quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

AVIVADOS ATÉ O ARREBATAMENTO

 

Avivados até o arrebatamento. PR Samuel Mendes de Sales

O que aguarda a igreja de Jesus Cristo? Essa é uma pergunta de muito interesse aos crentes de todo o mundo. Com catástrofes ambientais, a alterações sociais, a tragédias pessoais, a grandes modificações na crosta terrestre são os chamados cataclísmicos ocorrendo por todo o globo, muitos se perguntam: “Será que o Espírito Santo irá avivar a igreja antes de Jesus voltar? Os números de salvos irão aumentar ou estão diminuindo?

O Novo Testamento está cheio de previsões quanto à uma apostasia nos últimos dias. Falsos profetas se levantarão e irão levar muitos a se desviar; lobos virão em pele de cordeiro, trazendo poderosos esquemas “para enganar, se possível, os próprios eleitos” de Deus. A iniquidade aumentou terrivelmente, fazendo com que crentes antes fervorosos perderam o seu primeiro amor.

Jesus profetizou especificamente estas coisas. E suas advertências têm o objetivo de desafiar a nossa fé. Com sufocante iniquidade inundando a terra, Ele pergunta: “Quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18:8).

Pense no seguinte: Cristo sabia tudo que estamos  testemunhando atualmente aconteceria, desde os horrorizantes tiroteios nas escolas, até o crescimento do homossexualismo militante, ou os atos terroristas tendo lugar por todo o mundo. E meio à estas coisas, Ele nos pergunta, “Você vai continuar crendo - mesmo com as coisas piorando? Você vai desfalecer em sua confiança quando as coisas não acontecerem como esperava? Ou vai continuar confiando em Mim?”.

Veja, a despeito da expansão da iniquidade e das grandes calamidades, Jesus sabia que haveria um grande avivamento nos últimos dias. O Espírito Santo inspirou as profecias de Isaías, e ele conhecia plenamente a predição de um avivamento na aproximação do fim dos tempos.

Isaías diz que haveria um grande despertamento mundial pouco antes da volta de Cristo.

Essa profecia é encontrada em Isaías 54 e está resumida nestes versículos: “Porque transbordarás para a direita e para a esquerda; a tua posteridade possuirá as nações e fará que se povoem as cidades assoladas” (54:3).

Creio, junto com inúmeros estudiosos da Bíblia, que a profecia de Isaías tem dupla aplicação. Ela fala não só do Israel natural após o cativeiro na Babilônia, mas também sobre o Israel espiritual que viria no futuro: o corpo de Jesus Cristo, a igreja da Nova Jerusalém. Paulo cita Isaías 54 quando se refere à “Jerusalém lá de cima... a qual é nossa pátria” (Gálatas 4:26). Paulo viu a profecia de Isaías como dirigida aos “filhos da promessa”, os que estão em Cristo Jesus pela fé.

Se Isaías dirigisse sua profecia somente ao Israel natural, isso significaria que suas promessas ainda não teriam sido cumpridas. Resumindo, não teria ainda ocorrido o fato de que “a tua posteridade possuirá as nações e fará que se povoem as cidades assoladas” (Isaías 54:3). Porém essa palavra foi claramente cumprida em Cristo, na cruz e no Pentecostes. Pense no seguinte: quando Isaías trouxe essa mensagem, cerca de 42.000 israelitas haviam saído do cativeiro babilônico. Na época de Jesus, o seu número havia crescido apenas para cerca de 3 milhões.

Isaias refere-se à sua profecia como promessa de Deus, um juramento dos céus. Vemos o Senhor jurando pelas montanhas e até se referindo à aliança feita com Noé. Ele diz, basicamente, “Tão certo quanto não permitirei outro dilúvio sobre a terra, vos digo que haverá um despertamento da Minha igreja nos últimos dias”.

Nestes últimos dias, os olhos do Senhor não estão fixados nos poderes do mundo mas na igreja de Jesus Cristo; Deus não está se concentrando na economia, no surgimento de religiões mundanas, na expansão da iniquidade. Segundo Isaías, as nações para Deus são “como um pingo que cai de um balde” (Isaías 40:15).

Ele conhece tudo a respeito das ameaças terroristas, das guerras e rumores de guerras. A Sua palavra avisa que o ímpio se enfurecerá, os poderes seculares tentarão proibir o cristianismo, e os movimentos anti-Cristo em rápido crescimento vão se gabar de que governarão o mundo, e destruirão os seguidores de Jesus, e tudo isso já estamos vendo acontecer principalmente nos países socialistas e comunista, e o Brasil que sempre primou pela liberdade de expressão e religiosa também esta aos poucos e sorrateiramente acabando com a democracia, A Igreja rejeitou as ideologias totalitárias e ateias, associadas, nos tempos modernos, ao comunismo e ao socialismo por isso a igreja se tornou o principal inimigo e alvo deles.

Assim com todas as filosofias contrarias a sã doutrina de Deus (bíblica), como o feminismo, movimento LGBTQIA+, entre outras, o comunismo não é apenas uma doutrina social e política. O comunismo é, antes de tudo, uma visão de mundo e filosofia unificada, o comunismo entra em forte colisão com a filosofia religiosa.

Comunismo e a religião são dois polos, dois opostos. Eles estão presos numa luta eterna um com o outro. A religião dá respostas absolutas, finais e indubitáveis centradas na bíblia sagrada. Depois de ouvi-las, não há mais nada para questionar ou investigar. Já o comunismo, não dá verdades absolutas, mas apenas relativas, mentiras, trapaças e assassinatos. A alma da religião é o próprio Deus Eterno e criador de tudo. Sem Deus não há religião. Como acúmulo de preceitos morais, a religião e, em particular, o cristianismo, prega o amor ao próximo. É amor por Deus, e por meio de Deus; já a alma do comunismo é a violência; O socialismo jamais pode ser aplicado consensualmente. Para o socialismo ser implantado, é necessariamente indispensável o uso da força e se tornam opressores não aceitando criticas nem contradições. É por isso que todo socialista e comunista consistente e sincero luta de forma enérgica contra a Igreja, contra a família, contra tudo que Deus fez.

Onde quer que o socialismo tenha sido implantado, como na China, no sudeste Asiático, países do bloco comunista e na Alemanha nazista, métodos violentos e sanguinários foram utilizados para impô-los e mantê-los.

A Bíblia diz o seguinte quanto a isso: “Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas” (Salmo 2: 2-3); em resumo, “Vamos acabar com todos estes impedimentos morais, com esses padrões do passado”, com o casamento, com a família, com a figura do pai e da mãe, do homem e da mulher..

Eis a reação de Deus a estes poderes terrenos, a estes homens influenciados por demônios: “Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles” (2:4). Não importa o quão desesperadoras as coisas aparentam estar, tudo se mantém sob o pleno controle de Deus.

Fico grato por essa palavra dos Salmos. Mais e mais ouvimos relatos do secularismo devastando as igrejas evangélicas na Europa, do Islamismo sendo a religião de mais rápido crescimento no mundo, dos homossexuais submetendo denominações inteiras, de a igreja de Cristo estar crescendo tão pouco que deixou de ter qualquer impacto na sociedade. Porém a palavra de Deus declara, “Sobre a Rocha Deus construirá a Sua igreja”. “E as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18).

Nada nas entranhas do inferno pode esperar destruir a igreja de Cristo. Os olhos dEle estão sempre sobre o Seu povo, e por meio de tudo Ele avisa satanás e suas hordas, “Não toque na menina dos Meus olhos”. “Se alguém a atacar, não será por obra minha; todo aquele que a atacar se renderá a você” (Isaías 54:15).

Você vê o que o Senhor está dizendo aqui? “O Diabo virá sobre você. Inimigos vindos do inferno se juntarão contra ti. Mas Satanás não irá ter sucesso”.

Deixe que o diabo faça o que quiser; que o inferno abra suas entranhas e vomite toda imundície; isso não terá qualquer tipo de impacto sobre o plano que Deus tem para o seu povo nos últimos dias. Glória a Deus, a Sua igreja não pode ser destruída!

Para onde olharmos nos últimos dias, veremos a glória de Deus irrompendo num último avivamento; a igreja de Cristo se alargará além de quaisquer limitações anteriores para espalhar as boas novas, querendo o comunismo ou não: “Alarga o espaço de tua tenda; estenda-se o toldo da tua habitação, e não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas. Porque transbordarás para a direita e para a esquerda; a tua posteridade possuirá as nações e fará que se povoem as cidades assoladas” (Isaías 54:2-3). Simplificando, a igreja irá ganhar força e levantar multidões em Cristo.

Como crentes, podemos estar sob aliança com Deus, carregando em nossos corações suas preciosas promessas de ausência de medo, de envergonhamento, de perplexidade, de reprimenda. No entanto, ainda é possível para nós sermos agitados por tormentas pessoais, experimentar a solidão, não ter quem nos conforte. Resumindo, é nos permitido sermos esbofeteados por Satanás.

No verso 16, Isaías dá um retrato de nosso adversário em ação. Deus diz, “Eis que eu criei o ferreiro, que assopra as brasas no fogo e que produz a arma para o seu devido fim; também criei o assolador, para destruir” (54:16). Eis uma imagem de um ferreiro insuflando o fole no fogo para provocar calor branco. Ele então usa esse calor para moldar armas de guerra na bigorna. Esse ferreiro pode representar satanás, que constantemente inventa novas armas contra a igreja e membros individualmente.

Que incrível retrato. É como se Deus estivesse dizendo, “Eis o diabo inflando o fogo, fazendo armas que usa para destruir o Meu povo. Eu fiz o ferreiro, criando-o como um anjo. Ele tinha poder e autoridade, mas foi lançado fora devido à rebelião. Eu o criei, e então o posso acorrentar. Ele pode ir só até onde Eu permito”.

Note a surpreendente promessa de Deus exatamente no verso seguinte: “Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor e o seu direito que de mim procede, diz o Senhor” (54:17). Em outras palavras, “Deixe que o inimigo construa suas armas; ele que arme legiões de demônios. Nem uma arma sequer que ele formar contra ti irá te derrubar”. Que promessa gloriosa!

Satanás está usando a arma de desesperança contra o povo de Deus, tempestades muito duras de serem suportadas sem a consolação do Espírito Santo. Mesmo assim Deus declara: “te fundarei sobre safiras” (54:11). A mensagem aqui é, “Quando tudo no mundo estiver sendo abalado, você não será sequer movido. O alicerce que estou estabelecendo por baixo de ti é tão sólido quanto essas rochas. O que estou promovendo em ti não pode ser abalado”.

Estas safiras representam conhecimento e sabedoria espiritual, percepção da natureza íntima do coração de Deus. Sabemos que os que suportam sofrimento emergem armados com percepção maior quanto à misericórdia de Deus. Você pode ser tentado, pressionado, afligido e deixado só, mas em meio a tudo isso Ele está formando sob você um alicerce com a solidez da rocha. Tudo é assim para que você possa confortar os outros em suas horas de provação.

O Apostolo Paulo cita Isaías quando diz que o Senhor cuida da igreja como o marido amoroso cuida da esposa

Muitos estão familiarizados com a passagem quando Paulo compara o casamento ao relacionamento de Deus com a igreja: “Eis por que deixará o homem a seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à Igreja” (Efésios 5: 31-32).

Agora note o que Isaías diz: “Porque o teu Criador é o teu marido; o Senhor dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; ele é chamado o Deus de toda a terra” (Isaías 54:5). Quem é o Criador aqui? É Cristo, criador dos céus e da terra. E Isaías diz que Ele é o nosso marido. Contudo, a esposa separou-se de seu marido: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (59:2).

Onde vemos essa separação hoje entre a igreja e Deus? Eu a vejo de maneira mais óbvia nas grandes denominações que fazem concessões. Mas também a vejo no evangelho frágil das igrejas pós-modernas. É evidente que houve uma separação da presença manifesta de Deus. Na verdade, aconteceu exatamente como Jesus e Paulo profetizaram: muitos se tornaram amantes dos prazeres mais do que de Deus... tendo forma de religião mas sem poder... desprezando o evangelho dos pais... rompendo os antigos padrões morais... mudando a infalível palavra de Deus para se adequar aos tempos.

Eu lhe desafio a ir à qualquer cidade, de igreja à igreja de qualquer confissão evangélica. Tente achar uma onde você reconheça a tremenda e manifesta presença de Jesus, onde você encontre o Seu convencimento que derrete corações. Quando o Senhor está verdadeiramente presente, você reconhece isso, seja nos cânticos, na pregação ou na comunhão. Algo mexe com a sua alma, e provoca respeito e reverência. Na minha experiência, isso é raramente encontrado nas igrejas por eu vou.

Não estou condenando a igreja moderna; que Deus me livre disso. Mas que o Senhor nos ajude caso não tenhamos Sua manifesta presença nestes últimos dias. E devido às concessões de tais igrejas, Ele tem tido de ocultar Sua presença delas por um tempo; falta santidade na vida das pessoas, e isso recai sobre a necessidade que temos de um avivamento urgente, pois muitos estão prestes a morrer e outros já morreram.

Mas Deus não se divorciou da igreja com a qual se comprometeu. Isaías diz que Ele a chama para que volte: “Assim diz o Senhor: Onde está a carta de divórcio... pela qual eu a repudiei? Ou quem é o meu credor, a quem eu vos tenha vendido?” (Isaías 50:1). Deus basicamente está dizendo, “Você Me deixou. Você amou o mundo e as coisas do mundo, e Me deixou por elas. Eu não te abandonei; você Me abandonou. Mostre os papéis do divórcio! Me mostre onde Eu te vendi para outro”.

“Porque assim diz o Senhor: Por nada fostes vendidos; e sem dinheiro sereis resgatados” (52:3). Ele continua, como dizendo: “Lhe digo que esse casamento não acabou, apesar de você ter se prostituído. Você se cansou de Mim, mas apesar de tudo isso Eu te amo. Quero-te de volta”.

“Porque o Senhor te chamou como a mulher desamparada e de espírito abatido; como a mulher da mocidade, que fora repudiada, diz o teu Deus. Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias torno a acolher-te; num ímpeto de indignação, escondi de ti a minha face por um momento; mas com misericórdia eterna me compadeço de ti, diz o Senhor, o teu Redentor” (54:6-8).

Eis um juramento prometido por Deus para trazer de volta a Ele uma esposa meretriz; é reavivando-a pela palavra, lavando-a com a palavra, santificando-a com a palavra. Em resumo, o último avivamento será um avivamento unicamente de misericórdia. O Senhor está dizendo à Sua igreja, “Quando você voltar para Mim, não vou te condenar ou repreender. Antes, vou te ungir com o Meu Espírito. Vou lhe dar poder onde não tinhas poder antes”.

Alguns ainda dizem, “Isaías 54 se aplica só ao Israel natural”

Ofereço prova indiscutível de que a promessa de Isaías 54 é dirigida à igreja de Deus hoje. Isaías claramente fala de Cristo em 53:10: "verá a sua posteridade". Simplificando, o trabalho árduo e o sacrifício de Cristo trarão muitos filhos: "Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si" (53:11). Tudo isso foi cumprido na cruz.

Os pregos perfuraram as mãos e os pés fixando-O na cruz; uma espada penetrou o Seu lado de onde jorrou agua e sangue. Isaías está dizendo: “Deus jurou que o sangue de Seu Filho será aspergido sobre os transgressores de toda nação sobre a terra. Ele tem poder em todos os países árabes, em Israel, na África, na Europa, na Asia, nas Americas e Oceania, etc.. Ele verá a Sua descendência se espalhando por muitas multidões, de todas as tribos e línguas”. Um grande despertamento continuará nos tempos do fim.

Pode ser desencorajador ver falsas religiões crescendo em grande número enquanto a igreja de Cristo parece tão pequena em números; mas Isaías está dizendo, “É hora de cantar, ó esposa estéril. Alargue as habitações de adoração, alongue e expanda a tua visão. Tu verás avanços para a esquerda e para a direita”. '“Cante, ó estéril, você que nunca teve um filho; irrompa em canto, grite de alegria, você que nunca esteve em trabalho de parto; porque mais são os filhos da mulher abandonada do que os daquela que tem marido', diz o Senhor” (54:1).

Como sucederá esse último avivamento? Requer-se algo poderoso, algo capaz de abalar o mundo para precipitá-lo. Isaías diz que esse abalo acontecerá num dia. No capítulo 47, ele diz que tem de se tratar com o espírito de Babilônia. Por todas as escrituras, Babilônia sempre representou um espírito de prosperidade, bem estar e prazer. E o espírito de Babilônia é o mesmo em todas as épocas.

Em resumo, Isaías diz que não pode haver um avivamento final disseminado enquanto o espírito de ganância e de falsa segurança não for derrubado. Podemos orar por reavivamento, podemos clamar para Deus derramar o Seu Espírito, mas isso será impossível a menos que o Senhor antes abale todas as coisas: “Ouve isto, pois, tu que és dada a prazeres, que habitas segura, que dizes contigo mesma: Eu só, e além de mim não há outra... Pelo que sobre ti virá o mal que por encantamentos não saberás conjurar; tal calamidade cairá sobre ti, da qual por expiação não te poderás livrar; porque sobre ti, de repente, virá tamanha desolação, como não imaginavas” (Isaías 47:8,11)

Deus não vai subestimar o pecado, mas derrubará as fortalezas do Diabo. Ele vai fazer soar um chamado de despertamento à igreja “de repente com desolação”. Na verdade esse será um grande ato de amor da parte do Senhor. Ele ama a igreja de tal maneira que se recusa a permitir que o bem estar, o prazer e a apostasia ceguem e arruinem o objeto de Seu amor.

“Ainda que se tenha compaixão do ímpio, ele não aprenderá a justiça; na terra da retidão ele age perversamente, e não vê a majestade do Senhor” (26:10). Eis a prova de que o avivamento é impossível quando há bem estar e prosperidade. Isaías diz em termos simples, “Em épocas de bênçãos as pessoas não mudam o rumo”. Nada vai acontecer enquanto o bolso não for afetado. Somente “quando se vêem na terra as tuas ordenanças, os habitantes do mundo aprendem a justiça” (26:9).

Isaías oferece prova final de que um último avivamento virá depois de um abalo: “'Conforme o que fizeram lhes retribuirá: aos seus inimigos, ira; aos seus adversários, o que merecem; às ilhas, a devida retribuição. Desde o poente os homens temerão o nome do Senhor, e desde o nascente, a sua glória. Pois ele virá como uma inundação impelida pelo sopro do Senhor. 'O Redentor virá a Sião, aos que em Jacó se arrependerem dos seus pecados', declara o Senhor. 'Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles', diz o Senhor. 'O meu Espírito que está em você e as minhas palavras que pus em sua boca não se afastarão dela, nem da boca dos seus filhos e dos descendentes deles, desde agora e para sempre', diz o Senhor” (Isaías 59:18-21).

O espírito de Babilônia está prestes a ser quebrado através da desolação. Porém, não interprete mal a profecia de Isaías como sendo uma mensagem sombria e de maldição. Pelo contrário, Jesus diz: “Ao começarem estas cousas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lucas 21:28).

Agora mesmo, estamos vendo o começo do último avivamento, com Atos 2:17 sendo cumprido:

“E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos” (Atos 2:17). Em todos os meus anos de ministério, nunca fui capaz de antever essa profecia acontecendo em nossos dias. Agora eu creio que ela esteja sendo cumprida.

Em nações por todos os lados, Cristo está se revelando à multidões em sonhos e visões. Na China, Índia, e em vários países comunistas e opressores, as pessoas tem relatado suas experiências com Jesus em sonhos. Mesmo aqui em nossa Igreja Assembleia de Deus Missão Profética, muitas pessoas, entre elas nossas queridas irmãs Missionária Ivete e a Diaconisa Francisca e tambem a Diaconisa Valdirene, entre outras, tem relatado seus sonhos, e são visões de Deus, está acontecendo.

Prezados irmãos, está chegando o dia em que o mundo todo verá Jesus. O apóstolo João anteviu “grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Apocalipse 7:9-10).

Isso não é um pequeno remanescente, mas uma multidão incontável, exatamente como Isaías profetizou. E todos estão adorando o Senhor. Louvado seja Deus por esse dia prometido!

Seja Avivado e esteja preparado para encontrar com o Senhor nos ares.

O ULTIMO AVIVAMENTO

 

     O último avivamento

Talvez, quando nós pensamos – e desejamos – avivamento, não compreendemos a plenitude de tudo o que ele envolve. Certamente, o avivamento não é romântico. Ao olharmos para a história da Igreja primitiva, os cristãos eram vistos como “homens que têm causado alvoroço por todo o mundo,” (At 17.6). Este alvoroço, na verdade, é avivamento. Poder e Glória de Deus manifestada aos homens por meio da Igreja.

Não quero falar aqui sobre o avivamento em si, mas gostaria de falar um pouco sobre o impacto que o último e grande avivamento desencadeará na política e na economia global. Antes, quero contextualizar um pouco.

Após a Queda, todas as áreas da vida do homem foram influenciadas pelo pecado. O pecado interferiu na integridade do homem. Esta é a depravação total. Sendo assim, o homem caído tem uma mentalidade deturpada e uma perspectiva distorcida, distante da verdade do Evangelho. O que acontece quando uma comunidade de homens caídos se associam? Eles começam a se relacionar de forma caída, a cultivar uma cultura caída, e assim, desenvolvem um sistema para servi-los, que também é caído, estamos vivenciando isso no Brasil e no mundo onde predomina principalmente o Socialismo e comunismo que são governos ditatoriais.

Todas as ideologias existentes e todos os sistemas pensados e instituídos no mundo hoje são caídos. Se um é menos desigual que outro, se um serve mais a sociedade do que outro, se um é totalitário e outro não, nada disso importa. Todos, sem exceção, foram criados a partir do pecado, e dessa forma é impossível haver redenção.

De maneira muito clara eu digo: nenhuma mudança política, econômica e social irá satisfazer o anseio do nosso coração de ver justiça sendo estabelecida. Nossa esperança deve estar somente em Cristo Jesus.

Embora os processos políticos e as obras sejam fatores muito importantes para mudanças políticas e sociais, eles são incapazes de derrubar, de uma vez por todas, a injustiça. Por quê? Porque a fonte de toda injustiça é, primeiramente, espiritual. Se a injustiça veio com a Queda do homem, isto é, com o pecado, a justiça não virá por meio dos governantes desta terra, mas com a plena redenção, por meio de Jesus Cristo – O Cordeiro que tira o pecado do mundo. Um dos significados de justiça – mishpat – é tornar o errado certo; dar a um o que lhe é devido. E esta autoridade, só o Messias possui.

 

Agora você deve estar se perguntando “okay, mas o que tem a ver avivamento e santidade, política e economia?”. Tendo tudo a ver. O grande avivamento foi o cumprimento da profecia descrita em Joel 2: resumindo, o Espírito veio sobre toda carne naquela ocasião, na vida daqueles que foram obedientes a voz de Deus e permaneceram em Jerusalém até que foram revestidos de poder para serem testemunhas de Cristo.

Da mesma forma Deus continua derramando de Seu poder sobre a Igreja para continuar a testemunhar de Cristo, pois em nossos dias a frieza tem se alastrado e tomando conta da vida de muitos. E essa frieza espiritual é fruto da politica, da economia, das modas, dos costumes, das desconstruções de valores, principalmente dos valores familiares.

Nesse contexto, a igreja esta lutando para desfazer o que o mundo esta fazendo e promovendo no seio da família. É bom ver o engajamento da Igreja em salvação de almas em massa, a igreja envolvida em movimento intenso de oração e missão em todas as nações. O Evangelho do Reino esta sendo pregado em todo mundo, mas quem esta dando crédito a nossa pregação como disse Isaias?

Agora imagina comigo, um povo cristão vivendo uma vida de santidade, experimentando o maior avivamento onde milhares e milhares de pessoas vão sendo transformadas pelo poder do Evangelho, nascendo de novo e isso só passa a acorrer quando homens e mulheres decidem viver uma vida de santidade para com Deus.

 

Quero compartilhar um trecho do livro, “A Fúria das Nações”, do David Sliker:

“Para os profetas, o avivamento era uma tempestade. […] As pessoas assumem ingenuamente que “avivamento” significa “todos estão”, mas historicamente, esse não tem sido o caso, historicamente e biblicamente, avivamento sempre significou “todos se decidem”. […] Em uma escala maior, a qual a bíblia nos informa que acontecerá como um evento futuro, a tomada do poder de Deus funcionará como uma tempestade de glória esmagadora. [..] “Por que o avivamento do Fim dos Tempos irá perturbar tanto as nações? A razão pela qual irá afetar as nações como uma tempestade é que o derramar final do Espírito irá repentinamente depositar um poder real sobre a Igreja em meio às nações, o avivamento irá produzir uma mudança drástica de poder […]. E qualquer novo poder será uma ameaça para o poder mais estabelecido.”

Qual é a mensagem do Evangelho? Por causa do pecado, Deus enviou Seu Filho. Ele morreu na cruz carregando o nosso pecado, venceu a morte, ressuscitou – e o mesmo Espírito que trouxe Jesus de volta à vida é o mesmo que nos regenera e nos filia a Deus – e hoje está a destra do Pai. Só Ele foi achado digno, entre todos. E este mesmo Jesus retornará para terra e julgará as nações, julgará cada um conforme as suas obras e estabelecerá o Seu governo, com toda a autoridade!

Mas, o que precisamos notar é que antes de Jesus voltar, a Igreja estará em seus dias tenebrosos, porém mais gloriosos. Todas essas pessoas que foram impactadas e transformadas pela verdade e poder do Evangelho, nasceram de novo e tiveram suas mentes renovadas, tiveram também, seus valores transformados. O que antes era influenciado pelo pecado, a partir do novo nascimento, são agora influenciados pelo Espírito de Deus, pela vida de Jesus. Porem é preciso manter uma vida de santidade porque em breve nos encontraremos com Cristo no grande dia do arrebatamento da igreja.

Os nascidos de novo, que levam uma vida de santidade, jamais serão influenciados por este mundo nem por suas tendências; muitas pessoas querem fazer o que mundo faz: Uso de tatuagens, piercings, bebidas alcoólicas, homens com cabelos crescidos e tantas outras tendências malignas, pois o mundo jaz no maligno, e somente uma pessoa que nasceu de novo da agua e do espirito, que pauta a sua vida e sua conduta na santidade de Deus é que resistirá e não será influenciada pelas tendências do maligno.

Uma sociedade – pensemos em escala global, nas nações – que antes investia seu dinheiro em lojas, novos aparelhos eletrônicos, nos produtos da última geração, em carros caros, grandes casas. Podemos ir até mais fundo, ao invés de gastarem em prostituição, drogas ilícitas, ou em qualquer outra forma corrupta e cheia de impiedade, agora, com o poder do Evangelho, irão investir tudo o que possuem, não para beneficiar a si mesmos, mas para beneficiar o próximo, a Igreja, como vemos acontecer em Atos 4.32-35. Irão semear em vida, e não em morte. Um sistema irá cair. A economia construída em cima de imoralidade, corrupção, idolatria e impiedade cairá, a empresa de tabaco irá falir, empresas de bebidas alcoólicas irá falir, os tatuadores irão, a empresa pornográfica irá falir,  – como vemos em Atos 19.23-27, na igreja de Éfeso, e na província da Ásia. Os cristãos não se envolverão mais com o mundo, não entregará a ele sua vida, seu dinheiro, seu tempo, eles escolherão ser amigos de Deus. (Tg 4.4)

 

O Evangelho vai contra o individualismo, egocentrismo e consumismo. O Evangelho não tem política de reconhecimento para nenhum grupo ou indivíduo senão o Cristo. O Evangelho irá confundir todas as ideologias possíveis. O Evangelho é ameaçador porque rompe com o padrão perpetuado e conhecido ao longo dos anos. Ele atravessa a cultura. O Evangelho é uma boa nova. E o novo, ainda que bom, é subversivo.

O Evangelho irá confrontar com todo o padrão mundano, cultura, sistema social, econômico e político. E à medida que os líderes e governantes mundiais, os governantes desta era, começarem a reparar no “alvoroço em todo o mundo”, a Igreja, proclamadora do Evangelho do Reino, será alvo de perseguição, e vem sendo perseguida, e o Rei que virá, será encarado como uma ameaça real a ser combatida.

Agora, pense comigo: se você fosse um presidente de uma nação bem poderosa, como os EUA, e você soubesse que existe um homem chegando para destituir você do poder, para que Ele assuma. Não é uma ameaça política? Uma ameaça ao poder estabelecido?

Então, podemos concluir: o Evangelho do Reino, que esta sendo pregado a todos os povos e nações, é uma mensagem política. Jesus é Rei, e Ele virá governar as nações. Ninguém poderá detê-lo. O poder não vai ser do povo, nem dos grandes líderes políticos. Nenhum poder, seja qual for, irá superar a autoridade de Jesus Cristo. E isso esta aterrorizando os líderes mundiais pecaminosos. A reação destes governantes pode ser vista em Salmos 2: “Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo:” Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas.” (Sl 2.1,2)

Eles tentarão se livrar, se unirão para escapar do Messias, mas nada poderá impedi-lo. Deus constituiu Jesus Rei e as nações são Dele por herança, toda a terra pertence a Ele.

Quando Jesus vier para arrebatar a sua igreja e depois governar, Ele não irá olhar para aquilo que é “religioso/sacro” ou aquilo que é “secular” e fazer distinção entre eles. O crivo de distinção de Jesus será: o que é obediente e o que é desobediente; Oque é santo e oque é profano. Oque crê e oque não crê; O que se submete ao Seu governo, ou o que é rebelde à Sua liderança. Ninguém pode servir a dois Senhores. (Mt 6.24). Beije o Filho para que não se ire e pereça no caminho. (Sl 2.12) Você está disposto a se submeter a liderança de Jesus? Só existe um caminho para todos os cristãos, a Igreja: paixão, intimidade e obediência a Jesus, ou seja uma vida de Santidade.

E o tema da santificação, infelizmente, muitas vezes é desenvolvido numa perspectiva negativa, e perde-se a glória e a beleza que o assunto reflete. É preciso enfatizar que a vida de santidade está amparada na glória de Deus. O Deus Santo nos separou, nos tomou para Ele. Não há outra opção, não podemos dividir sua glória, pois Ele não a dá a outrem.

Assim, santidade é a capacidade de viver aqui na Terra de modo que enalteça o nosso Deus. Quem experimenta verdadeiramente o novo nascimento não se contenta em viver de maneira menos elevada do que preceitua o santo Evangelho. Somos chamados para ser embaixadores do Reino de Deus. Representamos um reino glorioso, majestoso e amoroso. Não há como desejar nada inferior a isso.

Deus é absolutamente santo; Sua santidade é infinita e inigualável; Ele é santo em si mesmo, em sua essência e natureza (Ap 15.4). Sua vontade é que os crentes reflitam esse caráter de santificação no seu modo de vida. Vamos ver, então, o que é ser santo e a necessidade de se ter uma vida santa.

É preciso ter uma vida santa, estar comprometido com a ética do Espírito.


Pastor Samuel Mendes de Sales

SANTIDADE CONVÉM A TUA CASA, SENHOR, PARA SEMPRE.

 

Santidade convém a tua casa, Senhor, para sempre.

 

Atos 2.1-13 O Avivamento somente pode ser produzido pelo Espirito Santo, e é uma promessa a todos os crentes salvos em Jesus Cristo e que anda em santidade diante dEle; O Avivamento gerado no Espírito Deus unge seus servos para uma grande obra e autentica o ministério cristão. Assim, não podemos viver uma atividade ministerial que não esteja sob o pleno domínio do Espírito. Do contrário, é a carne que tomara a frente, valores opostos ao Evangelho prevalecerão. O livro dos Atos dos Apóstolos revela uma igreja que atuava no poder do Espírito Santo.

No principio da Igreja, os cristãos, mais conhecidos como “ a seita dos nazarenos”, eram avivados e caminhavam sob a direção do Espírito Santo. Foi o avivamento que o Espirito Santo promoveu no seio da igreja primitiva.

Mas a Igreja Primitiva também tinha os seus problemas. A Igreja Primitiva era duramente atacada por heresias disseminadas por falsos mestres e algumas vezes suas comunidades acabavam abrigando essas pessoas.

Em algumas igrejas havia problemas doutrinários, éticos, casos de divisão e imoralidade. Algumas comunidades da Igreja Primitiva perdiam o fervor e se tornavam apáticas. Na verdade, as sete igrejas do Apocalipse mostram de forma clara alguns dos problemas enfrentados na Igreja Primitiva.

As sete igrejas da Ásia Menor foram repreendidas pelo Senhor Jesus. Inclusive, parte importante dos escritos do Novo Testamento foi dada justamente para corrigir erros graves que prejudicavam a vida cristã e que, portanto, já estavam presentes desde os tempos da Igreja Primitiva.

Mas apesar de todos os seus problemas, a Igreja Primitiva prevaleceu e foi a primeira base missionária que internacionalizou a pregação do Evangelho. Um grupo inicial de pouco mais de cem pessoas em Jerusalém no primeiro século, se tornou uma multidão incontável dedicada a fazer com que o nome de Cristo seja glorificado.

Isso mostra que a realidade da Igreja não repousa sobre as habilidades humanas. A principal qualidade da Igreja está no fato de ela ter sido alcançada pela graça de Deus. A Igreja pertence ao Senhor e Ele é quem preserva o seu povo firme até o fim (1 Coríntios 1:8). Foi assim com a Igreja Primitiva, é assim com a Igreja atual, e continuará assim até o dia em que Cristo vier buscar a sua Igreja.

A Primeira condição para vivermos um avivamento genuíno e receber os dons do Espírito Santo é passar pela experiência de salvação. Sendo necessário arrepender-se e crer no Evangelho (Mc 1.15), pois sem arrependimento e fé, não há salvação. A segunda condição é obedecer a Deus, pois nosso arrependimento e fé devem apresentar frutos dignos (1Jo 5.2-4). E, finalmente, a terceira condição é santificar-se, pois sem santificação, ninguém verá a Deus (Hb 12.14). Esse chamado de Jesus é para todas as pessoas. Ele antecede a experiência do avivamento que é promovido pelo Espírito Santo na vida do salvo; por isso o Avivamento é uma questão de santidade.

A promessa do avivamento é para todos os salvos. Os primeiros a receberem essa manifestação sobrenatural do Espírito Santo foram os discípulos que, salvos, se reuniram no cenáculo para perseverar em oração (At 1.12-14). Eles esperavam o cumprimento da promessa feita por Jesus (At 2.1; cf.1.4,5,8). E, de repente, o Espírito foi derramado sobre todos os que estavam reunidos e assentados na casa (At 2.1,2). Ao final do segundo capítulo de Atos, o apóstolo Pedro afirma que a promessa “diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quanto Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39). Assim, o texto bíblico atesta a abrangência atemporal e perene da promessa: o batismo no Espírito Santo e para todos os salvos em todas as épocas, culturas e geografias.

O verdadeiro avivamento espiritual proporciona ao crente uma nova dinâmica de vida no Espírito. No entanto, isso não significa que o crente esteja isento de enfrentar lutas espirituais, bem como batalhas na carne para que não obedeça à vontade de Deus. A caminhada espiritual requer do crente o esforço para preservar uma vida santa, consagrada a Deus por intermédio da oração e leitura da Palavra. O Senhor Jesus alertou aos seus discípulos de que enfrentariam aflição neste mundo, mas deveriam manter o bom ânimo, haja vista que Ele mesmo venceu esse sistema pecaminoso (Jo 16.33). A Bíblia ressalta que o nascido de Deus tem condições de vencer o mundo mediante a fé (1 Jo 5.4). Logo, o estilo de vida pela fé requer andar no Espírito.

Pastor Samuel Mendes de Sales

EMBRIAGADOS PELO ESPIRITO SANTO

 

Embriagados pelo Espírito Santo

Ef 5:15-21

            O tema dessa Escola Bíblica de Obreiros e Membros -  Avivamento, uma questão de Santidade, e o subtema Embriagados pelo Espirito Santo que é o assunto de hoje e baseia-se no mandamento contido no verso 18 do capítulo 5 de Efésios: Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito.  O apóstolo compara os efeitos da embriaguez com o álcool (mencionando o vinho porque esta era a bebida alcoólica mais comum na Palestina), aos efeitos do enchimento do Espírito Santo.

            Sobre bebidas alcoólicas:  Há quem defenda o consumo de bebidas alcoólicas socialmente, inclusive justificando-se pelo fato de Jesus ter, inclusive, transformado água em vinho, nas bodas de Caná da Galiléia. (a respeito da agua que virou vinho nessa festa é assunto para as aulas de teologia)  Por outro lado, há diversos textos bíblicos que alertam para os perigos do consumo de álcool e exatamente por isso preferimos não recomenda-lo.  Cito o exemplo de Noé, o patriarca, que se embriagou com vinho, desnudou-se e acabou por trazer sérias consequências para a descendência de um de seus filhos (Gn 9:20-21).

            Em Pv 20:1, temos um alerta muito claro sobre a ingestão de bebidas alcoólicas: O vinho é zombador e a bebida fermentada provoca brigas; não é sábio deixar-se dominar por eles.  Outro texto mais claro ainda é Pv 23:29-35.  Aqui a Bíblia relata a triste vida de um alcoólatra, descrevendo-a como recheada de ais, tristezas, brigas, feridas...  Estatísticas oficiais mostram que cerca de 10% da população masculina do Brasil é alcoólatra – isto é terrível! A quantidade de adolescentes e jovens que consomem álcool é alarmante. Por isso, por uma questão de testemunho e precaução, optamos por nem ingerir bebidas alcoólicas.

           O texto do estudo de hoje inicia-se com um alerta: Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios (Ef 5:15).  Toda a Bíblia nos alerta que ser dado ao álcool é uma terrível insensatez.

            A embriaguez do Espírito:  No verso 17, o apóstolo recomendou – não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor.  Compreender a vontade do Senhor para nós é um esforço que cada um precisa empreender.  Claro que as Escrituras têm a revelação do que o Criador quer que sejamos.  Não há como duvidar de que o Criador deseja que sejamos cheios de Seu Espírito Santo.  Por isso o verso 18 diz: deixem-se encher pelo Espírito.

            Quando os primeiros cristãos viveram pela primeira vez a experiência de serem cheios do Espírito (Atos 2, no dia da festa de Pentecostes), muitas pessoas em Jerusalém chegaram a pensar que eles estivessem embriagados (At 2:13).  Quando um crente é cheio do Espírito pela primeira vez pode acontecer algum tipo de manifestação semelhante a embriagues: alegria incontida, choro, fraqueza nas pernas, alteração na forma de falar... Porém, tais manifestações são o que menos importa. Vale ressaltar que a experiência de ser cheio do Espírito precisa ser mantida, renovada – observe que em Atos 4:31 os mesmos de Atos 2 foram, novamente, cheios do Espírito.

            Manifestações:  Tanto em Atos 2, como em Atos 4, a principal de todas as manifestações foi a coragem para pregar.  Cair no chão, gritar, chorar, rir sem parar... de que adiante se não houver testemunho do Evangelho aos perdidos?  Pois em Atos foi esta a manifestação do poder do Espírito nas vidas dos cristãos.  Eles não temiam pelas próprias vidas e pregavam a tempo e fora de tempo.

            Em Efésios 5:19-21, encontramos os resultados práticos de uma vida cheia do Espírito:

a)      A linguagem muda:  Observe que Paulo não menciona o dom de orar em línguas.  Claro que orar em línguas tem seu valor e todos cristãos precisam ter essa experiência.  Mas aqui o apóstolo ressalta outro aspecto – a linguagem do louvor e da gratidão.  Paulo ressalta o salmodiar, os hinos e os cânticos espirituais (a linguagem da adoração em línguas).

b)     Dar graças constantemente:  Quando o crente murmura, o Espírito se entristece (Ef 4:30).  O apóstolo recomenda a gratidão a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo (v. 20).  Quando você murmura acaba por ofender aquele que supre sua vida, seu sumo Pastor, Jesus Cristo.

c)      Servir como privilégio: O último verso, 21, contém o mandamento: Sujeitem-se unas aos outros, por temor a Cristo.  Sujeitar-se significa colocar-se abaixo, em servidão.  Jesus Cristo é nossa inspiração maior – Ele mesmo não veio para ser servido, mas para servir (Mt 20:28).  O Mestre ensinou que no Seu Reino, o maior é quem serve (Mt 23:11).

d)      Fazer discípulos:  A maior evidência de viver uma vida cheia do Espírito é o cumprimento da ordem do Senhor de fazer discípulos.  O Espírito Santo é responsável por nos ajudar tanto a ser como a fazer discípulos para Jesus.

O Espírito Santo muda aqueles em quem ele vem habitar e altera todo o padrão de suas vidas. Com o Espírito dentro deles, é bastante natural que as pessoas que foram absorvidas pelas coisas deste mundo se tornem totalmente de outro mundo em perspectiva, e que os covardes se tornem pessoas de grande coragem.

No dia de Pentecostes, quando as pessoas ouviram os apóstolos falando em línguas e fazendo proclamações ousadas inspiradas pelo Espírito, exclamaram: “Eles beberam vinho novo demais!” (Atos 2:1-13). Mas Pedro os corrige: “Você deve perceber que esses homens não estão bêbados, como você parece pensar. São apenas nove horas da manhã!” (Atos 2:15). A “embriaguez santa” que toma conta dos apóstolos cheios do Espírito não é motivo de alarme, mas de alegria.

 

O Espírito Santo vem com a ternura de um verdadeiro amigo para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer e consolar. O Espírito Santo permite que as pessoas vejam coisas além do alcance da visão humana, coisas até então inimagináveis.

Na verdade somente um estado de embriaguez espiritual pode nos dar alusão o que acontece realmente com aqueles que ficam repletos do Espirito Santo.  O homem cheio do Espírito Santo fala, age, pensa se move sob o efeito do Espírito Santo.  Também podemos dizer que ele pode ficar em êxtase.   Como Pedro agora cheio do Espírito Santo que se levanta e prega com ousadia para os mesmos que crucificaram Jesus no dia de pentecostes (Atos 2,14ss) Ou diante do paralítico que ficava a porta do templo (Atos 3,ss)  Em o nome de Jesus Levanta-te!

O próprio Paulo que mesmo sendo apedrejado volta a cidade para pregar novamente o Evangelho da graça. Não é à toa que os apóstolos diziam nós somos loucos por causa de Cristo (1 Cor 4,10 a ).

Precisamos dessa embriaguez espiritual para colocarmos fogo no mundo! (cf Lucas 12,49)

Precisamos dessa embriaguez espiritual para vencermos nossos medos, nossas crises, nossas desculpinhas...  Jesus veio para incendiar o mundo e hoje Ele quer nos incendiar, nos embriagar no Espírito para que possamos ganhar mais alma para Cristo. Clamemos por essa embriaguez espiritual que impregna todas as áreas de nossas vidas.

Pastor Samuel Mendes de Sales

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

3ª eBOM - Pastor Adailton Bertoldo

 

8. Princípios de um Obreiro


        

Estudo sobre principios de um obreiro Hebr. 6.9

Principios.

Princípios são um conjunto de normas ou padrões de conduta a serem seguidos por uma pessoa ou instituição.

A conceituação dos princípios está relacionada ao começo ou início de algo. São os pontos considerados iniciais para um determinado assunto ou questão. O termo tem origem do latim principĭum, que significa “origem", "causa próxima", ou "início”.

Os princípios também podem estar associados às proposições ou normas fundamentais que norteiam os estudos, sobretudo os que regem o pensamento e a conduta.

O OBREIRO: Um obreiro eclesiástico é o mesmo que um ministro da igreja. Primeiramente, esta pessoa precisa ser membro da igreja. É muito importante que esta pessoa faça parte da referida igreja, desde seus primeiros passos. Porque Jesus Cristo, depois de passar uma noite em oração, escolheu os apóstolos dentre seus discípulos (Lucas 6.12 -16). Discípulos quer dizer alunos, aprendiz e diz a respeito aos membros da igreja; mas quanto aos apóstolos, diz a respeito aos obreiros, os ministros, da mesma. Mas não estamos falando de todos os membros da igreja, de uma forma geral, visto que um candidato ao ministério precisa preencher rigorosamente certos requisitos, a saber: Ter sua escolha e chamada diretamente de Deus (Jeremias 1.5; Ezequiel. 2 . 1 – 3; Lucas 6.12 -16; Atos 13. 2 -4); Conhecer, concordar, e viver, todos os ensinamentos e dogmas da igreja ( II Timóteo 3.14 -17); Ser humilde e manso de coração (Mateus.11.29).

 

Qualificações de um obreiro

a) Apresentação individual,

b) Gentileza,

c) Educação,

d) Ética

Ética são códigos de conduta para o bom relacionamento entre as pessoas dentro dos grupos, variam de grupo para grupo, existem ética empresarial, ética política, etc e também existe a ética cristã. São códigos que se forem quebrados podem danificar os relacionamentos, prejudicar a imagem da instituição e até trazer escândalos ao Corpo de Cristo, convém estar atento a alguns procedimentos:

- Celulares, os obreiros devem colocar seus aparelhos para o modo silencioso ou desligarem durante o culto;

- Evitar conversas a parte com irmãs casadas ou entre obreiros casados e irmãs solteiras, a não ser quando for necessário e por breve período de tempo;

- Evitar beijos no rosto e abraços com as irmãs, que se conhece há pouco tempo ou novas convertidas;

- Evitar ficar do lado de fora da igreja durante o culto;

- Evitar andar sem necessidade no meio da igreja durante o culto;

- Ser breve nas oportunidades, evitando principalmente histórias particulares e infindáveis;

- Nas oportunidades, nunca se referir ao problema particular de um irmão por mais que seja do conhecimento de todos;

- Não chamar a atenção dos obreiros diante da igreja, deve-se falar em particular, na presença de outro obreiro ou nas reuniões;

- Evitar o uso de apelidos;

- Respeitar a dor dos outros;

- Ao orar em grupo, deve ser feito com ordem e em comum acordo com os irmãos, para evitar os falatórios sem objetivo;

- Evitar quaisquer atividades que tirem a ligação do culto, como trocar uma lâmpada, arrastar uma mesa, afinar uma guitarra ou bateria, salvo o que for necessário, todo preparo do culto deve ser feito antes.

e) Postura,

f) Atenção,

g) Iniciativa,

h) Envolvimento,

h) Pro atividade

Esse é um termo relativamente novo mundo, diz respeito às atitudes preventivas em um determinado projeto ou tarefa, é o ato de se prever possíveis necessidades ou falhas no futuro.

Diríamos que pro atividade é a soma de iniciativa e envolvimento nos diversos projetos e realizações da igreja. Ex: ao ser marcado um culto ao ar livre, o obreiro deve, antes de tudo, pensar em coisas como som, folhetos, ponto de luz para a instalação do som e etc, ainda que

não seja da sua alçada. O obreiro não deve se comportar como se não fosse responsabilidade dele, a realização de algum trabalho na igreja.

i) Equilíbrio:

O obreiro deve a todo custo ter um comportamento equilibrado, ele deve saber identificar o momento de descontração e o momento de assumir a postura séria para as atividades, e ao descontrair deve evitar brincadeiras extravagantes, piadas a fora de tempo, ou com temas duvidosos (infames, com mentiras Pv 26.18,19 , com o Espírito Santo ou com algum personagem bíblico) O obreiro deve se lembrar que: "Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que refreia os lábios é prudente" Pv 10.19.

j) Prontidão: Pontualidade

m) Amor : O obreiro não deve esquecer nunca do amor, tanto para com Deus, como para com os irmãos e entre os próprios obreiros, é lamentável quando um obreiro busca o rápido crescimento ministerial e por conta disso toma atitudes que não estão nos padrões da Palavra de Deus, a própria Palavra do Senhor nos assegura que toda uma vida na obra pode ser perdida se não tiver amor 1 Co 13.1-3, é necessário que o obreiro se examine e procure dentro de si mesmo, os reais motivos que o levam a fazer a obra do Senhor. Encontramos muitos obreiros, com longos anos de trabalho na obra e que são homens e mulheres usados pelo Senhor, mas que de repente se desviam, muitas vezes o que motiva essa atitude é o fato de eles estarem muito tempo na obra do Senhor, por outras razões e não o amor às almas e a obra de Deus, ou então no decorrer da caminhada eles se esfriaram no amor Mt 24.12.

Com tudo isso o Obreiro tem que ser convertido Significa: mudança de direção, mudança, transformação ou adaptação.

É preciso demonstrar conversão em todas as áreas da vida. No modo de pensar, falar, agir. Na fartura ou na escassez.

Na alegria ou na tristeza. Quando honrado ou quando contrariado. Com saúde ou enfermo. No comando ou sendo subordinado. Amando ou sendo desprezado; em casa ou em público; a tempo ou a fora de tempo. A verdadeira conversão é visível, por isso mesmo, tem a capacidade de impressionar (produzir, deixar uma marca, transformar pela luz) as pessoas a nosso redor e o mundo.

Eze.18.32; II Pedr. 3.9; II Cron. 30.9b; Col.3.5; At.3.19; Tg.1.21.

É SUBMISSO

Significa: ato ou efeito de submeter-se, obediência voluntária, sujeição.

Reconhecendo a autoridade ministerial e espiritual que está sobre sua liderança, e identificando em seu líder espiritual o caráter de Deus, o obreiro não se sente submisso (que está em posição ou lugar inferior, resignado, conformado). Ao contrário, sente-se honrado e privilegiado em poder obedecer. Heb.5.7; Hebr. 12.9; I Sam.15.22-23; Hebr.13.17; Tt. 3.1-2;

Fip.2.8.

 

É OBEDIENTE

Significa: sujeitar-se à vontade de, cumprir ordens, deixar-se conduzir, estar sob uma força ou influência, ceder.

O obreiro aprovado alegra-se em cumprir todas as ordens ou determinações vindas da direção do ministério. Está sempre pronto a servir. Não questiona, não despreza e nem negligencia.

Porque confia no seu Deus, sabe que Ele é fiel.

Quando o obre/iro examina e entende o real significado desses três aspectos acima citados; significa que tem consciência do seu chamado.

O próprio Senhor Jesus declara: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.” (Jo.15:16).

 

Saber-se escolhido pelo próprio Senhor Jesus, leva o obreiro a desejar conhecê-lo mais intimamente, desejando ser como Ele é. “Sede, pois imitadores de Deus, como a filhos amados;” (Ef. 5.1). I TIM 1.12-14; Efe. 1.18.

Chamada = ação ou efeito de chamar; chamamento, Ato de chamar as pessoas para verificar suas presenças. Efe 4.1-4.

No caso de obreiro vem um pouquinho mais profundo, Efe 4.11-12; Luc. 12.48.

I Cor. 1.26; Efe. 4.1; I Tess. 2.12-14; II TIM 1.9; I Pedr. 5.10; II Pedr.1.10; Hebr.3.1.

Ministério: execução de uma tarefa, de uma obra; atividade, trabalho, mister; ocupação exercida por alguém; cargo, função, profissão.

“Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá” (I Pedro 4:11).

No novo testamento a palavra Ministério é traduzida do grego e passa a ideia de algum tipo de trabalho ou prestação de serviço, por isso é comum associarmos a palavra ao serviço de pregação, por exemplo.

“Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério...” (Lucas 3:23)

Como vemos nessa passagem, Jesus tinha o seu próprio ministério que deve ser o nosso modelo maior, assim como tudo o que ele fez em sua vida, deve ser nosso espelho. Se focarmos no ministério de Jesus, podemos fazer o nosso próprio ser bom, já que se apenas vermos o nosso poderemos ficar cada vez mais distante do que seria ideia para Deus.

Jesus é um dos nossos maiores exemplos, pois se consideramos que quem tem um ministério é como um servo devoto a Deus, que tenta ser o melhor e fazer o melhor com o dom que Deus deu, pode encontrar nele, de fato, o nosso maior exemplo, já que fez tudo isso por nós, utilizou os seus dons para o bem, sempre com Ele guiando o seu caminho e sendo cada dia melhor para as pessoas e mostrando para todos o melhor que tinha e poderia ter nelas. Como em tudo em nossa vida, Jesus e Deus são os nossos guias nesse quesito também.

 

Pastor Adailton Bertoldo Ferreira

Assmbleia de deus Madureira Utinga