tribunal de Cristo de todos os cristãos arrebatados;, para receberem a recompensa pelos seus feitos em favor da causa de Cristo na Terra.

14   (Mt 25.46; Ap 20.11-15).  No Juízo Final, onde serão julgados os que fizerem parte da Última Ressurreição; e na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Os Mortos




O Estado Intermediário dos Mortos
 Um dos assuntos mais divergentes entre as igrejas é a respeito da condição dos mortos, esse artigo nao esgota o assunto mas quero mostrar pontos importantes a cerca do que ocorre após a morte.
O mesmo Jesus em Lucas 16:19-31 conta a parábola do rico e de Lazaro, estes após  morrerem foram levados a lugares diferentes, o rico ao hades ou sheol [(Hades e Sheol. O termo haídes é o equivalente grego da palavra hebraica she'óhl, usualmente trasnsliterada para o português por Sheol, e aplica-se à sepultura comum da população (em contraste com a palavra grega Táfos, uma sepultura individual)]; assim sendo a bíblia diz que o rico nao podia sair de onde estava e nem tampouco Lazaro que se encontrava no seio de Abraão poderia sair.
“Assim entendemos que a morte física não é o fim. Temos esperanças, garantia de que, quando Cristo voltar, “os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro?” (1 Ts 4.16).

O homem é uma alma que tem dois corpos, um corpo material e um corpo espiritual, para se relacionar nos dois mundos simultaneamente,(mundo espiritual e mundo material)  
Se há corpo natural, há também corpo espiritual. 1 Coríntios 15:44;  
E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. Mateus 10:28;  
E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Tessalonicenses 5:23.
Observe as passagens acima que esclarece que o corpo físico morre, porem o corpo espiritual (espirito) volta para o domínio de Deus; se o individuo morreu salvo, seu espirito vai para o paraíso (cativeiro), mas se morreu sem salvação, seu espirito vai para um lugar de tormento (Lucas 16:24). 
Antes da encarnação de Jesus Cristo os salvos mortos ficavam no mesmo plano (nível) que os perdidos, tendo um abismo separando ambos; porem no advento da morte de Cristo, (Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. Efésios 4:8) o mesmo Jesus subindo ao céu levou o cativeiro (paraíso) ao céu, assim quem morre salvo agora sobe e não mais desce.
O ladrão na cruz ao lado de Jesus reconhece os seus pecados e pede para Jesus lembrar dele quando estivesse no Reino, mas Jesus garante a salvação para Ele, mas não o reino, Jesus não promete o reino, pois o reino estava distante, mas o paraíso (lugar dos mortos salvos) este sim, foi garantido; Jesus morreu e foi para lá juntamente com aquele ladrão.

 Jesus morreu e foi ao paraíso (hades, Seol, Inferno) mas não permaneceu lá ( Atos 2:27; Salmos 3:5; Atos 2:32),

O Sheol como Habitação dos Mortos

Os hebreus compartilhavam com seus vizinhos, do conceito da existência de uma região ocupada pelos mortos, onde eles sobreviviam à morte física, mas onde a existência seria em meio a sombras....antes eu vá para o lugar de que não voltarei, para a terra das trevas e da sombra da morte; terra de negridão, de profunda escuridade, terra da sombra e da morte e do caos, onde a própria luz é tenebrosa” (Jó 10.21, 22). Pensavam assim pois ainda nao conheciam sobre a ressurreição dos mortos.

Lugar de Almas Desincorporadas, Conscientes

O Sheol, é um lugar onde as almas, desfrutam de existência contínua, em vez de ser um lugar de aniquilamento, conforme alguns, equivocadamente, têm ensinado. Na verdade, os habitantes do Sheol não estão fora do alcance de Deus. “Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo (no hebraico, Sheol), lá estás também” (Sl 139.8). “O além (no hebraico Sheol), está desnudo perante ele, e não há coberta para o abismo (no hebraico, abaddon)” (Jó 26.6). Entretanto, no Antigo Testamento o Sheol não parece como um lugar de desespero sem esperança. Antes, o próprio Antigo Testamento por diversas vezes declara que Deus livrará o seu povo do Sheol. Isso ocorreu por ocasião da descida de Cristo ao Hades, quando “levou cativo o cativeiro” (Ef 4.7); No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; 1 Pedro 3:19.

Localidade Imaginária

O Sheol aparece como um lugar subterrâneo: “Mas, se o Senhor criar alguma coisa inaudita, e a terra abrir a sua boca e os tragar contudo o que é seu, e vivos descerem ao abismo (no hebraico Sheol), então conhecereis que estes homens desprezaram o Senhor” (Nm 16.30). Também era conhecido como um lugar de almas subterrâneas: “As almas dos mortos tremem debaixo das águas, com seus habitantes” (Jó 26.5).

Hades na Mitologia Grega

Originalmente, Hades era o nome de deus do submundo que, segundo os gregos, ficava no seio da terra. Hades era o filho de Cronos (Tempo), o deus mais alto. Zeus, outro filho de Cronos finalmente o substituiu através do uso da força. Assim, ele ficou o deus mais poderoso da mitologia grega. Hades continuava reinando no submundo compartilhando seu poder com sua esposa, Perséfone. Com o desenvolvimento da mitologia, o termo Hades começou a ser usado para significar o próprio submundo, a habitação dos fantasmas de homens desencarnados.

como já vimos acima, Jesus mesmo relatou o fato descrito em Lucas 16.19—31. É oportuno dizer aqui que essa passagem não é uma parábola. O titulo posto informando que é parábola, vem dos editores da Bíblia, mas não consta do original. Parábola é uma modalidade de narração em que não aparece nomes de pessoas. Além disso, o verbo haver, como está empregado no versículo 19, denota por sua vez um fato real.
Conforme Efésios 4.8—10, o “Hades” situa-se nas maiores profundezas da terra. Além do ensino de Efésios, as referências são ao “Sheol”, e mostram um lugar situado nas profundezas da terra.
As palavras “Hades” e “Sheol” aparecem, às vezes, traduzidas por inferno, como em Dt 32.22; 2 Sm 22.6; Jó 11.8; 26.6; Ap 1.18, etc. Um estudante menos avisado pode partir daí para falsas interpretações. O inferno propriamente dito, o inferno eterno, como destino final dos ímpios é o chamado Lago de Fogo e Enxofre, mencionado em Apocalipse 20.10, 14. O “Hades” é apenas um inferno – prisão onde os ímpios permanecem entre a morte e a ressurreição deles. A ressurreição dos ímpios ocorrerá por ocasião do Juízo do Grande Trono Branco, após o reino milenar de Cristo (Ap 20.7, 11—15).

A Situação Depois da Ressurreição de Jesus

Jesus, antes de morrer por nós, prometeu aos seus que “as portas do Hades não prevalecerão contra ela (a Igreja)” (Mt 16.18). Isto mostra que os fiéis de Deus, a partir dos dias de Jesus, não mais desceriam ao “Hades”, isto é, a divisão reservada ali para os justos. A mudança ocorreu entre a morte e a ressurreição do Senhor, pois ele disse ao ladrão arrependido: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). Paulo disse a respeito do assunto: “Quando ele subiu as alturas, se não que também havia descido até as regiões inferiores da terra?” (Ef 4.8, 9).
Entende-se pois que Jesus, ao ressuscitar, elevou para o céu os crentes do Antigo Testamento que estavam no “Seio de Abraão”.
O apóstolo Paulo foi ao paraíso, que já estava no terceiro céu (2 Co 12.1—14). Portanto, o paraíso está agora lá em cima, na imediata presença de Deus. Não embaixo como dantes.

A Presente Situação dos Ímpios Mortos

Para estes não houve qualquer alteração quanto ao seu estado, continuam descendo ao “Hades”, o império da morte, onde ficarão retidos em sofrimento consciente até o juízo do Grande Trono Branco, após o Milênio, quando ressuscitarão para serem julgados e postos no eterno “Lago do Fogo” (Ap 20.13—15).

A Morte Física do Crente

Embora o crente em Cristo tenha certeza da vida ressurreta, não deixará de experimentar a morte física (caso morra antes do arrebatamento da igreja). O crente, porém, encara a morte de modo diferente do incrédulo. Seguem-se algumas das verdades na Bíblia a respeito da morte do crente.

a. A morte, para os salvos, não é o fim da vida, mas um novo começo. Neste caso, ela não é um terror (1 Co 15.55—57), mas um meio de transição para uma vida mais plena. Para o salvo, morrer é ser revestido da vida e glória celestial (2 Co 5.1—5).

b. A Bíblia refere-se a morte do crente em termos consoladores. Por exemplo, ela afirma que a morte do santo “Preciosa é a vista do Senhor” (Sl 116.15); ler ainda: Is 57.1—2; Sl 73.24; Lc 16.22; Jo 14.2; Tm 4.8.

c. Quanto ao estado dos salvos, entre a morte e a ressurreição do corpo, as Escrituras ensinam o seguinte:

No momento da morte, o crente é conduzido para a presença de Cristo Jesus. Paulo falou: “tendo o desejo de partir e estar com Cristo o que é incomparavelmente melhor...” (Fp 1.23):

à Permanece em plena consciência (Lc 16.19—31);
à O céu é como um lar (Ap 6.11);
à O viver no céu incluirá a adoração e o louvor a Deus (Sl 87; Ap 14.2, 3);
à Nos céus, o crente conservará a sua identidade individual (Mt 8.11; Lc 9.30—32);

Falsos Conceitos Sobre o Estado Intermediário dos Mortos

Vejamos três deles:

Purgatório

Por ser um ensino fundamentalmente católico romano, a doutrina do purgatório deve ser  estudada no contexto do dogma católico em geral. Após a morte, é determinada a condição do individuo. Os que morreram em estado de impiedade vão diretamente para o inferno. O sofrimento é proporcional à impiedade do indivíduo e será intensificado após a ressurreição. Por outro lado, os que estavam num estado perfeito de graça e penitência vão diretamente para o céu. Aqueles que, embora em estado de graça, ainda não são espiritualmente perfeitos vão para o purgatório. Para o catolicismo o purgatório é “um estado de punição temporária para aqueles que, deixando esta vida na graça de Deus, não estão inteiramente livres dos pecados veniais ou ainda não pagaram tudo o que deviam por suas transgressões”. Dependendo da gravidade de suas ofensas, o tempo em que ficam no purgatório pode durar séculos. Porém esse tempo, segundo eles, pode ser encurtado por meio de contribuições, serviços prestados à igreja, orações, missas encomendadas pelos parentes.
Tomás de Aquino argumentou que a purificação que ocorre após a morte é feita por meio de sofrimentos penais. Nesta vida, podemos ser purificados por obras de reparação, mas, após a morte, isso já não é possível. À medida que não conseguimos alcançar a pureza completa por meio das obras na terra, precisamos ser purificados depois, na vida do porvir. “Essa é a razão” afirmou Tomás, “porque postulamos um purgatório ou um lugar de purificação”.
A Igreja Católica Romana baseia sua crença no purgatório tanto na tradição como na sua Escritura. Tertuliano menciona missas de aniversário pelos mortos, uma prática que insinua uma crença no purgatório. A autoridade bíblica básica apresentada é Macabeus 12.43—45: “Depois, tendo [Judas Macabeus] organizado uma coleta individual, enviou a Jerusalém cerca de duas mil dracmas de prata, a fim de que se oferecesse um sacrifício pelo pecado: agiu assim absolutamente bem e nobremente, com o pensamento na ressurreição. De fato, se ele não esperasse que os que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerava que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormecem na piedade, então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis por que ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado”.
O texto do Novo Testamento mais citados é Mateus 12.32, em que Jesus afirma: “Mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir”. Os Católicos Romanos alegam que esse versículo implica que alguns pecados (isto é, pecados que não o de falar contra o Espírito Santo) serão perdoados no mundo do porvir, uma interpretação defendida por Agostinho. Alguns Católicos também citam 1 Coríntios 3.15: “Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo”.
Os principais pontos em nossa rejeição do conceito do purgatório são:

a. O texto principal a que se recorre está nos apócrifos, pois não são Escrituras canônicas.

b. A inferência a partir de Mateus 12.32 é um tanto forçada; o versículo não indica, de maneira nenhuma, que alguns pecados serão perdoados na vida futura.

c. O texto de 1 Co 3.15 está falando de galardões e não salvação. Isso implicaria salvação pelas obras. Essa idéia porém, é contrária a muitos ensinos claros das Escrituras, inclusive Gálatas 3.1—14 e Efésios 2.8, 9. Por conseguinte, o conceito de purgatório – aliás, qualquer concepção que postule um período de provação e expiação após a morte – deve ser rejeitado.

O Sono da Alma

Essa é a idéia de que a alma, durante o período entre a morte a ressurreição, repousa num estado de inconsciência. No século XVI, ao que parece, muitos anabatistas e socinianos esposavam essa idéia. Uma posição semelhante é adotada pelos adventistas do sétimo dia. No caso dos adventistas, porém a expressão “sono da alma”, é um tanto enganosa. Sugerem em seu lugar, “extinção da alma”, pois após a morte, para eles , a pessoa não dorme quando morre, mas de fato deixa completamente de existir e nada sobrevive, pois alma, muitas vezes na Bíblia é apenas sinônimo de pessoa.
Eis alguns dos seus argumentos:

a. A Bíblia refere-se muitas vezes à morte como sono (1 Ts 4.13, 14; Jo 11.11—14);

b. A morte de Estevão é descrita como sono (At 7.60);

c. Paulo observa: “Tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus, adormeceu” (At 13.36).

d. Jesus mesmo disse acerca de Lázaro: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo 11.11) e, depois, indicou claramente que estava se referindo à morte (versículo 14).

e. É suposto que a alma não pode agir em separado do corpo e, portando, não acordará até que se una ao corpo na ressurreição;

f. Parece inadequado que os justos gozem da bem-aventurança celestial, ou que os injustos sofram no Hades até que ocorra o juízo (Hb 9.27).

g. Assim quando o corpo deixa de funcionar, a alma, isto é, a pessoa como um todo deixa de existir. Nada sobrevive à morte física. Não há tensão, portanto entre a imortalidade da alma e a ressurreição do corpo.

Refutação

O uso do termo “dormir”, para descrever a morte, é figurado, e trata-se de um eufemismo (ato de suavizar uma expressão duma idéia substituída a palavra ou expressão por outra mais agradável, mais polida), para dar ênfase ao fato de a pessoa que morreu continuar vivendo;
Que o espírito pode agir em separado do corpo fica claro no tratamento da “morte”, dado por Paulo em 2 Coríntios onde ele diz: “Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; vistos que andamos por fé, e não pelo que vemos. Entretanto estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor. É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, para lhe ser agradáveis” (2 Co 5.6—9).
Respondendo a suposição que os homens devem aguardar o juízo antes de gozar felicidade ou sofrer castigo, Louis Berkhof comenta: “O dia do juízo não é necessário para chegar a uma decisão relativa à recompensa ou ao castigo de cada individuo, mas apenas para o anuncio solene da sentença, e para a revelação da justiça de Deus na presença de homens e anjos”. Jesus disse: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3.18). Haverá um juízo dos crentes para a recompensa pelo serviço, mas não relacionado com sua salvação. A salvação de cada um está condicionada à fé em Jesus (2 Co 5.10; 1 Co 3.12—15). Por todas as razões acima, a teoria do sono da alma deve ser rejeitada por ser inadequada.

Espiritismo

O espiritismo ensina que os vivos podem comunicar-se com os mortos e vice-versa, geralmente através de um médium. De fato, as Escrituras proíbem indiscutivelmente qualquer tentativa nesse sentido (Lv 19.31; 20.6, 27; Dt 18.9—12; Is 8.19, 20; 1 Cr 10.13, 14).

Existem duas explicações para os fenômenos espíritas:

a) São produzidos por manipulações enganosas, como tem sido bastante provocado;

b) São produzidos por espíritos mentirosos (1 Rs 22.22, 23; 1 Tm 4.1). Em Atos 16, Paulo liberou uma jovem de um espírito de adivinhação (python), por meio do qual ela dava grande lucro aos seus donos (At 16.16—19). Não há dúvida de que espíritos malignos freqüentemente enganam as pessoas que consultam médiuns, imitando a voz ou a aparência dos mortos queridos.

Notas Sobre algumas Palavras

Geena
No hebraico, “vale do Hinom”. Era um vale a sudoeste de Jerusalém, onde, antigamente, era praticada a adoração a Moloque (2 Rs 23.10). Com o tempo, o local tornou-se o monturo da cidade, onde havia fogo a queimar continuamente o lixo. Esse nome, pois, tornou-se símbolo da punição futura. O Novo Testamento incorporou essas descrições. Daí, obtemos a idéia de chamas literais como a forma de julgamento futuro. Alem disso, a palavra Geena tem sido traduzida por “inferno”, em muitas traduções. Também podemos supor que a Geena equivale ao “lago de fogo”, referido no Apocalipse.

Tártaro
De acordo com a mitologia grega, o tártaro era o abismo, existente por debaixo do Hades, onde Zeus confinara os titãs.
O Tártaro personificado é um deus, filho de Aether (o ar) e de (a terra). E seria o pai do gigante Tifeu. Aether gerou o gigante com sua própria mãe, . Mas, quando está em foco um lugar, o conceito é e um abismo negro, que existirá muito abaixo da superfície da terra (no centro da terra).
A forma nominal, Tártaro, não se acha no Novo Testamento mas sua forma verbal, tartaróo encontrar-se em 2 Pe 2.4, que nossa versão portuguesa traduz como “precipitando-os no inferno”. Mas outras versões dizem: “precipitando-os no tártaro”.

Doutrina da Ressurreição
Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder” (1 Cor 15.42, 43).
Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do Juízo” (Jo 5.28, 29);
A ressurreição do corpo é uma doutrina fundamental das Escrituras. Refere-se ao ato de Deus, de ressuscitar dentre os mortos o corpo e reuni-lo à sua alma e espírito, dos quais esse corpo esteve separado entre a morte e a ressurreição.
Tanto as Escrituras do Antigo Testamento (conforme Hb 11.17—19 com Gn 22.1—4; Sl 16.10 com At 2.24 e os seguintes; Jó 19.25—27; Is 26.19; Dn 12.2; Os 13.14), como as Escrituras do Novo Testamento (Lc 14.13, 14; 20.35, 36; Jo 5.21, 28, 29; 6.39, 40, 44,54; 1 Co 15.22, 23; Fp 3.11; 1 Ts 4.14—16; Ap 20.4—6, 13) ensinam a ressurreição futura do corpo.
A Bíblia é clara em prometer ressurreição aos que crêem. O Antigo Testamento nos dá algumas declarações diretas, sendo a primeira Jó 19.25, 26: “Porque eu sei que o meu redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus”. Em Isaías 26.19 lemos: “Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e terra dará à luz aos seus mortos”. Daniel 12.2 ensina a ressurreição do crente e também do perverso: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Este versículo contem a referencia mais clara do Antigo Testamento à ressurreição dos justos e dos ímpios e revela que há dois, e somente dois, destinos para toda a humanidade.

No Novo Testamento

1 Co 15.35: “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?
Quando os crentes receberam seu novo corpo se revestirão da imortalidade (1 Co 15.53). As Escrituras indicam pelo menos três propósitos nisso:

a. para que os crentes venham a ser tudo quanto Deus pretendeu para o ser humano, quando criou;

b. para que os crentes venham a conhecer a Deus de modo completo, conforme Ele quer que eles o conheçam (Jo 17.3);

c. a fim de que Deus expresse o seu amor aos seus filhos, conforme Ele deseja (Jo 3.16; Ef 2.7; 1 Jo 4.8—16).

Os fieis que estiverem vivos na volta de Cristo, para buscar os seus, experimentação a mesma transformação dos que morrerem em Cristo antes do dia da ressurreição deles (1 Co 15.51—54). Receberão novos corpos, idênticos aos dos ressurretos nesse momento da volta de Cristo. Nunca mais experimentarão a morte física Jesus fala de uma ressurreição da vida, para o crente, e de uma ressurreição de juízo, para o ímpio (Jo 5.28, 29).
O Novo Testamento contém, igual modo exemplos de pessoas ressuscitadas dentre os mortos. Não se trata de ressurreição como a que ocorrerá no segundo advento e no Juízo final, pois essas pessoas morreram mais tarde passarão pela experiência da ressurreição final como as demais; todavia, elas prefiguram a última ressurreição.
Por outro lado, a ressurreição de Jesus foi verdadeira e ideal. Quando Jesus ressuscitou, Ele tornou-se “as primícias dos que dormem” (1 Co 15.20). A sua ressurreição foi a garantia da ressurreição de todos os crentes: “e juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Ef 2.6).

A Natureza da Ressurreição

A ressurreição será universal. Nem todos têm a vida eterna, mas todos terão existência eterna. Todas as pessoas serão ressuscitadas: “os justos para a vida eterna, os injustos para a condenação eterna”. Todos serão levantados, mas não todos ao mesmo tempo (Jo 5.28, 29).

A Ressurreição do Crente Está Assegurada Pela Ressurreição de Cristo

Nossa ressurreição corporal está garantida pela ressurreição de Cristo (Mt 28.6; At 17.31; 1 Co 15.12, 20—23).
A ressurreição de Jesus Cristo é uma das verdades essenciais do Evangelho (1 Co 15.1—8). Qual a importância da ressurreição de Cristo para os que nEle crêem?

1. Ela comprova que Ele é o Filho de Deus (Jo 10.17, 18; Rm 1.4).
2. Garante a eficácia da sua morte redentora (Rm 6.4; 1 Co 15.17).
3. Conforma a verdade das Escrituras (Sl 16.10; Lc 24.44—47; At 2.31).
4. É prova do juízo futuro dos ímpios (At 17.30, 31).
5. É o fundamento pelo qual Cristo concede o Espírito Santo e a vida espiritual ao seu povo (Jo 20.22; Rm 5.10; 1 Co 15.45), e a  base do seu ministério celestial de intercessão pelo crente (Hb 7.23—28).
6. Garante ao crente a sua futura herança celestial (1 Pe 1.3, 4) e sua ressurreição ou transformação quando o Senhor vier (Jo 14.3; 1 Ts 4.14 e os seguintes).
7. Ela põe à disposição do crente, na sua vida diária, a presença de Cristo e o seu poder sobre o pecado (Gl 2.20; Ef 1.18—20; Rm 5.10).

Razões Porque a Ressurreição do Corpo é Necessária

A Bíblia revela três razoes principais por que a ressurreição do corpo é necessária:

a. O corpo é a parte essencial da total personalidade do homem: o ser humano é incompleto sem o corpo. Por conseguinte, a redenção que Cristo oferece abrange a pessoa total, inclusive o corpo (Rm 8.18—25).

b. O corpo é o templo do Espírito Santo (1 Co 6.19); na ressurreição ele voltará a ser templo do Espírito Santo. E como não?

c. Para desfazer o resultado do pecado em todas as áreas o derradeiro inimigo do homem (a morte do corpo) deve ser aniquilado pela ressurreição (1 Co 15.26).

Especificamente o Corpo Será

Em termos gerais, o corpo ressurreto do crente será semelhante ao corpo ressureto de Nosso Senhor (Rm 8.29; 1 Co 15.20, 42—44, 49; Fp 3.20, 21; 1 Jo 3.2). Mais especificamente, o corpo ressurreição será:

a. O corpo da ressurreição será dado por Deus “Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar...” (1 Co 15.38). O Corpo ressurreto do crente será imoral e incorruptivel (1 Co 15.42);

b. Um corpo que terá continuidade e identificada com o corpo atual e que, portanto, será reconhecível (Lc 16.19—31);

c. Um corpo transformado em corpo celestial, apropriado para o novo céu e a nova terra (1 Co 15.42—44, 47, 48; Ap 21.1);

d. Um corpo imperecível, não sujeito a deterioração e à morte (1 Co 15.42).

e. Um corpo glorificado, como o de Cristo (1 Co 15.43; Mt 13.43; Dn 12.3);

f. Um corpo poderoso, não sujeito às enfermidades nem à fraqueza (Lc 24.31; 1 Co15.43);

g. Um corpo espiritual (isto é, não natural, mas sobrenatural), não limitado pelas leis da natureza (Lc 24.31; Jo 20.19; 1 Co 15.44);

h. Um corpo capaz de comer e beber (Lc 14.15; 22.16—18, 30; 24.43; At 10.41), embora não necessário, a penas capaz.

Ocasião da Ressurreição da Igreja

1. A ressurreição da igreja ocorre na volta de Jesus, imediatamente antes do arrebatamento, 1 Ts 4.16, 17Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”.

2. A ressurreição dos crentes é chamada de “primeira ressurreição”, Ap 20.6: “Bem-aventurados e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade”.

3. Instantes antes do arrebatamento, ao descer Cristo do céu para buscar a sua igreja, ocorrerá a ressurreição dos “que morreram em Cristo” (1 Ts 4.16).

4. Não se trata da mesma ressurreição referida em Ap 20.4, a qual somente ocorrerá depois de Cristo voltar à terra, julgar os ímpios e prender Satanás (Ap 19.11—20.3).

5. A ressurreição de Ap 20.4 tem a veja com os mártires da tribulação e possivelmente com os santos do Antigo Testamento, Ap 20.6.

6. Ao mesmo tempo que ocorre a ressurreição dos mortos em Cristo, os crentes vivos serão transformados; seus corpos se revestirão de imortalidade (1 Co 15.51, 53). Isso acontecerá num instante, “num abrir e fechar de olhos” (1 Co 15.52).

7. Tanto os crentes ressurretos como os que acabaram de ser transformados serão “arrebatados juntamente” (1 Ts 4.17) para encontrar-se com Cristo nos ares, ou seja: na atmosfera entre a terra e o céu. Estarão literalmente unidos com Cristo (1 Ts 4.16, 17), levados à casa do Pai, no céu (Jo 14.2, 3), e reunidos aos queridos que tinham morrido (1 Ts 4.13—18).

Ressurreição dos Incrédulos

1. Encontramos no livro do Apocalipse 20.5ª -- “Os restantes dos mortos não viveram até que se completassem os mil anos”. Portanto, os injustos não serão ressuscitados por ocasião da segunda vinda de Cristo, mas depois do reinado milenar.

2. Em contraste com a ressurreição acima, esta é a ressurreição dos não justificados, daqueles que não recebem os benefícios do julgamento e do castigo vicário de Cristo e que, portanto, precisam enfrentar para si o Juízo do Grande Trono Branco (Ap 20.11 e os seguintes).

Resumo das Ressurreição

1. A ressurreição de Cristo (Mt 28.1—10). A ressurreição de Cristo está bem comprovada historicamente. Depois de ressurgir, Cristo permaneceu na terra por quarenta dias, aparecendo e falando com os apóstolos e muitos outros seus seguidores. Suas aparições depois da ressurreição são as seguintes:

a.             a Maria Madalena (Jo 20.11—18);
b.            às mulheres que voltavam do sepulcro (Mt 28.9, 10);
c.             a Pedro (Lc 24.34);
d.            aos dois que iam a caminho de Emaús (Lc 24.13—32);
e.             a todos os discípulos, exceto Tomé e outros com eles (Lc 24.36—43);
f.              a todos os discípulos num domingo à noite, uma semana depois (Jo 20.26—31);
g.             a sete discípulos junto ao mar da Galiléia (jo 21.1—25);
h.            a 500 crentes na Galiléia (Mt 28.16—20 com 1 Co 15.6);
i.               a Tiago (1 Co 15.7);
j.              aos discípulos que receberam a Grande Comissão (Mt 28.16—20);
k.            aos apóstolos, no momento da sua ascensão (At 1.3—11); e
l.               ao apóstolo Paulo (1 Co 15.8).

2. Uma ressurreição de corpos seguiu-se à ressurreição de Cristo (Mt 27.52, 53). O significado deste evento é o prenúncio profético de que a morte e ressurreição de Cristo garantem a nossa ressurreição gloriosa na sua vinda.

3. A ressurreição das duas testemunhas do Apocalipse (Ap 11.12), durante o período da grande tribulação.

a.             Os mártires do período da grande tribulação sendo ressuscitados no final da tribulação, quando Cristo retorna à terra para inaugurar o milênio (Ap 20.4);
b.            Os crentes do Velho Testamento vão de igual modo participar da primeira ressurreição. Alguns defendem que estes serão ressuscitados com Igreja (1 Ts 4.16, 17), antes da tribulação;  outros defendem que é mais harmonioso com as Escrituras do Velho Testamento incluir os crentes do Velho Testamento com aqueles que vão ressuscitar depois da tribulação, porque ambos, Isaías e Daniel, mencionam a ressurreição dos santos do Velho Testamento acontecendo após um período de grande sofrimento (Is 26.16—21; Dn 12.1—3).

4. A ressurreição dos injustos. Depois de 1000 anos, a ressurreição para o julgamento final (Jo 5.29). A ressurreição do corpo dos ímpios mortos não foi descrita, sabe-se por meio do profeta Daniel que receberão corpos para vergonha e desprezo eterno (Dn 12.2b). Eles serão julgados de acordo com suas obras e serão lançados no lago do fogo (Ap 20.7—15).

Os Julgamentos

Na Bíblia inteira, Deus é visto como justo Juiz. Ele pronunciou juízos, nos tempos antigos, contra Israel e também contra as nações. No fim desta era, Ele continuará sendo o justo Juiz, só que esse juízo será realizado através do Filho, pois “o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo, para que todos honrem o Filho, como honram o Pai” (Jo 5.22, 23; conforme 2 Tm 4.8).

         Espero ter colaborado um pouco para vosso crescimento espiritual e tambem tirado alguma duvida;mas creio que na verdade surgiram muito mais duvidas, assim como eu tambem as tenho, pois nao detenho todo conhecimento e ensino de acordo com minha fé;

Que Deus em Cristo Jesus vos abençoe.
Pastor Samuel Mendes de Sales