sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Porque sou PréTribulacionista

A Igreja não passará pela tribulação, porque:

1.   A Bíblia nunca assim o declarou explicitamente.

2.   Ap 1 fala do passado (“as coisas que vistes”);
Ap 2,3 do presente (“as coisas que são”) ;
Ap 4-22 do futuro (“as coisas que hão de ser”).
Depois de Ap 3 a Igreja nunca é mencionada.
Em Ap 4 os 24 anciãos (símbolos da igreja local totalizada futura) já estão no trono antes de começar a Tribulação;
Em Ap 19:8,14 a igreja local totalizada futura VOLTA à terra ao final da Tribulação; logo não estava aqui naquele período!

3.   Cristo prometeu aos [verdadeiros] crentes das igrejas locais: “Eu te guardarei da hora da provação” Ap 3:10.

4.   Ap 15:1; 16:1,19 dizem que a Grande Tribulação é um período de juízo sobre um mundo ímpio, sobre as igrejas apóstatas, e sobre Israel rebelde. Usam expressões fortíssimas: “flagelo”, “vinho do furor de Deus”, “7 taças da cólera de Deus”! Mas Jo 5:24, Rm 5:9, 1Ts 5:9 nos garantem que o salvo “não entra em juízo”, “não foi destinado para a ira”, e “Jesus nos livra da ira vindoura”.

5.   A Grande Tribulação, embora afetando o mundo inteiro, é primordialmente para castigar Israel Jr 30:4-9; Dn 12:1; Mt 24:15,21.

6.   Não há nenhum sinal cronológico quanto à vinda de Cristo para arrebatar os [verdadeiros] crentes das igrejas locais; mas há muitos sinais cronológicos (“1260”, “2520 dias”, “tempo, tempos e metade de tempo”, “42 meses”, etc.) que se aplicam só a Israel.

7.   Dn 9:25-27 profetizou 70 semanas para Israel. Na 69ª, Israel rejeitou e crucificou seu Senhor, por isso a “fita VHS” de Israel foi interrompida e acionada a da dispensação das igrejas locais, ou seja A Graça". Deus passou a tratar com a igreja, completada esta, será reacionada a fita de Israel, para cumprir-se a 70ª semana, a Grande Tribulação, chamada “Tribulação de Jacó” em Dn 12:1; Jr 30:7; Ap 12:7-9. Como os crentes das igrejas locais não estiveram presente nas primeiras 69 semanas, não estarão na 70ª.

8.   A trombeta de 1Co 15:52 (instantânea; relacionada com o Arrebatamento) é diferente da de Ap 10:17; 11:15-19 (prolongada Ap 10:7; relacionada com juízo)!

9.   José (tipo de Cristo) casou-se com Asená (tipo da Igreja) quando estava rejeitado pelos seus irmãos (tipo de Israel) e antes dos 7 anos de fome Gn 41:45. Enoque foi arrebatado antes do dilúvio Jd 14-16; Gn 5:24; Noé, antes das águas Gn 6; Lc 17:26-27,30; Ló, antes do fogo Gn 19; Lc 17:28-30.

10.Somente quando os crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] (“o sal”) forem retirados é que o mundo entrará em completa e veloz putrefação moral e espiritual (2TS 2:67-10).

11.Cada crente das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno], o corpo de Cristo, é uma só com Ele e em Ele. Portanto, se os crentes das igrejas locais  passassem pela 70ª semana, o próprio Cristo passaria pelo julgamento e castigo de Deus, o que é impossível Hb 9:25-27.

12.Se algum dos crentes das igrejas locais passasse pela Tribulação, como todos lá têm que se sujeitar ao Diabo Ap 13:7, então Cristo estaria sujeito ao Diabo ou deixaria de ser o cabeça de cada [verdadeira] igreja local.



Agora, vejamos o resumo feito pelo Pr. Mike Walls:


Cinqüenta Evidências do Arrebatamento Pré-Tribulacional


DOUTRINA HISTÓRICA DA IMINÊNCIA


1. As igrejas locais primitivas acreditavam na iminência do retorno do Senhor. Enquanto se pode debater sobre os detalhes de o que os [assim chamados] "pais da igreja" disseram, há uma consistência e unanimidade nas igrejas locais primitivas sobre a iminência do retorno do Senhor para buscar aqueles que verdadeiramente são Seus, sendo tal iminência essencial à posição pré-tribulacional e em oposição a algumas outras posições.

2. A posição pré-tribulacional é a ÚNICA que verdadeiramente ensina a iminência do retorno do Senhor para buscar os [verdadeiros] crentes da dispensação das igrejas locais.

3. O fato de haver maior desenvolvimento da doutrina pré-tribulacional nos últimos séculos não a impede de provir dos primeiros séculos [mesmo que não usasse a terminologia de hoje]. Nos primeiros anos das igrejas locais pode-se observar o desenvolvimento das grandes doutrinas fundacionais sobre a Trindade, sobre a Deidade do Filho, sobre Cristo ser o Deus-homem, sobre o cânon das Escrituras, etc. Após os concílios das igrejas primitivas [mesmo que já com o fermento da hierarquia e outros males que foram as raízes para o papismo] há um tempo de declínio com a igreja corporativa mergulhando em grande apostasia. Os ensinamentos daquele tempo são construídos sobre muitas das heresias de Agostinho. Quando veio a Reforma, houve um período de restabelecimento das doutrinas fundacionais da salvação. Agora, nestes últimos dias há a habilidade e a necessidade da igrejas locais entender melhor as doutrinas da escatologia, e o Espírito está continuando o Seu ministério de guiar as igrejas locais em toda a verdade.

4. A exortação a sermos confortados pela “vinda do Senhor” (1Tess 4:18) só é válida no contexto da visão pré-tribulacional. Poderia mesmo ser uma coisa temerosa numa visão pós-tribulacional.
“Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.” (1Ts 4:18)

5. Somos exortados a [com feliz expectativa] olharmos para e aguardarmos a “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo;” (Tt 2:13)

Se há algum evento profético (isto é: a Tribulação) a ocorrer antes disso, então esta passagem é sem sentido.

6. Novamente, devemos “nos purificar” à vista desta vinda (1Jo 3:2-3). Se esta vinda não é iminente, então esta passagem é sem sentido.    “2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. 3 E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.” (1Jo 3:2-3)

7. Foi dito aos crentes da dispensação das igrejas locais para apenas [com feliz expectativa] olharem para (e aguardarem pela) a Vinda de Cristo. É para Israel e é para os santos a serem salvos durante a Tribulação que foi dito para [em expectativa] olharem para (e procurarem por) sinais.





NATUREZA DAS IGREJAS LOCAIS

(As pessoas que não entendem a natureza das igrejas locais como únicas no programa de Deus estarão continuamente confusas sobre a natureza da volta de Cristo para receber os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigomas eterno]).

8. O Translado  dos [verdadeiros] crentes da dispensação das igrejas locais nunca é mencionado em nenhum contexto que fale da Segunda Vinda de Cristo ao final da Tribulação.

9. Os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] “não são indicadas para a ira” (Ro 5:9; 1 Tes 1:9-10). Portanto, os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] não podem entrar no “grande dia de Sua ira”.
      “Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” (Rm 5:9)
      “9 Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, 10 E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” (1Ts 1:9-10)

10. Os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] não serão “destruídos pelo Dia do Senhor” (1Tes 5:1-9) (Dia do Senhor é outro nome para a Grande Tribulação.)
“1 ¶ Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; 2 Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; 3 Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobre-virárepentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. 4 Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; 5 Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. 6 ¶ Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios; 7 Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite. 8 Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação; 9 Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,” (1Ts 5:1-9)

11. Os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] serão “preservados da hora da provação que há de vir sobre todo o mundo." (Ap 3:10)
“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.” (Ap 3:10)

12. O [verdadeiro] crente escapará da Tribulação (Lc 21:36). [Mas é possível que esta passagem se refira mais propriamente aos salvos durante a tribulação. Hélio]
“Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.” (Lc 21:36)

13. É do caráter de Deus livrar os Seus dos tempos das provas. (Lembremos de Noé, Ló, Raabe, Israel,  etc).

14. Está claro que há um intervalo de tempo entre o Translado  dos [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] e o retorno de Cristo. (Jo 14:3).
“E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” (Jo 14:3)

15. Somente a posição pré-tribulacional não divide o Corpo de Cristo de acordo com um princípio baseado em obras, como tão claramente faz o Arrebatamento Parcial (e outras posições, em menor proporção). O Arrebatamento Pré-Tribulacional dará um grande final, em clímax, ao grande plano de salvação só pela graça.

16. As Escrituras são inflexíveis quanto à igreja local totalizada futura ser sem divisões e ser indivisível. Na presente dispensação cada uma das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] está dividida em trigo e joio [impossíveis de serem diferenciados com toda segurança] e está dividida pela velha natureza dos crentes que neles continua presente. Quando formos glorificados na vinda de Cristo, a igreja local totalizada futura não terá divisões entre membros nem dentro de cada membro.

17. O piedoso grupo remanescente da Tribulação tem os atributos visto em Israel do Antigo Testamento e não nas igrejas locais. Os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] não estão presentes nas profecias de Apocalipse.

18. A visão pré-tribulacionista, diferentemente da visão pós-tribulacionista, não confunde termos (tais como "eleitos" e "santos") que se aplicam aos crentes de todas as épocas, em oposição a termos (tais como "igreja [local]" e "em Cristo") que se aplicam somente aos que são "o corpo de Cristo" e referem-se a esta dispensação.





A OBRA DO ESPÍRITO SANTO


19. O Santo Espírito é o Restringente do mal no mundo. Conforme profetizado, Ele não pode ser removido do mundo a menos que todos os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno], que são moradia do Espírito Santo, sejam também removidos.

20. O Espírito Santo será removido antes de “o iníquo” ser revelado. Esse iníquo será certamente revelado na Tribulação. De fato, a Tribulação começa com a assinatura da aliança entre esse iníquo e Israel. Esse ato o revelará.

21. A “apostasia” em 2Ts 2:3 seria melhor entendido em seu contexto como “a partida”. Esta é uma referência à partida do Espírito Santo como habitando a [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo maseterno].
“Que ninguém vos engane, segundo maneira nenhuma: porque não será assim sem que primeiramente venha a retirada (dos crentes)  {*}, e tenha sido revelado o homem do pecado, o filho da perdição” (2Ts 2:3, tradução literal e harmônica com a KJV)

Nota de Hélio: “a RETIRADA (dos crentes)”: O grego "646 apostasia" muitas vezes não significa "apostasia DA FÉ".
. Quando aparece isoladamente (sem ser seguida de "da fé"), então “646 apostasia” somente significa "SEPARAÇÃO" ou "RETIRADA", e é o contexto que esclarece a que ela se refere: em At 21:21, é "separar [de Moisés]"; somente em 1Ti 4:1 (acompanhado de "da fé"), é que "aposthsontai tinev thv pistewv" deve ser entendido como "alguns se separarão da fé" ou "alguns apostatarão da fé".
. A palavra relacionada "apostasion" é "carta de separação [divórcio]" em Mt 5:31 e 19:7 e Mr 10:4.
. A palavra relacionada "868 aphistemi" é "separar [do Templo]" em Lc 2:37; é "ausentar" em Lc 4:13; é "apartar" em Lc 13:27 e At 12:10 e 15:38 e 22:29 e 1Ti 6:5 e 2Ti 2:19 e He 3:12; é "levar" em At 5:37; é "deixar" em At 5:38; é "retirar" em At 19:9, e é "desviar" em 2Co 12:8.
Portanto, neste presente verso 2Te 2:3, tudo indica que "646 apostasia" se refere ao ARREBATAMENTO dos verdadeiros salvos da dispensação das assembleias, se refere à retirada deles para fora deste mundo.
- Todas as 7 traduções (e respeitamos muitíssimo a Tyndale-1522) da Bíblia para o inglês anteriores à KJV traduziram “646 apostasia” para “partida”, somente à partir da KJV-1611, infelizmente, a palavra foi transliterada ao invés de traduzida, isto sempre tem o perigo de causar confusão...


22. A obra do Espírito Santo toma os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] e os torna como Cristo no aspecto em que eles [sem revolta] se submetem à morte e à perseguição. Em oposição a isto, os santos do AT (veja muitos dos Salmos) e os santos da Tribulação gritam por vingança (Ap 6:10).
“E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (Ap 6:10)





O ARGUMENTO HERMENÊUTICO


23. Somente a visão pré-tribulacional permite uma interpretação verdadeiramente literal em todas as passagens do AT e NT a respeito da Grande Tribulação.

24. Somente a posição pré-tribulacional distingue claramente entre as igrejas locais e Israel, e reconhece como Deus lida diferentemente com cada um deles. Isto exige um intervalo de tempo entre o Arrebatamento e a Segunda Vinda de Cristo, sendo esse tempo chamado de a Tribulação (a Septuagésima Semana de Daniel), um tempo destinado exclusivamente ao castigo aos judeus e gentios que recusaram Cristo.

25. Todos os crentes devem comparecer diante do Trono do Julgamento de Cristo (2Cor 5:10). Este evento nunca é mencionado nos relatos dos eventos em torno da Segunda Vinda.
“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” (2Co 5:10)

26. Os “vinte e quatro anciãos” em Ap 4:1-5; 5:14 são representantes da igreja local totalizada futura. Portanto, é necessário que esta igreja local totalizada futura, individidae indivisível, em seu número e constituição finais e totais, seja reunida em glória antes dos eventos da Tribulação.
“4:1 ¶ Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. 2 E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono. 3 E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda. 4 E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro. 5 E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus.” ... 5:14 “E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre.” (Ap 4:1-5;5:14)

27. Há claramente uma vinda de Cristo somente para a Sua noiva, antes da Sua Segunda Vinda à terra. Ap 19:7-10.
“7 Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. 8 E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. 9 E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. 10 E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.” (Ap 19:7-10)

28. Os santos salvos durante a Tribulação não são transladados [nem glorificados] na Segunda Vinda de Cristo mas, durante o Milênio, executam atividades normais. Elas incluem especificamente agricultura, construção e procriação (Is 65:20-25).
“20 Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será amaldiçoado. 21 E edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o seu fruto. 22 Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos. 23 Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a perturbação; porque são a posteridade bendita do SENHOR, e os seus descendentes estarão com eles. 24 E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei. 25 O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR.” (Is 65:20-25)

29. O Julgamento das nações gentílicas, o qual se segue à Segunda Vinda (Mt 25:31-46), indica que os salvos e os perdidos estão cada um num corpo natural, o que seria impossível se o Translado  ocorresse na Segunda Vinda.
“31 ¶ E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; 32 E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; 33 E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. 34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; 35 Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; 36 Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. 37 Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? 38 E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? 39 E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? 40 E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. 41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; 42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43 Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. 44 Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? 45 Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. 46 E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.” (Mt 25:31-46)



30. Se o Translado  ocorresse ao mesmo tempo que a Segunda Vinda, não haveria necessidade de separar as ovelhas dos bodes no julgamento subseqüente. O ato do Translado  já fez a separação.

31. O Julgamento de Israel (Ez 20:34-38) ocorre após a Segunda Vinda e requer um Israel re-unido. Novamente, a separação dos salvos e dos perdidos seria desnecessária se todos os salvos tivessem sido previamente separados por um translado na Segunda Vinda.
“34 E vos tirarei dentre os povos, e vos congregarei das terras nas quais andais espalhados, com mão forte, e com braço estendido, e com indignação derramada. 35 E vos levarei ao deserto dos povos; e ali face a face entrarei em juízo convosco; 36 Como entrei em juízo com vossos pais, no deserto da terra do Egito, assim entrarei em juízo convosco, diz o Senhor DEUS. 37 Também vos farei passar debaixo da vara, e vos farei entrar no vínculo da aliança. 38 E separarei dentre vós os rebeldes, e os que transgrediram contra mim; da terra das suas peregrinações os tirarei, mas à terra de Israel não voltarão; e sabereis que eu sou o SENHOR.” (Ez 20:34-38)





DIFERENÇAS ENTRE O ARREBATAMENTO E A SEGUNDA VINDA


32. No Arrebatamento, os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo maseterno] encontram Cristo no ar. Na Segunda Vinda, Cristo retorna ao Monte das Oliveiras.

33. No tempo do Arrebatamento, o Monte das Oliveiras está não será mudado. Na Segunda Vinda ele está dividido formando um vale a leste de Jerusalém.

34. No tempo do Arrebatamento, os santos são transladados. Nenhum dos santos é transladado no tempo da Segunda Vinda.

35. No tempo do Arrebatamento, o mundo não é julgado pelo pecado, mas desce cada vez mais profundamente no pecado. Na Segunda Vinda, o mundo é julgado pelo Rei dos Reis.

36. O Translado dos [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] é representado como uma libertação do dia da ira, enquanto a vinda de Cristo é a libertação dos que sofreram sob grave Tribulação.

37. O Arrebatamento é iminente [pode ocorrer a qualquer segundo, sem necessidade de condições nem sinais] enquanto há sinais específicos que têm que preceder a Segunda Vinda.

38. O Translado  dos crentes vivos é uma verdade revelada apenas no NT. A Segunda Vinda com os eventos que a circundam é proeminente no AT e NT.

39. O Arrebatamento é apenas para os salvos, enquanto a Tribulação e a Segunda Vinda diz respeito ao mundo todo.

40. Nenhuma profecia não cumprida permanece entre os [verdadeiros] crentes das igrejas locais [que pregam o evangelho verdadeiro, puro, antigo mas eterno] e o Arrebatamento. Mas muitos sinais têm que ser cumpridos antes da Segunda Vinda de Cristo.

41. Nenhuma passagem do AT e do NT diz respeito à ressurreição dos santos na Segunda Vinda nem menciona o Translado dos santos vivos no mesmo tempo.





A NATUREZA DA TRIBULAÇÃO


42. Somente a visão pré-tribulacional mantém a distinção entre a “Grande Tribulação” e as tribulações em geral que experimentamos.

43. A Grande Tribulação é adequadamente entendida na visão pré-tribulacional como uma preparação para a restauração de Israel. (Dt 4:29-30. Jer 30:4-11, Dan 9:24-27, Dan 12:1-2)
    “29 Então dali buscarás ao SENHOR teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. 30 Quando estiverdes em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então nos últimos dias voltarás para o SENHOR teu Deus, e ouvirás a sua voz.” (Dt 4:29-30)
    “4 E estas são as palavras que disse o SENHOR, acerca de Israel e de Judá. 5 Porque assim diz o SENHOR: Ouvimos uma voz de tremor, de temor mas não de paz. 6 Perguntai, pois, e vede, se um homem pode dar à luz. Por que, pois, vejo a cada homem com as mãos sobre os lombos como a que está dando à luz? e por que se tornaram pálidos todos os rostos? 7 Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela. 8 Porque será naquele dia, diz o SENHOR dos Exércitos, que eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço, e quebrarei os teus grilhões; e nunca mais se servirão dele os estrangeiros. 9 Mas servirão ao SENHOR, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhes levantarei. 10 ¶ Não temas, pois, tu, ó meu servo Jacó, diz o SENHOR, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei de terras de longe, e à tua descendência da terra do seu cativeiro; e Jacó voltará, e descansará, e ficará em sossego, e não haverá quem o atemorize. 11 Porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te salvar; porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida, e de todo não te terei por inocente.” (Jr 30:4-11)
    “24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. 27 E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.” (Dn 9:24-27)
    “1 ¶ E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. 2 E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.” (Dn 12:1-2)

44. Em nenhuma passagem do AT que discute a Tribulação, as igrejas locais são mencionadas.

45. Em nenhuma passagem do NT que discute a Tribulação, as igrejas locais são mencionadas.

46. Em contraste com as posições que vêem o Arrebatamento como midi-tribulacional ou pré-ira, a visão pré-tribulacional oferece uma explicação adequada para o começo da Grande Tribulação em Ap. 6. Essas outras duas posições, errôneas, são claramente refutadas pelo claro ensinamento das Escrituras de que a Grande Tribulação começa muito tempo antes da 7ªtrombetaem Ap.11.

47. Não há fundamento adequado para a firmação de que a 7ªtrombeta de Apocalipse 11 é a última trombeta de 1Cor 15. Quem afirma isso o faz com base somente em suposição. A visão pré-tribulacional mantém a distinção própria entre as trombetas proféticas do Arrebatamento dos verdadeiros crentes da dispensação das igrejas locais e as trombetas da Tribulação.
    1Co 15:52 Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
    Ap 11:15 E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.

48. A unidade da Septuagésima semana de Daniel é mantida pela visão pré-tribulacional. Em contraste, a visão midi-tribulacional destrói esta unidade e confunde o programa para Israel com o programa para as igrejas locais. A visão pós-tribulacional nega o claro ensinamento das 70 semanas, subvertendo-o em alguma forma de alegoria.
        “24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. 27 E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.” (Dn 9:24-27)

49. A reunião dos santos após a Tribulação é feita por anjos (Mt 25:31-46; ), enquanto a reunião dos [verdadeiros] crentes das verdadeiras igrejas locais é feita pelo “mesmo Senhor”.
    Mt 13:39 O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos.
    Mt 13:41 Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade.
    Mt 13:49 Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos,
    Mt 24:31 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.
    “13 ¶ Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. 14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. 16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” (1Ts 4:13-17)

50. Ap 22:17-20 “17 E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida. 18 Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; 19 E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro. 20 ¶ Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.” (Ap 22:17-20)

 Pr. Mike Walls:

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

QUESTIONARIO PARA NOVOS OBREIROS E PARA TER O MINISTERIO RECONHECIDO



A paz do Senhor Jesus aos queridos irmãos, é com muita satisfação que venho solicitar a todos (homens e mulheres) que estão indicados para serem consagrados ao ministério de Diácono(isa), Missionária, Presbítero, Evangelista, Pastor(a) e Bispo(a), para que preencham o questionário online, acessando o mesmo pelo link: https://goo.gl/forms/jwtZ0no2H0mFD5Oz1



O candidato só será apresentado ao crivo com o devido formulario preenchido, e no crivo será examinado nas seguintes áreas: Conversão e Chamado ao Ministério

(Testemunho) - Teologia Geral - Ética e Eclesiologia e Visão Denominacional.

01 ) – CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O DIÁCONO

»ATOS [6:1-7]

Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas daqueles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. O parecer agradou a todos, e elegeram a Estevão(coroa), homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe(amador de cavalos), Prócoro(mestre do coro), Nicanor(conquistador), Timão(aquele que honra a Deus), Pármenas (firme), e Nicolau(vitorioso sobre o povo),

prosélito de Antioquia, e os apresentaram perante os apóstolos; estes, tendo orado, lhes impuseram as mãos. E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé.

De acordo com o texto citado o diaconato foi instituído como um ministério efetivo na Igreja do novo testamento, em decorrência duma crise surgida no atendimento às necessidades das viuvas pobres que viviam sob os cuidados da Igreja em Jerusalém. Uma viuva naqueles dias não tinha as possibilidades que a sociedade moderna oferece, como sejam: pensão por morte do marido, mesmo algum tipo de aposentadoria ou outro amparo visando o sustento material. Devido à falta de organização na execução desse trabalho, as viuvas que pertenciam ao grupos de crentes de fala grega (helenistas) estavam sendo negligenciadas pelos judeus de fala hebraica, que perfaziam a maioria. Para dar solução a este problema, os apóstolo convocaram a comunidade cristã de Jerusalém , e de comum acordo decidiram escolher sete homens capazes sobre o quais pesasse essa responsabilidade, enquanto os que os apóstolo se entregariam exclusivamente à oração e à pregação do evangelho. Para compor o primeiro corpo diaconal foram escolhido sete homens. Desde ai o ministério diaconal veio a se tornar parte inseparável do ministério efetivo da Igreja.

O diaconato só podia ser exercido por alguém que fosse primeiramente experimentado e considerado irrepreensível: E também estes sejam primeiro provados, depois exercitem o diaconato, se forem irrepreensíveis (ITm.3:8).

02 ) – QUALIDADES DO CANDIDATO AO DIACONATO

Em Atos 6 registra três requisitos indispensáveis, a serem satisfeitos por aqueles que fossem indicados para o diaconato. Esses requisitos são indispensáveis ainda hoje:

1) TER BOA REPUTAÇÃO: Deveriam possuir um nível de moralidade acima de qualquer suspeita, devendo sobre tudo ser conhecidos como homens de acentuado interesse humanitário. Precisavam ser conhecidos de outras pessoas, de testemunho e carater irrepreensíveis.

2) SER CHEIO DO ESPÍRITO: Precisavam ser homens, espirituais, dotados de habilidades comuns a um autêntico servo de Deus. Estevão, era “homem cheio de fé e do Espírito Santo”, “cheio de graça e poder, fazia prodígio e grandes sinais entre o povo” (At.6:5,8). Era homem de firmes convicções. Ele cria em alguma coisa, e aquilo que ele cria determinou até a natureza da sua morte. Ele ilustra perfeitamente que o diácono deve ser um homem de fé inabalável. Só uma pessoa cheia do espírito pode ser homem de fé.

3) SER CHEIO DE SABEDORIA: Certamente que esse requisito era resultado direto do poder do Espírito Santo na vida deles. Só estando dotados da sabedoria divina seriam capazes de rejeitar as murmurações, as fraldes, as calunias e a traição, às quais está sujeito do autentico servo de Deus.

03 ) – O DIÁCONO NA IGREJA ATUAL

As qualidades já mostradas, necessária àqueles que ainda hoje são escolhidos como diáconos, somaríamos ainda aqueles requeridas pelo apóstolo Paulo. De acordo com ITm.3:8-12 requer-se do candidato ao diaconato que ele seja acima de tudo:

– responsável
– sincero
– não inclinado a muito vinho (esse vinho não era fermentado)
– não cobiçoso de sórdida(suja) ganância
– conservador do mistério da fé
– portador de uma consciência limpa
– experiente
– irrepreensível
– marido de uma mulher crente
– que governe bem seus filhos
– que governe bem a sua própria casa

“guardando o mistério da fé numa consciência pura(ITm.3:9.)

Se o diácono não possuir essas qualidades é melhor não ter diácono, alguns que não possuem vocação e são consagrados tornam-se pedra de tropeço para a igreja, um peso morto e uma grande decepção para o pastor.

O “mistério da fé” no Novo Testamento quer dizer segredo revelado, a completa revelação de Deus que está em Cristo Jesus. A firme convicção no coração a respeito daquilo que crê. Alguém chegou a dizer que a função do diácono não é pregar ou ensinar basta que ele seja um homem de fé inabalável. Os cristãos primitivos eram ousados, a fé que possuíam os habilitou a dar a própria vida por ela, e morreram como verdadeiros heróis e heroinas. O diácono deve crer que Deus o chamou para esse ofício. Deve crer piamente que ocupa um cargo instituído e que foi o Espírito Santo que o capacitou para desenvolver a tarefa. Deve se sentir honrosamente assinalado entre os demais homens. Em circunstância alguma deve envergonhar-se do seu cargo.

Deve a Igreja orar pelos seus diáconos, respeitando e acatando até as suas correções feitas em decorrência da ordem de culto, se necessário.

04 ) – O SERVIÇO DO DIÁCONO

Muitas das nossas Igrejas desenvolvem também assistência social, atendendo os doméstico da fé mais carente, trabalho esse nem sempre efetuado com a ajuda do diácono. O trabalho do diácono é muito diversificado na Igreja hoje. Ele serve como porteiro, professor de escola dominical, recepcionista, auxiliar na distribuição da Ceia, e de uma outra série de atividades, mutáveis de acordo com a região em que se encontra esse diácono. O patrimônio da Igreja e outros aspectos materiais correlatos estão incluídos aqui. Um bom diácono é uma grande alavanca na Igreja, uma esperança e um estimulo para o pastor e os membros em geral. As mães se sentem seguras enquanto participam do culto.

Muitos daqueles que começaram servindo como diáconos, face à dedicação, habilitação, idoneidade e amor mostrados, galgaram posições de dignidade ministerial vindo a se tornarem valorosos ministros do evangelho.

Isto parece ser o cumprimento das palavras de Paulo em ITm.3:13:” Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si um lugar honroso e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus”.

Portanto, àqueles que hoje compõem o diaconato, aconselhamos o seguinte:

– Cumprir suas funções com todas as forças da sua alma, certo que o seu trabalho não será vão no Senhor.

– Viver em humildade, sem pretensões, sem presunção, de sorte a agradar a Deus e ao ministério de sua Igreja.

– Evidenciar provas de um espírito serviçal, fazendo-se servo não só do Senhor, mas também dos homens.

– Evitar o espírito de murmúrio e insatisfação com o mistério que tem, evitando, portanto, compará-lo com os ministérios que se mostram mais evidentes na Igreja. Devemos saber que Deus galardoará a fidelidade e não o cargo exercido. Leiamos: “Ora, uma só coisa é o que planta e o que rega; e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho” (ICor.3:8).

Se a palavra diácono quer dizer servo, e a Bíblia diz que somos chamados para servir: servindo uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus (IPe.4:10). E nós hoje, somos diáconos de quem?

No corpo de Cristo, cada um é colocado no devido lugar conforme a graça de Deus; “porque pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não tenha de si mesmo mais alto conceito do que convém; mas que pense de si sobriamente, conforme a medida da fé que Deus, repartiu a cada um. Pois assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma função, assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com zelo; o que usa de misericórdia, com alegria”(Rm.12:3-8). Leia também I Cor. 12:12-31.

“E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”(Vrs,28). A palavra “socorro” significa: ajuda, amparo, auxilio (At.11:27-30).

Para a Igreja primitiva, ajudar os necessitados era uma demonstração da graça de Deus e prova do verdadeiro amor (IICor.8:16-24). E para nós hoje qual o significado desse ato?

A medida que a Igreja vai crescendo e necessário Ter uma boa equipe diaconal, isto faz parte da organização eclesiástica: “Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem o que ainda não o está, e que em cada cidade estabelecesses anciãos, como já te mandei (Tit.1:5). Leia também ICor.14:33-40.

05 ) – DOS DIÁCONOS:

Diáconos são oficiais do campo eclesiástico, por este consagrados, para servirem nas cousas de ordem material e temporal, segundo os ensinamentos bíblicos e o estabelecido nas leis da Igreja.
– O candidato ao diaconato deverá preencher os seguintes requisitos:

I – ser membro da Igreja por no mínimo dois anos;
II – se casado for, ser marido de uma só mulher;
III – ser batizado com o Espírito Santo;
VI – ter bom testemunho, inclusive dos de fora;
V – demonstrar interesse por assuntos de natureza sócio – beneficentes, e zelo
pelos interesses materiais da Igreja;
VI – preencher as condições de Atos 6:3-5;
VII – ser dizimista fiel;
VIII – saber ler e escrever;
A escolha do diácono se dará do seguinte modo:
I- O dirigente da congregação escolhe o candidato;
II- O candidato passa por um período de prova na função de Diacono, até que o Pastor tenha a convicção do seu chamado, que esse periodo nao ultrapasse um ano; se o candidato nao acumular caracteristicas de um bom diacono, não será consagrado, pois foi reprovado.
III- Findo o período probatório, o conselho, se aprovar o candidato, levá-lo-á para aprovação da congregação onde ele atua e no culto de Ceia ou na reunião geral de obreiros, o mesmo será consagrado e todas as informações será passado ao secretario Geral do Ministerio.

A reunião, na qual o candidato terá o seu nome submetido à aprovação da congregação, será presidido pelo pastor, que relatará o feito na reunião subsequente do conselho, em cuja ata ficará inserido.

A consagração dos diáconos será feita pelo pastor e demais ministros, em solenidade publica, em dia e hora marcados pelo pastor titular. (culto de Ceia ou na reunião geral de obreiros)
– Nenhum candidato deverá chegar a consagração, sem primeiro ter recebido orientação do pastor titular ou por que ele indicar, quanto às suas funções, e dado provas de dedicação e trabalho na execução das tarefas que lhe tenha sido designadas durante o período probatório (maximo de um ano para diaconos, os demais ministerios terão prazo indeterminado).

– Compete ao diácono fazer todo o serviço relacionado à função.

O diácono na Igreja, precisa ser verdadeiro avivalista, conhecendo bem a regra de fé e prática que é a Palavra de Deus e o manual da Igreja, principalmente as doutrinas fundamentais. Outro ponto importante que destaco aqui é o discipulado, onde apresentamos os textos básicos sobre o plano da salvação, os quais são: Jo.1:12; Ap.3:20; Rm.10:9-10; IJo.5:11-13; Jo.6:37. Precisa saber que a salvação é Dom de Deus, conforme Ef.2:8. Que a Igreja pertence a Jesus Cristo conforme Mt.16:18; At.20:28. Sua participação ativa nos cultos é de grande importância para realização de um trabalho eficiente.

A Igreja de Jesus Cristo merece de cada um de nós o máximo de nosso zelo, consagração e lealdade. Toda infidelidade para com a Igreja é infidelidade para com Deus.

06 ) – O USO DO DINHEIRO

Já encontrei diácono que além de não ser dizimista não congregava. Existem certas coisas que o diácono precisa crer a cerca do dinheiro, coisas que fazem diferença em todos os seus serviços para Igreja.

Primeiramente ele precisa admitir que o dinheiro que possui não é seu, mas de Deus ICor.6:19-20.

Reconhecendo que tudo o que tem pertence a Deus, é muito mais fácil saber que o dízimo (décima parte) é de Deus e que deve ser entregue a casa do tesouro ( a Igreja de Deus onde a pessoa congrega) : “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança”(Ml.3:10) , e não ser gasto conforme a sua opinião. Qualquer proposta pode ser discutida e dada a melhor solução. Uma vez entregue os dízimos e ofertas, o diácono precisa saber gastar o seus 90% (ITm.3:5,12). Como poderá administrar as coisas de Deus se não aprendeu a governar sua própria casa.

07 ) – EM RELAÇÃO AOS MINISTROS

Que deve o diácono crer a cerca do ministro de Deus? Ou mais importante ainda, o que diz Deus a cerca do ministro. A bíblia diz que o pastor é diretamente chamado por Deus para o ministério da Palavra. Há muita gente que acha que a vocação de todos os homens e mulheres para os seus serviços seculares específicos é semelhante à chamada de Deus para atividades religiosas. A igreja e o pastor precisam estar certos de que o ministério que está sendo desenvolvido na Igreja está dentro da vontade de Deus. O pastor é a autoridade espiritual da Igreja. Portanto, como qualquer membro, o diácono deve ter consciência de que o pastor é o ungido de Deus ISm.26:8-9. Não levante sua mão contra ele, nem tome qualquer atitude de rebelião (Nm.12:1-16; Nm.16:1-5, 19-22, 31,32,35).

Nós pastores não somos infalíveis, todavia teremos que dar conta a Deus do nosso trabalho (Hb.13:17).

08 ) – EM RELAÇÃO A FAMÍLIA DO PASTOR

Certa vez o filho de um certo foi duramente censurado por estar brincado de bola no pátio da Igreja. Disse a pessoa: “você é filho do pastor, portanto, não pode brincar de bola”. Quer dizer, Qualquer criança poderia brincar, menos o filho do pastor. Os filhos do pastor, não são “pastorzinhos”, nem a esposa é o modelo de toda perfeição. Entendo que, como qualquer família cristã, os filhos devem ser criados em sujeição e disciplina e a esposa deve ser a companheira idônea e fiel ao lado do marido, qualquer que seja seu trabalho. Em se tratando do ministério, é natural que a esposa do pastor seja mais cobrada do que qualquer outra pessoa, mas não é os diáconos ou a Igreja que vai ditar as regras para família do pastor. Eles são ovelhas como os demais.

É necessário que a esposa do pastor seja treinada para suportar as dificuldades em todas as áreas; sejam elas espirituais, financeiras ou emocionais. Em fim, faz-se necessário todo respeito a família do pastor. O diácono por ser cheio de fé e amor, deve demonstrar isso em relação a família do pastor, quando surgirem situações que fogem da alçada do diacono resolver e isto nao for resolvido pelo pastor o caso deve ser levado a diretoria do ministerio, que se reunirá para tratar do caso.

09 ) – TRANSFERÊNCIA DE PASTOR

Se existe uma situação que choca a família do pastor é uma transferência fora do plano de Deus, pois mesmo estando no plano de Deus já não é fácil. Os filhos deixam escola, amigos, estabilidade na igreja, talvez o trabalho, um salário que ajuda na despesa da casa. A esposa, muitas vezes, deixam o seu coração e muitas amizades. As vezes o pastor chega na igreja em que vai tomar posse com alguns compromissos do dia a dia (prestações). É importante que os diáconos procurem o pastor para saber se há alguma necessidade, nesse sentido e que possam ajuda-lo. Para a família do pastor recém chegado, tudo é novo talvez até para a sua esposa fazer amizade demore um pouco. As esposa dos diáconos devem tomar a iniciativa de procura-la e saber se tudo esta bem, pois nos primeiros dias a família tem varias preocupações,… Lembrem-se das palavras de Jesus em Mc.9:41 – “Porquanto qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois de Cristo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa”.

Receba o novo pastor com alegria, saiba que cada ministério difere do outro. A Igreja poderá passar por uma nova fase que muito vai depender da ajuda de todos. Quando alguém não entender o ministério do pastor dê-lhe uma palavra de animo e coragem não fique alheio ou diferente.

10 ) – O LAR DO DIÁCONO

“Partindo no dia seguinte, fomos a Cesaréia; e entrando em casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. Tinha este quatro filhas virgens que profetizavam” (At.21:8-9).

Já havia passado mais de 20 anos, desde que Filipe fora separado ao diaconato, até esta data. Ele como diácono pregador, foi que ateou fogo do reavivamento em Samaria At.8:5. Era homem bem disposto (vrs.26-27), houve uma grande explosão de milagres e conversões naquela cidade (vrs.6-8). Filipe vivia na dependência do Espírito Santo (vrs.29-39), foi nesse período que ele encontrou com o Eunuco da Etiópia, quando esse regressava de Jerusalem, pelo caminho de Gaza, explicando assim o plano da salvação (vrs.35). O Eunuco recebeu com muita alegria a Palavra que ali mesmo foi batizado. Após batizar o eunuco Felipe já se encontrava em Azoto (vrs.40). Anunciando o evangelho de cidade em cidade até que chegou a Cesaréia onde morava. As poucas informações que temos de Felipe, são as melhores possíveis que qualquer diácono deve ter de seu pastor.

Ao longo da minha vida conheci muitos diaconos bons e tambem alguns péssimos. Tenho muitas e boas recordações. Lembro-me das bênçãos contadas pelos diaconos. Minha família foi muito abençoada por Deus, por ser a nossa casa como uma igreja e na maioria das vezes eram os diaconos quem dirigiam os cultos.

Na igreja o primeiro ato do diacono era de dobrar os joelhos e orar pelo culto e pelo pastor. A seguir caminhava pelos corredores até o púlpito olhando atentamente se os bancos estavam devidamente limpos e no devido lugar. Muitas vezes, o vi com o auxilio dos irmãos limpando a Igreja, se houvesse alguma lâmpada queimada ou qualquer outro trabalho tratava de fazer imediatamente. Só depois disso, sentava-se no último banco e aguardava o inicio do culto lendo sua bíblia. Cuidava da ordem do culto, recebia as pessoas com cordialidade, demonstrando carinho e amor, arrumava assentos para todos, levava a santa ceia para os membros enfermos e cooperava no que fosse preciso. Sempre foram fieis dizimistas e zelosos em ofertar; me lembro do diacono Valdir, saudosa memoria, dizia ele que dinheiro amassado, velho e sujo não se dá na Igreja como oferta.

11 ) – O GOVERNO DO LAR

“Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas”.(ITm.3:12)

O homem governará bem a sua casa, quanto lhe desejar todo o bem possível, dedicando-se ao bem estar da família. Isto significa tempo separado
para estarem juntos, companheirismo, camaradagem, participação nas tristezas e alegrias e amor expresso repetidamente por palavras e ações.

O diácono tem que ser o melhor marido por causa da doçura dos privilégios e deveres do reino de Deus. As regalias espirituais que lhe são estendidas como servo da Igreja e de Deus, certo se refletirão dentro de seu lar, em relações ainda mais profundas e maravilhosas.
O diácono e sua esposa que tiverem a espécie de lar que devem ter, no qual cada um, como parte contratante, se dedicou e se entregou inteiramente a Deus perceberão que Deus lhe reservou uma recompensa gloriosa. Possui um lar que está cercado pela proteção divina. Sim, Deus levanta muros protetores ao redor das vidas das famílias de seus servos. Isto não quer dizer isenção de provação e sofrimento. Os servos de Deus do passado também enfrentaram perseguições e sofrimento. Deus faz promessas especiais aos lares que se edificam sobre vidas consagradas e dedicadas aos seus serviços (Vrs.13).

12 ) – A ESPOSA DO DIÁCONO

“Da mesma sorte as mulheres sejam sérias, não maldizentes, temperantes, e fiéis em tudo” (Itm.3:11).

Quando consideramos as qualificações do diácono, vimos que três era de natureza negativa (vrs.8). Das qualificações da esposa do diácono apenas uma é dessa natureza; não maldizente. Este defeito, nem o pastor, presbítero, diácono ou membro deve ter; mas é apresentado em especial no caso da esposa do diácono. Consideremos, pois, com cuidado esta palavra “maldizente”. O vocábulo grego aqui é “diabolo”, e este é o único lugar no NT que se traduz por maldizente. Trinta e cinco vezes ele é traduzido por diabo. O Espírito Santo ensina que a esposa do diácono não deve ter o grave defeito que este vocábulo apresenta. Devido o envolvimento dos diáconos com a Igreja fica muito transparente certos problemas, é necessário então ter sabedoria no falar, onde falar e com quem falar (isso se refere aos problemas da Igreja) . Se o diácono não deve ser homem de duas línguas, a mulher dele não deve ter língua solta. Na verdade nada há que destrua mais rapidamente a utilidade de um diácono, que ter uma esposa maldizente. O apóstolo Tiago no capítulo três fala do problema da língua quando não dominada.

“Grave” venerada pelo seu caracter, respeitada em seu procedimento e que possua uma fé sincera e enérgica, de modo que possa atrair o respeito de todos da Igreja.

13 ) – ATIVIDADES RELACIONADAS PELO PASTOR LOCAL

1) Chegar à igreja 30 minutos antes do culto.

2) Ter um tempo em oração intercedendo por si mesmo e pelo culto.
3) Ao que estiver participando do culto, de cobertura espiritual (através da oração) a quem está na recepção.

4) Abrir e fechar a Igreja

5) Verifique de imediato se há algum banco, cadeira ou objeto qualquer fora do lugar, inclusive no pátio, se há lâmpadas queimadas ou com defeitos, portas ou vidros quebrados e faça o serviço imediatamente, se possível.

6) Verifique se o púlpito está em ordem.

7) Fazer a recepção das pessoas que chegarem, anotando o nome dos visitantes que vem pela primeira vez.

8) Se tratando de ministros ou autoridades, destaque cargo , função ou igreja que congrega, também não esquece de indicar o nome da família. solicitar credencial.

9) Esteja atentos para os veículos dos participantes do culto.

10) Enviar o nome dos visitante ao dirigente do culto, para que seja apresentado. Quando houver pedido de apresentação de criança, comunique o pastor antes do culto, só então poderá levar o nome da criança e dos pais para que a cerimonia seja realizada.

11) Cuidar da ordem do culto, corrigindo brandamente crianças e adultos, evitando locomoção desnecessária , conversas e aglomerações .

12) Procure acomodar todos os que chegarem para o culto. Se a Igreja estiver lotada, os mais jovens devem dar lugar aos visitantes.

13) O diácono como exemplo não deve ficar conversando e nem transitando desnecessariamente na hora culto.

14) Nunca interromper o pastor ou o dirigente do culto durante o trabalho.

15) Se precisar sair deixe outro em seu lugar, se for faltar avise.

16) Retire o material de propaganda após o trabalho (avisos, faixas e cartazes).

17) Auxiliar em necessidades que houver no dia do batismo, preparando o local com antecedência, deixar o acesso limpo. providenciar local para que as pessoas troquem de roupa.

18) Cuidar das capas batismal, utensílios de cozinha e arranjos da Igreja.

19) Cuidar da limpeza geral da Igreja convocando voluntários.

20) Prover elementos para a Ceia do Senhor, preparando a mesa e ajudando na distribuição quando convidado pelo pastor.

21) Levar a santa ceia a membros enfermos quando solicitado, orando com eles e assistindo-os se for necessário.

22) Cuidar da assistência social da Igreja (alimentos, roupas e remédios) seguindo a orientação pastoral.

23) Quando aparecer algum pedinte na Igreja, não prometa nada e nem espere o pastor para resolver, mas procure solução, nunca dê dinheiro, pois voce estará contribuindo para o uso de drogas.

24) Auxiliar o pastor em reforma ou construção da Igreja, quando aprovado pelo conselho do ministerio.

25) Quando se realizar um evento maior, todos deverão cooperar.

26) Ao encerrar o culto feche as portas e vitros da Igreja.

27) Ao encerrar o culto seja cordial com os visitantes, convidando-os para voltarem outra vez.

28) Todo culto se possível usar traje social.

29) Casos omissos, procure o pastor.

14 ) – O SERVIÇO

O serviço do Senhor não deve ser feito de maneira casual ou relaxada, leiamos:” Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente” (Jr.48:10)

Em números onde encontramos Israel servindo a duas palavras em destaque: “ordem e serviço”, onde tudo devia ser feito segundo a vontade de Deus a exemplo dos filhos de Levi. “Estes, pois, foram os filhos de Levi, pelos seus nomes: Gérson, Coate e Merári”(Nm.3:17). “Eles terão a seu cargo a arca e a mesa, o candelabro, os altares e os utensílios do santuário com que ministram, e o reposteiro com todo o seu serviço” (Nm.3:31). “E os filhos de Gérson terão a seu cargo na tenda da revelação o tabernáculo e a tenda, a sua coberta e o reposteiro da porta da tenda da revelação, e as cortinas do átrio, e o reposteiro da porta do átrio, que está junto ao tabernáculo e junto ao altar, em redor, como também as suas cordas para todo o seu serviço” (Nm.3:25-26). “Por designação os filhos de Merári terão a seu cargo as armações do tabernáculo e os seus travessões, as suas colunas e as suas bases, e todos os seus pertences, com todo o seu serviço, e as colunas do átrio em redor e as suas bases, as suas estacas e as suas cordas” (Nm.3:36-37).

O rei Davi deu grande importância a esse serviço: ICr.23:1-6; ICr.24:1; ICr.25:1 e 26:1. O rei Salomão levou avante a organização do seu reinado (IICr.8:14-16) fazendo conhecido a grandeza do seu reino a outros povos. A exemplo da rainha de Sabá que ao visitar Salomão ficou admirada com a organização do reino.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Querido irmão, saiba que o seu trabalho para Deus não é vão (ICor.15:58) , sendo que o próprio Senhor nos recompensará naquele dia. Estamos juntos e trabalharemos da melhor maneira possível, pois quando assim fazemos o Senhor dispensa sobre as nossas vidas uma nova unção e o nosso cálice transborda. Deus precisa de você. Eu como pastor, preciso de você, os membros da Igreja e os não crentes precisam também. Deus lhe chamou e o escolheu, por ser uma pessoa especial para compor o diaconato de nossa Igreja. Vamos lá, pois em breve entraremos no descanso eterno com o nosso Senhor.

Pastor Samuel Mendes de Sales

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Somos Dignos de ver a Deus?

Meus queridos irmãos!
Não há como merecermos!
Só há um caminho p/ essa maravilhosa graça – Cristo!!!
Por recebê-Lo, verdadeiramente você recebe tudo!
Simplesmente porque Ele é Tudo!
Ele é Criador, é Salvador, é Redentor, é o Filho amadíssimo de Deus, e é o próprio Deus!
Ao recebê-Lo de verdade, você se torna um filho a Deus.
Por crê-Lo com toda a sua alma lhe é concedido entrar nessa promessa.
E por amá-Lo e segui-Lo, jamais será por Ele esquecido, pois não lhe desamparará e há de completar em você a boa obra começada. (Fl. 1:6, Ef. 1:4) 
E é pela fé, pela tamanha fé é que foi dito aos hebreus (e também a nós): 
"Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; à universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; e a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel." (Heb. 12:22-24) 
Por isso diz o Senhor: 
"Todo o que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora." (Jo. 6:37)

Somente em você crê, isso já lhe é dado, irmão; por causa da fé; porque creu, isso lhe é dado, por causa d'Aquele que por você viveu, morreu e ressuscitou, pois Ele não deixará, que nada nem ninguém o impeça de alcançar!
Por isso diz que a fé lhe é imputada por justiça: "Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça." (Rom. 4:5)
E também: 
"Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?" (Jo. 11:40) 
"E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra." (Ap. 22:12)
"Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas." (Ap. 22:14)
"E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida." (Ap. 22:17)

Em suma, é a fé, irmão, a fé em Cristo, aquela mesma que levou o ladrão na cruz o estar com Cristo no Seu no paraíso, é a que nos levará a estar agora e para sempre com ELE, com nosso sublime Senhor que tanto nos amou! Amém! (Rom. 8:37-39) 

A paz de Cristo!

Batalha de Gogue e Magogue

A Batalha de Gogue e Magogue não é composta pelos que estavam no milênio, porque no milênio só estarão os remidos e jamais aprenderão a guerra: 
"E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear." (Is. 2:4 e Miq. 4:3)

Gogue e Magogue é batalha dos que revivem a seu término, conforme diz:
"Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram." (Apc. 20:5a)
Por isso Satanás é solto, por pouco tempo a término do milênio. (Apc. 20:7)  E por isso, os outros mortos revivem ao seu término (segunda ressurreição).
Os dois eventos são simultâneos e um p/ o outro.
Ou seja, todo o homem nascido neste mundo, desde Adão (do primeiro ao último) reviverá nessa ressurreição da carne - recebendo uma oportunidade de igual para igual a todos os homens deste mundo; é como se vivessem todos numa só época!
A segunda ressurreição é ressurreição da carne, conforme Isaías 26:19 profetiza: 
"Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas e a terra lançará de si os mortos." (Is. 26:19)

A terra lançará de si os mortos:

E na verdade, isso ocorre p/ que se cumpra um perdão vindouro, devido ao evangelho; e não para que se ocorra nova transgressão, e o homem se envolva nela; essa é uma cláusula de perdão, p/ se livrar da transgressão na qual houvera morrido. É a graça de Deus sobrevinda aos homens devido ao sacrifício do Senhor por todos! 
É o perdão vindouro proferido pelo Senhor no evangelho - o qual perdão só se pode dar em vida, por isso revivem: (Mat. 12:31-32)
"E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro." (Mat. 12:32)

Esse é o futuro, a época quando o Senhor afirma ainda haver perdão para todo o pecado e blasfêmia cometidos pelos homens; porém, não há perdão p/ a blasfêmia contra o Espírito Santo, pois essa não se perdoará.
Conforme diz:
"Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens." (Mat. 12:31)
Creio que o pecado imperdoável: a blasfêmia contra o Espírito, consiste em negar; não crer em Cristo (pois o Senhor é a Verdade; é o Único a se dar pelo homem e pagar pelo seu pecado - pois o mesmo jamais poderia pagá-lo) recebendo, portanto, a devida CONDENAÇÃO, qualquer que a isso negar, não crendo; pois não há debaixo do céu outro Nome dado pelo qual sejamos salvos; portanto quem negar tal salvação, não se convencendo (tal oportunidade não se dá pela imposição); sabendo que, após a vitória de Cristo, e sua partida, o Espírito Santo se nos veio para convencer o mundo do pecado - aquele que, na incredulidade e dureza do seu coração negar e permanecer: não aceitando, não acatando, não percebendo, nem crendo - jamais o perdão obterá; blasfemou!

Conforme expressa o mesmo Senhor no evangelho:
"Te seja feito conforme creste"; ou, como também Ele afirmou: "Será réu de eterno juízo."
Porquanto jamais creu: Quem não crê à VERDADE; quem nem crê que haja a Verdade, inexistirá.
Para sempre deixará de existir, de ser!
"Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus." (Jo. 3:18)
"Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece." (Jo. 3:36) 

Creio também que todos nesta vida, que tenham nascido mentalmente deficientes, ou que morreram imaturos ou tenham sido privados da vida por outrem, devido ao pecado que entrara no mundo através de Adão (pelo livre arbítrio); aqui lhe será dada (por Deus em Cristo) a oportunidade única (sem interferência humana) de igual p/ igual a todo o ser humano, de não crer nem seguir ao diabo - por isso se faz necessária tal batalha!
O homem pecou em vida, portanto, e unicamente é em vida que o homem pode desfazer o que se fez: o pecado, pela fé em Cristo; porque só em vida se pode fazer qualquer coisa, inclusive, receber-se o perdão, ao crer; por isso é ressurreição da carne (porquanto o que é nascido da carne, é carne; não existindo pois, outra forma de vida - e ressurreição - a que tenha direito, o homem - nascido apenas da carne - senão a mesma vida (na carne) da qual nascera, neste mundo, concedida por Deus, e na qual pecaram.
A segunda ressurreição é para se dar perdão (e não, condenação, como muitos pensam); porquanto se morre em transgressão, em transgressão permanece:
"na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá." (Ez. 18:24d) 
E, em vindo o juízo, ele será exercido e no juízo não há acepção tampouco perdão, somente é lavrada a sentença, do que fora estabelecido pela palavra de Deus!

Quem neste mundo ouve de Cristo, mas resiste ao Espírito, negando a Cristo: ao descer à sepultura na sua incredulidade, a morte (a última inimiga) é que lhe consuma a blasfêmia contra o Espírito, não podendo obter jamais, perdão algum; pois é Cristo o único e total perdão da lei; de Deus; e do Novo Testamento de Cristo, aos pecados e a pecadores. (At. 4:12)
E Cristo já os pagou, sobrevindo-nos assim, na plenitude dos tempos, o Espírito Santo ao mundo para convencimento do pecado (aos pecadores)! (Jo. 16:8-9)
Qualquer que permanece na incredulidade, e dureza de coração, resistindo; não se convencendo da Verdade, da Vida: Cristo (a verdadeira vida) mantendo-se aquém da Luz; a morte é que lhe consuma a blasfêmia (Ecl. 9:4) - não havendo-se mais perdão - e, ainda que ressuscite, pois na verdade todos reviverão na 2ª ressurreição - para este não há perdão! Blasfemou!
Conforme diz:
"Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus." (Jo. 3:18)

Todos em Gogue e Magogue, que criam em Cristo nesta vida, embora O não seguissem, certamente não será iludido nesta batalha e há de se sair vitorioso contra a Serpente; não deixando seduzir-se após Satanás, embora todos na batalha - seguindo ou não ao Diabo - voltem ao pó (à morte); porquanto é ressurreição da carne mortal, e similar à de Lázaro durante o evangelho, e semelhante a todas as outras ressurreições (na carne) que houveram neste mundo - voltando portanto a seu devido estado: de morte - ao serem consumidos pelo fogo na batalha. (Apc. 20:9b)
Na batalha Gogue e Magogeu (seguindo ou não ao Diabo) o fogo os devora, e voltam ao pó de onde vieram (pois esse é o fim de toda a carne vivente).
Aí então, vem-se o juízo, no qual os mortos (e não os vivos) hão de ser julgados.  Apc. 20:13
E o mar dará seus mortos, e a morte e o inferno darão seus mortos para serem julgados. 

Notemos:
Os mortos são dados; os mortos são devolvidos p/ o juízo - não são ressuscitados para irem ao julgamento.
Por isso diz:
"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo." (Heb. 9:27)

Ou seja: É assim que se ordena na lei: a morte, vindo depois disso o juízo (e não a ressurreição)!
Pois, só pode haver ressurreição para aquele que está em Cristo; em contrapartida, quem não está, o que se ordena na lei é: a morte, vindo depois o juízo.
Deus nunca disse a Adão: certamente morrerás e depois ressuscitarás.
Por isso é que os mortos é que comparecem os Trono Branco do Juízo !
Porquanto assim se ordena a lei!
(Conforme diz também que o Senhor há de julgar os "vivos e os mortos" na sua vinda - ou seja, cada qual na sua devida condição). II Tim. 4:1 - I Ped. 4:5
Quem são os vivos?!
- Os que vivem; os que estão em Cristo - pois Cristo é a ressurreição e a vida!
E, quem são os mortos?!
- Todos os demais filhos de Adão - que não se tornaram pela fé em Cristo, filhos de Deus!

No juízo, os mortos serão julgados e só se pode haver ressurreição (no juízo) para aquele, a ter seu nome inscrito ao LIVRO DA VIDA.
Quanto aos ausentes no livro da vida, irão ao lago de fogo, sofrendo o dano da segunda morte.
Segunda morte (aos homens): porquanto, já estando sob domínio da morte (aquela proferida em Gêneses - a primeira), recebem (no juízo em Apocalipse) o dano da segunda morte! eterna!
E todos os pertencentes à primeira ressurreição, cujos nomes se registram no Livro da Vida do Cordeiro - desde a fundação do mundo - só esses entram à Jerusalém Celestial; e vêem a seu Deus.
A paz de Cristo!


Que nações compõem  Gogue e Magogue ?

Como já falamos, as nações de Gogue e Magogue a subirem pela largura da terra e cercarem a cidade amada (a término do milênio) são compostas por todas as almas viventes deste mundo; as quais revivem numa ressurreição em massa - a segunda ressurreição; ou seja, são os "outros mortos que não reviveram até que os mil anos não se acabassem"; mas que revivem a seu término, na qual ressurreição, a terra lançará de si seus mortos, não mais os encobrindo, e todos tornarão à vida, na carne; toda a alma vivente nascida neste mundo: excetuando-se unicamente aqueles que nasceram de novo em Cristo (pois já ressuscitaram na primeira ressurreição).
Na batalha de Gogue e Magogue (a cumprir-se a término do milênio) todo o incrédulo a Cristo nesta vida (os quais ainda que os mortos ressuscitassem p/ lhe dizer aquilo que ele já sabia, mas que não cria - o incrédulo); o que, de Cristo ouviu, mas jamais o creu, certamente nesta batalha também O há de negar: pois é incrédulo, não creu, não crê; pois (pela sua incredulidade) nunca pôde ver a LUZ DESSE MUNDO: Cristo; seguindo portanto após Satanás - ainda que ressuscite: 
"Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus." (II Cor. 4:4) 

Por isso mesmo é dito (em Daniel 9:24) que após as determinadas 70 semanas sobre Jerusalém e os judeus, isto é, No retorno de Cristo p/ consumar os séculos (a término das 70 semanas), os pecados TERÃO FIM e a transgressão CESSARÁ.
Porquanto, a Batalha de Gogue e Magogue - que dar-se-á ainda após o milênio - não constituirá em nova transgressão dos homens - pelo contrário - o que nela se conta, é justamente o oposto: ou seja, o perdão, unicamente o perdão vindouro a tudo o que se houvera cometido outrora; pois no porvir, em século vindoura ainda pode se haver um perdão a todo o pecado cometido, debaixo do céu - tendo como EXCEÇÃO ÚNICA à blasfêmia contra o Espírito.
Pois tal pecado é imperdoável aos homens!

Vejamos bem: Cristo não diz no evangelho que no século vindouro haveria mais transgressão da parte dos homens (por exemplo, a batalha de Gogue e Magogue - no século vindouro, após haverem mil anos de paz e retidão nesta terra, após se haver só o bem no reinado de Cristo sobre a terra); também haverá no século vindouro, um perdão: perdão esse a todo o pecado e blasfêmia cometidos pelos homens, excetuando-se unicamente o pecado imperdoável que é a blasfêmia contra o Espírito - ou seja, não está profetizado haver nova transgressão, mas sim o perdão, e isso, no século vindouro! Conforme mesmo nos declarou o Senhor! Amém!

Também é aqui que todas as almas anteriores a Cristo - que nunca puderam dele ouvir, devido ao pecado e a morte, terão (como todos os homens depois de Cristo, tiveram) uma oportunidade, em vida, de igual por igual, ao acesso, a Cristo, ao Seu Divino e Eterno perdão!
Porque DEUS é DEUS e todas as almas! E nenhuma jamais estará esquecida!

Logicamente que todo o ser humano a possuir alguma fé em Cristo (ainda que minúscula) nesta batalha jamais, ao Diabo seguirá, livrando-se (por Cristo) do mesmo (e do seu mal) eternamente!
Isso lhe será contado em favor no grande dia do Juízo, pois Cristo afirma: todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; e completa dizendo que: a blasfêmia contra o Espírito Santo, não se perdoará nem neste século (o que vivemos) nem no vindouro, isso implica então se haver tanto um século vindouro (o milênio) quanto também um perdão futuro (neste vindouro século), o qual ainda virá; pois quem não blasfemar contra o Espírito Santo, ainda que tenha cometido muitos pecados, se perdoará. (Mat. 12:31-32)
Também a tal Batalha (Gogue e Magogue) se constará nos livros a serem abertos no Juízo!
O perdão futuro se dará justamente numa segunda ressurreição; a última oportunidade de vida, a homens - porque o juízo, quando vier, é juízo (e o homem ainda será julgado na morte) e no juízo não há perdão! (Tg. 2:13)
A segunda ressurreição é como um álibi; aliás, é ela o álibi.
Os mortos comparecerão no juízo p/ serem julgados conforme as suas obras e segundo as coisas escritas nos livros (e tudo o que se havia de ocorrer, seja pra condenação seja para perdão, já se ocorreu); e vem-se o juízo onde será lavrada a sentença.

Após Gogue e Magogue, Satanás é banido eternamente! no Lago de Fogo e enxofre, onde estão a besta e o anticristo e serão atormentados por todo o sempre - pois são seres espirituais, imortais (pois assim Deus os fizera), nunca morrem como nós homens.

O livro da vida aberto no juízo também possui total relação a Cristo, e não há obra alguma possível na carne que inscreva o homem no livro da vida, senão unicamente a fé: a fé em Cristo!
Disse Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida..."  (Jo. 14:6)
Disse Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida..."  (Jo. 11:25)
Disse Jesus: "Quem crê em mim tem a vida eterna..." (Jo. 6:47)
Disse Deus a Adão: "Não coma deste fruto para que não morra" essa palavra também representa Cristo!

E, ainda que o perdão vindouro se dê numa 2ª ressurreição (lembrando que ela é ressurreição da carne), após o milênio, tal perdão é o que pode livrar a alma de uma segunda morte; porquanto a 2ª morte a sobrevir (no Juízo) só se pode livrar-se dela mediante o livro da vida, aberto no juízo.
Porém, o livro da vida não conduz ao reino de Deus: à Jerusalém Celestial; mas livra da 2ª morte, a alma; e conduz à vida, numa Nova Terra (na qual, a justiça habita-lhe) numa ressurreição conforme diz: para vergonha e desprezo eterno - da qual jamais se poderá pela eternidade ver, um dia, a seu Deus. (Dan. 12:2b).
Somente pela fé é que se pode herdar e receber algo de Deus, inclusive o perdão! E obtendo-se o perdão, também obtém-se a vida!
Lembra-se, que foi através do pecado, que a morte se nos foi introduzida?
Pois, obtendo-se o perdão deste, obtém-se também a vida!
Isso significa que o perdão dos pecados (pelo evangelho de Cristo) é também sinônimo à vida!

Tudo neste mundo se nos foi dado graciosamente pelo Criador; sem nada se nos requerer p/ que a vida obtivéssemos, neste mundo; porém, ao reino Celestial do Senhor, somente e unicamente pela fé se pode herdá-lo, e não existe outro meio!
Tampouco, os que habitarem uma Nova Terra jamais obterão a amável virtude de se ver a seu Deus - isso é uma desonra eterna, e motivos maior da: vergonha e desprezo eterno a sobrevir.
E, um outro aspecto desta vergonha e desprezo eterno (a qual receberão os que ressuscitarem - Dan. 12:2c) é devido a todo o mal cometido (debaixo do céu) se ser revelado publicamente e declarado no céu. (Ecl. 12:13-14 - Is. 47:3 - Naum 3:5 - Apc. 3:18)

Tampouco estes da ressurreição (para a vergonha e desprezo eterno - isso não é fogo eterno) provarão dos frutos da árvore da vida, mas serão curados e participando-se das folhas da árvore. (Apc. 22:2c)
E todos os que primeiramente a Cristo, muito amaram e com Ele (morreram e reviveram) pela fé, pela esperança do evangelho do Senhor, nesta vida (cristãos); esses, que são inscritos no Livro da Vida do Cordeiro (desde a fundação do mundo): participam conjuntamente da primeira ressurreição; nas Bodas do Cordeiro; no Milênio; e adentram pelas portas à Cidade Celestial (Nova Jerusalém). (Luc. 10:20b - Ef. 1:12 - Tg. 1:18 - Apc. 21:27) 
E recebem a maior e mais maravilhosa graça a existir à Criação: Ver a seu Deus! com Ele habitar; sendo-Lhe filho!
Quanto ao Livro da Vida (aberto no juízo) esse destina os inscritos à ressurreição para a vergonha e desprezo eterno; mas essa ressurreição, somente se dará após julgados e consultados os livros no juízo, e o livro da vida (e não antes); e recebem portanto a vida (devido o livro da vida) ressuscitando para habitação em Nova Terra - na qual a habita justiça. (Sal. 115:16)
Nela haverá nações e haverá reis. (Apc. 21:24, 26)

Por isso, no mesmo em Apocalipse 22 (verso 14), quando diz que são bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade (Nova Jerusalém) pelas portas. (Apc. 22:14)
O verso seguinte, diz também que:
"Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira." (Apc. 22:15)
Ora, no juízo, já não se lançou no lago de fogo os que não constaram-se no livro da vida?  E como pode haver quem fique de fora da cidade... ???
Ora, esses são os mesmos que participam nas folhas da árvore da vida, e que também habitam a terra.